Aplicativo brasileiro é lançado nos EUA

O aplicativo Face 3D Plus, desenvolvido pela Universidade Positivo e M.A.R.C Institute para aprimorar os conhecimentos de anatomia de cabeça e pescoço, acaba de ser lançado nos Estados Unidos, durante o Experimental Biology 2019. Disponível tanto para iOS quanto para Android, o app é um atlas craniano interativo que facilita o estudo da complexidade da anatomia da cabeça e do pescoço. Com melhorias, inclusão de abas adicionais e avançadas para oftalmologistas, neurologistas e otorrinolaringologistas, o Face 3D Plus agora está disponível também em língua inglesa.

O aplicativo é um modelo tridimensional do crânio no qual as estruturas anatômicas foram desenhadas de forma isolada, podendo ser visualizadas de forma individual ou no conjunto com outras. De acordo com a professora do Programa de Graduação e Pós-Graduação em Odontologia da Universidade Positivo, Rafaela Scariot, o app é um dos mais completos na área, pode ser aberto em qualquer lugar e tem um custo bem mais acessível que um livro de Anatomia. “O grande diferencial dele são as imagens cadavéricas dissecadas especialmente para a produção do aplicativo”, conta a professora.

Economista Pio Martins fala sobre cenário econômico em palestra gratuita

Perspectivas para o Brasil pós 2018 e a importância de entender o cenário econômico do país. Esses são os temas centrais da palestra gratuita que acontece na quarta-feira (28), na Universidade Positivo, com o economista e reitor da instituição, professor José Pio Martins. O encontro, destinado a profissionais das mais diversas áreas, promete uma linguagem de fácil compreensão para todos os públicos. A palestra acontece das 19h às 21h, na Sala de Eventos do Bloco da Pós-Graduação, no câmpus sede Ecoville. As inscrições podem ser feitas pelo link up.edu.br/palestra-economia.

Autor dos livros Educação Financeira ao Alcance de Todos (2004), Seu Futuro (2011) e coautor do livro Pinceladas de Inovação (2018), o economista aborda os pontos fracos da economia e os gargalos para o crescimento econômico brasileiro, como por exemplo o alto número de pessoas desempregadas e subempregadas. “O Brasil tem uma necessidade iminente de fazer com que a economia cresça, mas tem diversas pessoas que estão fora do mercado de trabalho”, destaca Martins. Por isso, o especialista fala das oportunidades para empreendedores e os novos consumidores do país, como a terceira idade.

Palestra Perspectivas para o Brasil pós 2018

Data: 28/11, quarta-feira

Horário: das 19h às 21h

Local: Sala de Eventos do Bloco da Pós-Graduação | Câmpus Ecoville (Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Ecoville)

Inscrições: up.edu.br/palestra-economia

A importância do compliance e os reflexos no mercado brasileiro

Por Juliana Oliveira Nascimento

A instituição de um programa de compliance nunca foi tão discutida como nesses últimos anos no Brasil, vindo ao encontro das surpreendentes revelações advindas das investigações e dos casos de corrupção apresentados no panorama brasileiro. Diante desses fatos, pode-se evidenciar como as organizações envolvidas nos escândalos sofreram consequências diretas na reputação, além de perdas financeiras, de negócios e de valor no mercado. Sim, a reputação. Muito valiosa e, quando atingida, reflete diretamente a imagem e o nome da empresa. Logo, ocasionando uma repercussão que, dependendo do caso e do impacto, fazem com que algumas companhias cheguem a cogitar a alteração do seu nome, de tão marcada negativamente que ficou perante o mercado brasileiro e global.

Imediatamente, essas circunstâncias demonstram a realidade da corrupção que não se pode e não se deve mais ocultar. Os fatos divulgados na imprensa têm levado muitas empresas a compreender a seriedade de mais controle dos seus atos, o que engloba também os seus stakeholders. As instituições passaram a notar como imprescindível atuarem com proeminência da ética, comprometimento da alta direção e a consolidação da cultura corporativa em prol do compliance – sendo relevante, neste sentido, o fortalecimento da Governança Corporativa e a criação de programas de conformidade, fundados sob a perspectiva do planejamento estratégico da organização.

Além disso, cabe salientar que o compliance deve ser aplicado de forma efetiva e não somente um programa existente para outros verem – uma vez que compliance que não é real, não é compliance. Nessa conjuntura, o programa de integridade deve estar pautado em prevenção de riscos de fraude e corrupção, mas, também, na adequação das corporações às questões legais e regulatórias, específicas ao setor no qual atua. Muitos entendem que o investimento é elevado; todavia, não se pode deixar de lado que o comprometimento das empresas trazem muitos benefícios vindouros à própria companhia e ao país – que hoje se encontra, ainda, desacreditado pelos investidores.

A perda de confiabilidade do Brasil foi corroborada com o rebaixamento das notas de crédito pelas três agências de risco que possuem maior visibilidade no mundo. Primeiramente, pela agência Standard & Poor’s, em seguida pela agência Fitch Ratings, e depois pela Moody’s, um marco no retrocesso da economia brasileira. Diante disso, se evidencia que uma das causas desse decréscimo econômico deu-se pela instabilidade econômica e política brasileira decorrentes da corrupção confirmada na maior investigação em curso: a Operação Lava Jato.

O Brasil é um país com imensa possibilidade de crescimento, mas a corrupção é um anacronismo, visto que impacta diretamente no desenvolvimento econômico, afeta a justiça social, bem como o Estado de Direito; por conseguinte, convém ser combatida de forma contundente. Vislumbra-se que tanto o mercado, quanto a sociedade, não têm perdoado as companhias flagradas em atos ilícitos e fraudes, visto que apresentam uma posição de verdadeiro repúdio às empresas envolvidas com a corrupção.

Aliás, nessa perspectiva, não se pode esquecer que ações como esta remetem a uma via de mão dupla. Quando uma fraude é descoberta, com operação e denúncia deflagrada, automaticamente os mercados rebatem negativamente e conjecturam as suas consequências. Inevitavelmente, suscita reflexos na economia do país, além de perdas – de reputação, financeira e de credibilidade, que são inestimáveis para a sustentabilidade corporativa. A realidade atual não permite escolhas erradas, pois os resultados são calamitosos, principalmente em decorrência da crise econômica.

Desse modo, manter-se no mercado, nos dias de hoje, é um desafio que as companhias devem enfrentar, tendo como enfoque uma atuação íntegra em seus negócios. Sendo assim, não se admite a existência de “lacunas”, como a falta de lisura que venha a colocar em risco o progresso e futuro da empresa. Esse é o momento de concretizar profundas transformações desse cenário com ações de prevenção, inclusive com a instituição do compliance, sendo essencial que as organizações ponderem para a sua efetivação. Espera-se que façam isso para seu próprio aprimoramento e engajamento de mais transparência, de modo que a integridade e a ética sejam o eixo central da condução dos negócios, reverberando, consequentemente, no crescimento e no fortalecimento da boa reputação.

Sob esse prisma, essa mudança demanda o comprometimento de todos os envolvidos, mas no fim, valerá a pena. Afinal, quando se trata de negócios, a ética, a integridade, a transparência e a boa-fé são bases fundamentais para o desenvolvimento, bom êxito e a sustentabilidade da companhia no mercado, bem como, para a economia do país.

Juliana Oliveira Nascimento, advogada especialista em Compliance, mestre em Direito e coordenadora do MBA em Governança Corporativa, Riscos e Compliance da Universidade Positivo (UP), de Curitiba (PR).

Punir os culpados, salvar as empresas – Por José Pio Martins

O terremoto moral e jurídico que se abateu sobre o grupo de empresas da família de Joesley e Wesley Batista, com a Holding J&F e as unidades industriais da JBS à frente, levanta uma importante questão: qual tratamento deve ser dado pelas leis aos empresários e às empresas? Trata-se de empresários que cometeram crimes e de um grupo de empresas que operam em vários países e têm, em seus vários ramos de atividade, 235 mil empregados em toda a cadeia produtiva. A resposta à pergunta proposta depende de entender a distinção entre as pessoas físicas dos controladores e a pessoa jurídica das empresas.

Há algum tempo, virou moda falar em “ética empresarial”, como se a empresa em si fosse um ente humano com capacidade de pensamento e discernimento, quando é um sistema composto de bens de capital (terrenos, prédios, máquinas, equipamentos etc.), que contrata empregados, compra matérias primas e produz bens e serviços. Como organismo, a empresa é um ente moralmente neutro, pois é um sistema material, sem vontade própria, montado e dirigido por pessoas. A empresa adquire vida no mundo jurídico e econômico, obtém registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e executa atos econômicos e negócios jurídicos diversos, mas sempre sob o mando de alguém.

A empresa em si não toma decisões; ela executa as decisões tomadas por seus sócios e dirigentes. Como ente material, a empresa não é ética, aética ou antiética. As pessoas são. Ética é uma virtude essencialmente e exclusivamente humana. O animal homem é o único capaz de pensar, discernir, decidir e agir conforme um código de conduta baseado no certo ou errado, legal ou ilegal, bem ou mal. Os animais irracionais não agem assim, pois eles não têm capacidade de raciocinar, discernir e decidir entre uma ação e outra com base em aspectos éticos, morais, religiosos ou jurídicos.

A empresa tem importante função social pelo fato de produzir bens e serviços, empregar pessoas, pagar impostos e satisfazer necessidades de consumidores. A propriedade que é empregada para praticar tais atos torna-se empresa e é a mais importante instituição dentro do sistema econômico. A legislação deve, portanto, submeter a empresa a um conjunto de normas e obrigações consubstanciadas nas leis comerciais, tributárias, trabalhistas, ambientais e outras, cabendo aos responsáveis pela gestão e operação da empresa a obrigação de garantir a legalidade do que ela faz sob suas ordens e seus atos de gerência.

Nesse sentido, é do interesse da nação que, quando irregularidades e crimes ocorrem no interior de uma empresa, os autores sejam punidos por seus atos e a empresa seja preservada. Os culpados, após o devido processo legal, devem ser afastados, despojados de seu patrimônio e presos, e a gestão da empresa deve ser entregue a outros dirigentes e controladores a fim de seguir sua função sem os vícios dos antigos donos. A questão é saber se as leis brasileiras são eficientes para promover um processo justo e rápido de apuração e punição dos culpados e, ao mesmo tempo, salvar a empresa e colocá-la sob a direção de gestores qualificados.

Essa discussão não se restringe ao Brasil. Pelo contrário, vem figurando nos debates em vários países onde prevalece o capitalismo. Como sistema econômico, o capitalismo é baseado na propriedade privada do capital, organização empresarial da produção e trabalho assalariado. Repetindo: mesmo com seus defeitos, esse ainda é o melhor sistema para promover o progresso material e, por consequência, o desenvolvimento social.

José Pio Martins, economista e reitor da Universidade Positivo.

Projeto de estudantes curitibanas é selecionado para Feira Brasileira de Ciências e Engenharia

A utilização de técnicas de biotecnologia para reduzir o impacto ambiental causado pelo descarte incorreto de resíduos líquidos urbanos originou um projeto desenvolvido por estudantes do 8º ano do Colégio Positivo. O estudo conquistou o primeiro lugar na Mostra de Soluções para Uma Vida Melhor, que expõe experimentos científicos de diferentes áreas do conhecimento, e foi selecionado para representar a instituição de ensino na edição 2018 da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), movimento nacional de estímulo ao jovem cientista.

Isadora Penkal Franco e Laura Silva Schaffrath, autoras do estudo “Biorremediação de óleo vegetal por meio de Microesferas bacterianas”, demonstraram a eficácia da utilização de consórcios bacterianos para a degradação do óleo vegetal. Mais de 200 milhões de litros de óleo vegetal são descartados mensalmente nas pias das cozinhas domésticas do Brasil, tendo como destino rios e lagos, provocando sérios prejuízos para o meio ambiente. Um litro de óleo, por exemplo, pode poluir cerca de um milhão de litros de água, o equivalente ao que uma pessoa consome, em média, em 14 anos de vida.

O projeto

Sob a orientação das professoras Flávia Amend Gabardo, do Colégio Positivo, e Leila Maranho, da Universidade Positivo (UP), as estudantes pesquisaram sobre produtos biológicos que tivessem a propriedade de degradar, de forma rápida e simples, resíduos líquidos provenientes das residências. A ideia de elaborar esse projeto surgiu após visitas dos alunos do Clube de Ciências do Colégio Positivo aos laboratórios de Biotecnologia da UP. Nesses encontros, Isadora e Laura se encantaram com o trabalho de mestrado da professora Suellyn Homan, também do Colégio Positivo, sobre a utilização de microcápsulas de bactéria para descontaminação ambiental por petróleo, por meio do processo de biorremediação. E decidiram experimentar a mesma técnica para a degradação do óleo vegetal.

A professora Leila explica que a biorremediação é uma tecnologia que trata ambientes contaminados utilizando agentes biológicos com capacidade de modificar ou decompor poluentes alvos. Essa técnica é considerada barata, limpa e ecológica, já que não deixa resíduos e nem causa nenhuma alteração no equilíbrio ambiental. A organização dos microrganismos em microesferas facilita sua aplicação, evitando o risco de haver algum tipo de contaminação e permitindo que haja a liberação controlada, potencializando a biorremediação do resíduo. Os microrganismos degradadores ficam envolvidos por duas camadas, que além de protegê-los, irão manter o formato da microesfera. Ao entrar em contato com um meio aquoso, a microesfera é reidratada e iniciará o processo de liberação dos microrganismos degradadores.

Nos experimentos que foram realizados no laboratório da Universidade Positivo e Colégio Positivo, as alunas selecionaram quatro consórcios de microrganismos (bactérias) que seriam possivelmentecapazes de degradar óleo vegetal, visando reduzir os prejuízos sociais e ambientais causados pelo descarte incorreto deste resíduo. Um dos consórcios demonstrou alto potencial de degradação do óleo, podendo gerar um produto que pode ser facilmente comercializado. Isadora e Laura estão muito satisfeitas com o resultado dos experimentos e também porque o projeto será apresentado numa feira tão importante, como a Febrace. “No momento que recebi a notícia foi um pouco difícil acreditar que nosso estudo foi selecionado. A nossa aprovação foi uma surpresa. Estou extremamente feliz e a oportunidade que nós temos de representar o Clube de Ciências e o Colégio Positivo é muito gratificante”, orgulha-se Laura. “Este projeto representa um aprendizado que, com certeza levarei para vida toda”, conta.

Para Isadora, estar na Febrace representa uma grande troca de conhecimento, que contribuirá muito para o projeto, pois a feira deve abrir muitas portas em relação ao futuro no campo da pesquisa científica. “Acredito que o trabalho ajudará muito o meio ambiente e a sociedade, pois o óleo de cozinha causa diversos danos como, por exemplo, a morte de seres aquáticos”, adverte. “Atualmente, não existe nenhuma forma correta para o descarte do óleo e, por meio do nosso projeto, o resíduo pode ser facilmente tratado, evitando problemas na natureza”, observa.

Potencial reforçado

A professora Flávia afirma que sempre acreditou no potencial das meninas, mas confessou que foi uma surpresa a participação na Febrace. “Fomos avisadas da dificuldade que seria estar numa banca com 15 projetos muito importantes, dos quais nossa equipe era composta pelas alunas mais novas – as únicas que não entram no Ensino Médio em 2018. Assim que recebi a notícia, fiquei realmente emocionada, pois sei de todo o nosso esforço para que o trabalho fosse concluído com sucesso”. Da concepção da ideia ao resultado foram seis meses de trabalho.

Flávia afirma que os alunos do Clube de Ciências normalmente já possuem o diferencial de serem mais questionadores e interessados em estudos científicos, mas que Isadora e Laura são alunas com um enorme potencial. “O que fiz foi somente ajudá-las a conduzir essa capacidade para um feito maior. Elas são muito estudiosas e focadas – o que faz toda a diferença quando estamos falando em pesquisa”, ressalta a professora.

10 Tendências para o Varejo em 2016

As perspectivas para 2016 não são das melhores em quase todos os setores da economia. Inflação e taxa de desemprego em alta afetam diretamente o setor varejista. De acordo com a coordenadora do Laboratório de Varejo da Universidade Positivo (UP), Fabíola Paes, o setor precisa pensar em novas estratégias para poder atrair e engajar o público. “O principal efeito da crise é no comportamento do consumidor, que fica mais seletivo. Por isso, é preciso minimizar os efeitos da crise econômica e ajudar o cliente a comprar o melhor e da melhor forma”, explica.

As principais tendências para o varejo em 2016 foram apresentadas na Pós NRF, evento promovido pela Posigraf, na última semana, em Curitiba (PR). O encontro trouxe um resumo do que foi exposto na última NRF Retail’s Big Show 2016, maior evento mundial do varejo, realizado em Nova Iorque. Confira as principais tendências para este ano:

1. Globalização

Cada vez mais o varejo é internacional. Em 2013, 15 das 250 maiores varejistas do mundo estavam presentes no Brasil. Já em 2016, o número deve subir para 33. Ou seja, em dois anos, a presença de marcas internacionais no território nacional subiu – e esse é o maior sinal da globalização. Mesmo que o mercado de um país para outro seja diferente, as marcas precisam se adaptar à cultura local para aumentar a presença global.

2. Experiência

A geração Y, também conhecida como millennials, é a geração da experiência. Os jovens nascidos na década de 80 valorizam mais a experiência e felicidade do que a posse de “coisas”. Uma pesquisa da JC Penney mostra que 100% deles usam a internet para buscar informações antes da compra, mas que 75% consideram a loja física a principal experiência com a marca. Por isso, é necessário que o posicionamento esteja focado no estilo de vida e não mais nas categorias tradicionais.

3. Eficiência e Produtividade

A produtividade do brasileiro está bem abaixo da média mundial. Para se ter uma ideia, são necessários quatro trabalhadores para conseguir a mesma produtividade de um norte-americano. Os processos e estratégias do varejo não são das mais eficazes. “O que não se mede, não se gerencia” – a famosa frase de William Edwards Deming define bem o que é necessário fazer: planejar e medir a eficiência do quadro de trabalho no Brasil.

4. Internet das Coisas

Relógios, geladeiras, carros e óculos inteligentes. Acessórios até então simples, mas com o objetivo de se conectar a internet. A “Internet das Coisas” está cada vez mais presente no dia a dia e surge para complementar o mundo físico e integrar com o digital. Entretanto, para muitos casos, ainda é preciso inovar, para tornar o produto mais “usável”.

5. Zero Atrito

Cada vez mais simplificar o relacionamento e zerar o atrito existente entre marca e cliente é necessário para que o consumidor tenha a melhor experiência com a marca. Hoje em dia, a internet é a maior aliada pois, por meio do digital, é possível dar informações em tempo real para o público. Muitas vezes, o cliente espera o vendedor voltar com uma informação ou produto – e é justamente durante esse pequeno período em que ele analisa se a compra é realmente necessária. Esse é um dos maiores atritos, por isso, é preciso pensar em estratégias e até mesmo no uso da tecnologia para diminuir esse impacto.

6. Colaboração

Em um ano desafiador para todos os setores da economia brasileira, o varejo precisa do engajamento dos colaboradores e de todos os envolvidos no processo para somar forças e se manter forte.

7. Omnichannel

O mundo digital está cada vez mais presente no dia a dia, transformando e impactando a forma de se relacionar. Segundo pesquisa feita pelo Google, no Brasil, 86% das pessoas fazem pesquisas de compras pelo smartphone. Ou seja, o digital cria oportunidades, mas também traz grandes desafios para o varejo. O novo conceito omnichannel, advindo do multicanal, provoca o setor a pensar estratégias para gerar vantagem competitiva, alta performance e inovação nos negócios.

8. Repensar Loja Física

As lojas precisam se reinventar para se adaptar ao estilo de vida, principalmente dos millennials, que buscam experiências de compras – e não apenas um produto. É preciso alinhar o mundo físico com o digital para estimular o desejo do consumidor.

9. Big Data

Com tantas mudanças, é preciso, mais do que nunca, obter dados para gerar informação relevante para a empresa. Além disso, é essencial saber o propósito, para ser efetivo nas ações.

10. Propósito e Cultura

Para sobreviver, a empresa precisa ter uma razão de existir, para motivar e engajar o público, que está cada vez mais preocupado com alguma “causa”. É preciso pensar fora da caixa, mas com a cabeça do cliente.

Universidade Positivo abre inscrições para 26 cursos de Pós-Graduação em TI

Com início em março, os cursos de pós-graduação da Universidade Positivo já estão com as inscrições abertas. São mais de 150 opções de cursos de especialização em Curitiba (PR), Paranaguá (PR), Ponta Grossa (PR), Pato Branco (PR) e São Paulo (SP), em 17 áreas diferentes. Segundo o coordenador de Pós-Graduação da Universidade Positivo, Leandro Henrique de Souza, os cursos mais procurados são os relacionados à Tecnologia da Informação (TI). São 24 opções de especialização e dois MBA’s ligados ao setor. “O setor passa por transformações constantes e a atualização é indispensável para o domínio das novas tecnologias”, justifica.

Segundo Souza, o número de profissionais matriculados na área de TI em 2016 deve ser 30% maior que em 2015. Isso porque o setor passa longe da crise que assombra o Brasil e deve crescer 7,3%, segundo a IDC Brasil – bem acima da média mundial, que é de 3,4%. Dados da consultoria Catho mostram que, somente neste ano, o número de vagas no setor aumentou 44,2%. Um estudo da Brasscom revela que o mercado nacional emprega, atualmente, 1,3 milhão de profissionais de TI e até 2016 esse número deve aumentar em 30% – enquanto mais de 50 mil postos de trabalho estão esperando por um profissional qualificado. Até 2022, a Softex projeta um déficit de 400 mil profissionais no Brasil. Atualmente, empresas demoram até 70 dias para preencherem suas vagas, tempo que pode gerar um significativo impacto na operação de uma organização.

Quem pensa que para atuar na área é preciso ser graduado em TI, Souza esclarece que existem especializações em tecnologia para as mais diversas profissões. “Os profissionais que vivenciam a mudança tecnológica no seu dia a dia possuem duas opções: ou se atualizam ou estão fora do mercado”, afirma. Para quem é da área de saúde, por exemplo, a Pós-Graduação em Bioinformática oferece ferramentas para a compreensão da genética molecular e o desenvolvimento de novas soluções, como medicamentos e suplementos.

Arquitetos e engenheiros podem pensar em inovações para cidades inteligentes com a Pós-Graduação Smart Cities – Ênfase em Projetos. Inédito no Brasil, o curso traz conceitos e exemplos mundiais para a solução de problemas comuns dos cidadãos, como mobilidade, ocupação do território urbano, sustentabilidade e qualidade de vida. Já a especialização em Propriedade Intelectual e Direito Digital é voltada a advogados que desejam conhecer a legislação sobre crimes cibernéticos, como pornografia infantil, pedofilia, racismo, neonazismo, intolerância religiosa, apologia e incitação a crimes contra a vida, homofobia, fraudes em cartão de crédito, invasão e roubo de dados. A lista completa de cursos, mais informações e inscrições estão no site www.up.br/pos.

A sabedoria do caipira – Por José Pio Martins

Em meados dos anos oitenta, fui secretário do Planejamento do município de Londrina, quando era prefeito o Dr. Wilson Moreira. O “velho”, como era chamado, tornou-se uma figura lendária na região. Mineiro, formado em Engenharia, empresário comercial, agricultor e pecuarista, era homem de moral irretocável e de grande sabedoria, apesar de ele mesmo se dizer um caipira.

Muitas ideias que hoje leio em autores norte-americanos, eu já tinha ouvido do Dr. Wilson. Lá em seu mundo de interior, longe dos holofotes e da fama, com sua fala mansa e modos simples, ele dizia coisas que, se tivessem sido publicadas, não ficariam nada a dever a certos gurus de administração.

Lembro que, quando um secretário começava a falar sobre a solução para algum problema, ele pegava uma folha, anotava quatro perguntas e dizia: “volte a seu gabinete, estude essas quatro perguntas e só retorne aqui quando tiver as respostas e suas justificativas”.

As perguntas eram:

a) Qual é concretamente o problema?

b) O que precisa ser feito?

c) Qual é o plano de ação?

d) Quanto vai custar?

As perguntas acima faziam parte do método de planejamento do “velho”, e elas dizem respeito ao foco da situação (qual é concretamente o problema), às decisões (o que precisa ser feito), às soluções (qual o plano de ação) e aos recursos (quanto vai custar). Muitos autores inventam frases rebuscadas para dizerem a mesma coisa. O Dr. Wilson era um estudioso e vivia ensinando a nós todos, seus secretários. Por onde andasse, ele tinha o hábito de ensinar, e dizia que sua frustração era não ser professor.

Os que falavam demais, ele costumava censurar dizendo: “Falatório comprido é bom para sessão de brainstorming. Mas frente a um problema específico, precisamos ter foco, ser objetivos e pragmáticos”. Quando alguém queria dar uma opinião, ele perguntava: “Você conhece esse problema ou, pelo menos, se dedicou a estudá-lo?”. Se a resposta fosse “não”, ele dispensava o palpite.

Falando sobre gestão para estudantes do ensino médio, abandonei os gurus estrangeiros de nomes pomposos e lhes contei a história do Dr. Wilson: um menino pobre e franzino, que se tornou empresário bem-sucedido e prefeito aplaudido. Falei das ideias e teorias dele, muitas das quais estão por aí, ditas por gurus como se fossem novas e revolucionárias.

alar ideias velhas e teorias antigas ditas por algum filósofo ou algum escriba do passado. Respaldados por terem nascido nos Estados Unidos – nação admirável quando se trata de ciência, tecnologia e sucesso empresarial –, eles nos oferecem livros fantásticos, mas também nos enfiam obras requentadas e de baixa qualidade.

Nós brasileiros muitas vezes agimos como colonizados mentais, não conseguimos fazer distinção entre pérolas e lixo, tomamos como novo e verdadeiro tudo o que vem do exterior e deixamos de valorizar coisas boas que temos por aqui. Uma das razões é que o Brasil – nação fantástica, mas recheada de pobreza e maus exemplos – dificulta a credibilidade dos nativos daqui.

O Dr. Wilson faleceu em 2008, aos 84 anos, e deixou um exemplo de sabedoria e de retidão moral. Para quem se autoproclamava um caipira, ele era, na verdade, um homem notável. Pena que suas ideias não tenham sido registradas em livro.

*José Pio Martins é economista e reitor da Universidade Positivo.

Estudantes da Universidade Positivo se destacam na Microsoft Imagine Cup

O jogo “Law for Good”, desenvolvido por alunos do curso de Direito e Sistemas de Informação da Universidade Positivo, além do curso de Jogos Digitais do Centro Tecnológico Positivo, recebeu menção honrosa na Microsoft Imagine Cup, principal competição internacional de tecnologia. O jogo ficou entre os 10 melhores na etapa “Big Idea: Plan Challenge”, na categoria “World Citizenship”.

O projeto tem como objetivo levar noções de direito constitucional e de direitos humanos para crianças. Segundo Adriana Inomata, professora de Direito Constitucional e Direitos Humanos da Universidade Positivo e orientadora do projeto, a ideia para a criação do jogo surgiu a partir de conversas sobre o assunto, envolvendo a filha, a quem ensina noções do Direito, ao marido, que atua na área tecnológica, e aos alunos, que se interessaram pelo assunto e decidiram desenvolver o projeto.

Durante a competição, foi apresentado o documento de Design, no qual, foram expostos os objetivos com o projeto do jogo que está em processo de desenvolvimento. Para a Adriana Inomata, receber a menção honrosa nesta etapa mostra que o jogo está no caminho correto. “Conseguir esse reconhecimento é muito importante, pois a menção honrosa garante que iremos receber um feedback de desenvolvedores e especialistas de mercado que podem dar novos elementos para incrementar ainda mais o projeto”, explica.

De acordo com o coordenador do curso de Jogos Digitais do Centro Tecnológico Positivo, Rafael Dubiela, a Universidade e Centro Tecnológico Positivo têm um histórico positivo na competição. “Desde 2011 conseguimos nos destacar e, nesse ano, a participação de um projeto que tem na essência o ensino de Direito, dá um fôlego pra disputa e mostra que qualquer aluno pode criar e desenvolver um projeto tecnológico.”, finaliza.

Para Frederico Costa, aluno do curso de Direito da Universidade Positivo e um dos integrantes da equipe, conquistar o reconhecimento é um estímulo fantástico para continuar com o projeto. “Receber a menção honrosa numa competição tão importante é animador e só mostra que estamos no caminho certo”, finaliza. A equipe é formada também por mais três alunos, Luana Hubner, Luana Gaio e Roberth Araujo. O projeto recebe a colaboração do estudante de Sistemas de Informação, Rodrigo Costa e do estudante de Jogos Digitais, Ricardo Minoro. Além disso, os alunos de Direito, Jogos Digitais, Jornalismo, Publicidade e Propaganda participam do projeto como apoiadores.

Ao longo do ano, a equipe pode ser classificada para a etapa nacional, na qual os finalistas concorrem em uma etapa online global. Os selecionados desta etapa vão para Seattle (EUA) para a grande final. Na última etapa, as equipes vencedoras de cada categoria concorrem entre si pelo melhor projeto da competição.

Law for Good

O jogo é destinado para jovens entre 6 a 10 anos e tem como objetivo ensinar noções de direito constitucional e direitos humanos de modo a gerar cidadãos mais críticos no futuro. O jogo tem por premissa colocar a criança no papel de um governante municipal (prefeito). Assim, no comando da cidade, o jovem terá que equilibrar um triângulo simples de elementos que influenciam no desempenho da cidade: saúde, educação e renda. A criança evoluirá no jogo encontrando desafios mais difíceis em bairros com maior desigualdade até que a cidade esteja equilibrada e com mais igualdade entre as regiões.