AbraCloud realiza a primeira pesquisa sobre o perfil dos provedores de nuvem nacionais

As empresas associadas possuem, em média, 97 colaboradores, totalizando 3.589 funcionários entre as 37 que responderam a esta questão. A maioria (68%) possui clientes distribuídos por todo o País, e a Infraestrutura e Serviços Computacionais na Nuvem (IaaS) é o principal serviço oferecido por 57% das empresas entrevistadas.


A AbraCloud – Associação Brasileira de Infraestrutura e Serviços Cloud, acaba de liberar a primeira edição do Panorama AbraCloud, levantamento organizado pela entidade e executado pelo Instituto de Pesquisa Insider para identificar o perfil, tamanho, números e distribuição dos colaboradores e faturamento das empresas associadas, incluindo a quantidade e o perfil de seus clientes, localização geográfica e faturamento. Adicionalmente, a pesquisa procurou identificar o nível de satisfação com os serviços oferecidos e atendimento e os diferenciais oferecidos.

Participaram da pesquisa 37 do total de 50 empresas associadas, com a maioria (68%) revelando que possuem seus clientes distribuídos por todos os estados da federação, sendo o Sudeste a região que concentra a maior parte, com 32% dos clientes. São Paulo lidera com 24% e Rio de Janeiro vem a seguir com 22%. Na sequência, a região Nordeste aparece com 22%, enquanto Sul e Norte estão empatadas com 19% da carteira de clientes das associadas.

Em resposta com múltiplas opções, as associadas relatam oferecer 08 tipos de serviços: Web Hosting (81%), Managed Services para médias empresas (76%), Managed Hosting (70%), Managed Services para grandes empresas (67%) e Parceiros (60%) – (*)O parceiro é provedor que atua com canais de vendas indiretas, distribuindo serviços digitais por meio de revendas. 

Na sequência, surgem Instalação de Colocation (43%), Datacenter (41%) e Telecomunicações (19%). A Infraestrutura e Serviços Computacionais na Nuvem (IaaS) é oferecida pela maior parte das empresas entrevistadas (57%). Em seguida, aparecem empatadas a oferta de Software em Nuvem (SaaS) ou Plataforma como Serviço (PaaS) citadas por 14% das associadas.
 

Já as suas principais atividades convergem basicamente para Serviços de TI em Nuvem, segundo 65%.

E, ainda, para serviços de TI tradicionais. Neste caso, para 14% das empresas, oque aponta para utilização de nuvem híbrida pelos clientes-finais. E, iguais 5%, citam Venda de Ativos e Hospedagem Compartilhada.

Sobre a localização de seus Datacenters, quase todas as empresas entrevistadas (92%) possuem pelo menos uma unidade em algum estado da Região Sudeste. E, nessa conta, São Paulo é decisivo: 84% tem Datacenter no estado. Na sequência, aparece o Rio de Janeiro (19%). A região Nordeste é apontada por 22%; Nordeste e Sul são apontadas igualmente por 19% das entrevistadas. Nestes casos, destacam-se Ceará (14%) e Santa Catarina (11%). Observação: datacenter pode ser Colocation (Datacenter terceirizado) e os associados podem ter seu Datacenter ou contratar Colocation.

O tamanho do faturamento e da mão de obra


A pesquisa identificou também que, em média, as empresas associadas atendem aproximadamente 670 clientes cada. Sendo 23 associadas (ou 46%) com mais de 1 mil clientes; 12 associadas (ou 24%) atendendo de 501 a 1 mil clientes; 11 associadas (ou 22%) com até 500 clientes; 4 associadas (ou 8%) não informaram.


Em relação ao faturamento anual de seus clientes, de modo geral, as empresas entrevistadas entendem que: 50% dos seus clientes têm faturamento anual de até R$ 10 milhões; 30% entre R$ 10 milhões e R$ 100 milhões; 10% entre R$ 100 milhões e R$ 500 milhões; e outros 10% com faturamento superior a R$ 500 milhões. A faixa de faturamento médio entre os clientes das empresas associadas à AbraCloud é de R$ 31 milhões. As projeções da AbraCloud, conforme as respostas da pesquisa, indicam que os associados detém 30% do mercado nacional de serviços de infraestrutura de nuvem (IaaS e PaaS), com um faturamento total estimado de R$ 2,2 bilhões de Reais.

As empresas associadas possuem, em média, 97 colaboradores, totalizando 3.589 funcionários entre as 37 que responderam a esta questão. Mais precisamente, 34% tem até 9 colaboradores e 39% tem de 10 a 49 colaboradores. As demais, 27%, se dividem entre 50 a 99 colaboradores (11%) e mais de 100 colaboradores (16%).


Sobre onde estão alocados dentro destas empresas, quase a metade dos colaboradores (44%) trabalha na área de Engenharia & Operações. A área de Marketing & Vendas concentra 22% do quadro funcional; e o Departamento Financeiro & Administrativo fica com 12%. Fechando a amostra, outros 22% se distribuem por outros e variados departamentos.


Distribuição interna dos colaboradores na empresa, segundo sua área e/ou departamento interno, a maioria está na área Financeira e Administrativa (45%); vendas e marketing (29%). Em operações e engenharia, a maioria das empresas (56%) possui entre 41 e 80 funcionários. Nesta primeira pesquisa não foram apuradas as faixas salariais.

Panorama AbraCloud realizou 37 entrevistas por telefone com os tomadores de decisão de um universo de 54 empresas associadas, entre os dias 13 de novembro e 4 de dezembro de 2023, com um grau de confiança de 95%, com erro amostral da pesquisa de +/- 9 pontos percentuais.


A maioria dos entrevistados (70%) se declaram como sócio, proprietário, CEO, presidente ou conselheiro das empresas, e 22% são diretores. Os gerentes são 5% e o no cargo de desenvolvedor ou programador estão 3% dos respondentes.


O relatório completo pode ser obtido neste link AQUI.

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Máquinas agrícolas: com novas aquisições em queda, equipamentos precisam ser mais duráveis e rastreáveis

De filmes autoadesivos para envelopamento a etiquetas RFID, executivos da Avery Dennison explicam como essas soluções podem contribuir para o controle e alta durabilidade dos insumos operacionais no campo

Diante de uma série de desafios econômicos e climáticos vivenciados nos últimos anos pelo agronegócio brasileiro, a média de vida dos maquinários utilizados no campo soa como uma preocupação. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), mais de 50% das máquinas agrícolas em uso têm mais de 10 anos; e as novas aquisições, esperadas como investimentos para a otimização das primeiras safras, apresentaram queda no primeiro trimestre deste ano, aponta também a entidade. 

Segundo Fellipe Moretti, coordenador de soluções para envelopamento e comunicação visual da Avery Dennison, este cenário tem exigido maior preocupação com a durabilidade e rastreabilidade desses equipamentos, uma conjuntura que tem elevado a procura de filmes autoadesivos para envelopamento, junto do investimento constante em novas tecnologias para que as safras sejam cada vez mais efetivas e prósperas. 

“Quando pensamos na impossibilidade de renovar maquinários como tratores e colheitadeiras em curto e médio prazo, algumas estratégias podem contribuir para o bom desempenho do segmento, garantindo a efetividade das ferramentas e máquinas utilizadas no dia a dia, desde o preparo para o plantio até a colheita. Considerando que são estruturas continuamente expostas às ações de tempo, filmes autoadesivos de envelopamento, por exemplo, podem ser aplicados para a personalização desses maquinários”, aponta Moretti.

Rastreabilidade de máquinas e ferramentas

A fim de garantir uma gestão efetiva das máquinas e ferramentas utilizadas no campo, a rastreabilidade desses itens se tornou essencial. Identificar e organizar esses materiais, estabelecendo controle e transparência sobre sua utilização, são tarefas que podem ser cumpridas com efetividade por meio do RFID (identificação por radiofrequência), quando inserido em etiquetas aplicadas em cada um desses itens.

Alexsandro Franco, especialista de desenvolvimento de novos negócios para etiquetas inteligentes (RFID) da Avery Dennison, destaca que a utilização desta tecnologia se tornou uma das mais assertivas e mais aderidas nos últimos anos pelo segmento Agro, especialmente por aqueles que enfrentam uma maior complexidade operacional das produções em larga escala. 

“Ao reunir uma grande quantidade de informações sobre determinado item, criando uma identidade para o mesmo, o RFID tem elevado exponencialmente os índices de rastreabilidade e transparência do agro e pode ser aplicado em diferentes etapas do processo produtivo. Como em  máquinas, ferramentas e demais insumos, sua utilização auxilia no controle de uso e armazenamento desses materiais, mas podemos ir além. Esse tipo de solução serve para ser utilizada para otimização da logística e rastreio de diferentes culturas, unindo de ponta a ponta todos os elos dessa cadeia produtiva”, conclui Franco.

Também nesse contexto, as etiquetas autoadesivas de alta durabilidade são grandes aliadas. Além do grande tempo de utilização, o maquinário enfrenta inúmeros desafios, como as condições climáticas extremas, uso de produtos químicos agressivos para limpeza e remoção de sujeiras e a abrasão. Por isso, as etiquetas com as informações dos seus componentes devem acompanhar esta vida útil. “Assim como a durabilidade da máquina, as etiquetas devem ter como premissa básica a resistência a todos estes desafios, principalmente por serem aplicadas em estruturas expostas a altas temperaturas, como cabos e motores e, que, geralmente, são substituídos a longo prazo”, conclui Allan Silveira, especialista em desenvolvimento de negócios para rótulos e etiquetas da Avery Dennison.

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Urobot: o robô que pode auxiliar na interação de crianças em tratamento de autismo, é um recurso da Casa do Autista

Personalizado para o maior complexo neurossensorial da América Latina, o robô batizado de Luigi, ganha a atenção das crianças e potencializa as atividades de interação

Que a tecnologia é parte indispensável da sociedade, já sabemos. E você já pensou como ela pode ser uma abordagem inovadora e promissora no tratamento do autismo? Foi com esse objetivo que a Prefeitura de Balneário Camboriú, adquiriu o robô Tinbot, para o Complexo Neurossensorial Casa do Autista, o maior da América Latina. 

Após a criação da celebridade Tinbot, primeiro robô brasileiro, a empresa Tinbot Robótica marca um novo caminho. Desde o final do mês de julho, o irmão mais novo do Tinbot, o “Urobot” (robô personalizado que possui o TinbotGPT) passou a compor a infraestrutura da Casa do Autista, fazendo parte de uma abordagem e sendo um recurso de tecnologia aplicada para auxiliar nas atividades desenvolvidas no local.  

Batizado de Luigi, o Urobot foi personalizado para interagir com a realidade do contexto. Ele participou da inauguração e encantou todos os visitantes que compareceram no local. 

“Ter o Luigi aqui na Casa do Autista faz toda a diferença. As crianças adoram, interagem, querem conversar e ficam impressionadas. Mesmo os que não gostam muito da interação social, com o Luigi, eles têm curiosidade e querem interagir e amam ver ele dançando”, destaca a diretora da Secretaria de Desenvolvimento e Inclusão Social, Lisiane Parizotto.  

Ela ainda complementa que o robô vai ser utilizado para interação e atendimento não só na Casa do Autista de Balneário Camboriú, mas em toda a Secretaria de Inclusão Socia da cidade. 

Há alguns estudos que apontam um cenário promissor na parceria entre o uso de robô no tratamento do autismo, demonstrando melhora de habilidades como de: comunicação, interação social e emocional, principalmente, pelo fato do robô ser um elemento lúdico, abrindo assim mais oportunidades para estimular o desenvolvimento e o interesse das crianças no processo terapêutico. 

“Para nós da Tinbot Robótica é uma satisfação ter nossa tecnologia auxiliando em uma causa tão nobre. Antes da parceria com a Casa do Autista recebi muitos e-mails de mães relatando o quanto o Tinbot era algo que chamava a atenção das crianças com autismo, e agora, com a Casa do Autismo e, todo o projeto de Inclusão Social da Prefeitura de Balneário Camboriú, estamos demonstrando o quanto a robótica pode ser promissora na parceria entre robô e humanos. São inúmeras as oportunidades com o Tinbot/Urobot, seja na área da saúde, hotelaria ou em empresas de todos os segmentos, e em todas elas o que nos move é que continuamos trabalhando para transformar vidas por meio da tecnologia”, finaliza o diretor de inovação do Grupo DB1, Rogério de Souza. 

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Inova Medical inaugura Centro de Pesquisa Clínica no Oeste do Paraná

Farmácia climatizada no novo Centro de Pesquisa Clínica

A Inova Medical, empresa especializada em pesquisa clínica, anuncia a inauguração de seu Centro de Pesquisa Clínica (CPC) em Toledo, no Paraná. O centro, com 160 metros quadrados, foi projetado para oferecer um ambiente moderno e confortável para participantes de pesquisas e pesquisadores.

A escolha de Toledo para a instalação do novo CPC da Inova Medical não foi por acaso. Na época dos testes de efetividade da vacina da COVID-19, fabricada pela Pfizer, os pesquisadores e sócios da empresa, Regis Goulart Rosa e Maicon Falavigna, estiveram na cidade em razão dos estudos conduzidos em parceria com a farmacêutica, e identificaram um cenário propício para o desenvolvimento da pesquisa clínica na região, graças à proximidade com o parque tecnológico da cidade e a estrutura de saúde.

Localizada no oeste do Paraná, Toledo possui cerca de 150 mil habitantes. A cidade é referência para os 18 municípios que compõem a 20ª Regional de Saúde do Paraná, abrangendo mais de 400 mil pessoas. Toledo sedia os campus de diversas universidades, como PUCPR, UNIPAR, UNOPAR, além da UFPR com curso de medicina. A cidade se destaca pelo desenvolvimento das indústrias química e agropecuária e por prezar pela qualidade de vida, com excelente infraestrutura.

“Ao levar a pesquisa clínica para o interior do Paraná, a Inova Medical está contribuindo para o desenvolvimento da região e democratizando o acesso da população a estudos de alta qualidade. Queremos nos posicionar como uma referência para a pesquisa clínica fora dos grandes centros, no estado e no país”, afirmam os sócios.

A infraestrutura do Centro de Pesquisa Clínica da Inova Medical conta com:

  • Recepção ampla e confortável
  • Consultórios para avaliações médicas e coleta de dados
  • Sala de imunização para aplicação de vacinas e dispensação de medicamentos
  • Sala de coleta de sangue
  • Laboratório com centrífuga e freezer para armazenamento de amostras biológicas
  • Sala de armazenamento de medicamentos com temperatura e acesso controlados
  • Sala de reuniões para encontros com a equipe de pesquisa, representantes da indústria farmacêutica e para receber os monitores que acompanham o desenvolvimento das pesquisas
  • Salas de espera confortáveis para os participantes dos estudos
  • Equipamentos e equipe treinada para eventuais intercorrências clínicas
  • Hospital Bom Jesus de Toledo como instituição de retaguarda para atendimento emergencial de participantes de pesquisa

O Centro inicia as atividades vinculado ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Faculdade Biopark. Além da garantia da segurança e do bem-estar dos participantes dos estudos, que deve ser chancelada por um CEP antes de sua condução, o vínculo com o CEP da Faculdade Biopark contribui para a avaliação mais customizada às características da população da cidade.

Estudos e especialidades

O CPC Inova Medical Toledo está estruturado para a realização de estudos clínicos de intervenção, estudos observacionais e de mundo real, da indústria ou de iniciativa do investigador, de acordo com as regulamentações sanitárias, éticas e legais aplicáveis. A estrutura também possibilita a condução de estudos de diversas especialidades clínicas.

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Grupo TecnoSpeed finaliza aquisição da Decision IT S.A

Em uma movimentação estratégica para consolidar sua liderança no setor de soluções fiscais e tributárias, a TecnoSpeed anunciou a aquisição da Decision IT S.A, uma empresa com 25 anos de experiência em soluções tecnológicas para obrigações fiscais e contábeis. A transação, cujo valor não foi divulgado, representa um marco significativo não só para as duas empresas, mas também para o mercado de tecnologia fiscal brasileiro como um todo.

A Decision IT S.A é reconhecida por sua expertise em atender negócios de grande porte. Ela fornece soluções robustas que reduzem custos e garantem a segurança fiscal. O principal produto da empresa, uma solução para o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) com alto nível de maturidade, vem para complementar o portfólio da TecnoSpeed, que agora conta com operação fiscal e tributária ainda mais completa.

A aquisição é um passo importante do Grupo TecnoSpeed no segmento de grandes empresas, o chamado mercado Enterprise. A Decision IT S.A traz uma carteira de clientes de grande porte, que possuem operações complexas e são atendidos com soluções sólidas e customizadas, o que representa uma uma excelente oportunidade para outros produtos da TecnoSpeed.

Erike Almeida, CEO do grupo, vê a aquisição com otimismo. “Acreditamos que esta união traz benefícios significativos para os clientes, colaboradores e parceiros das duas empresas, fortalecendo nossa posição como líderes no setor. O Grupo TecnoSpeed ganha novos produtos no portfólio, além de uma equipe com conhecimento e experiência em atender o mercado Enterprise. Para a Decision IT S.A, o movimento também significa a ampliação do portfólio, além de um apoio importante para expansão de mercado”.

Crescimento e expansão no mercado de soluções fiscais

Na prática, a Decision IT S.A continuará atuando de forma independente, mas contará com suporte e recursos do Grupo TecnoSpeed para ampliar o mercado de atuação. Com a nova configuração, Jeancarlo Felber, colaborador de longa data da empresa, assumirá a posição de Diretor Executivo, trazendo a experiência necessária para garantir uma integração bem-sucedida e harmoniosa. O Diretor Comercial da Decision IT S.A continuará sendo Rogério Negruni.

“Estamos extremamente entusiasmados com a integração da Decision IT S.A ao Grupo TecnoSpeed. As culturas de ambas as empresas são muito alinhadas, e estamos confiantes de que, juntos, estaremos preparados para liderar e inovar no cenário fiscal e tributário brasileiro”, garante Rogério.

O conhecimento especializado do time da Decision IT S.A vem para fortalecer o posicionamento da TecnoSpeed como referência em documentos fiscais. A expertise da equipe ainda chega em um momento estratégico para enfrentar a janela de mudanças decorrentes da Reforma Tributária brasileira.

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Cerca de 80% das empresas no Brasil investiram ou vão investir em IA nos próximos 12 meses

Pesquisa do IT Forum Inteligência entrevistou mais de 300 profissionais de TI para traçar um panorama sobre o setor no País

A lista de setores que já utilizam a Inteligência Artificial (IA) no desenvolvimento dos negócios é extensa. Da saúde ao agronegócio, passando pela indústria e o varejo, a IA está ganhando cada vez mais relevância no Brasil e deve crescer nos próximos anos. Isso é o que aponta o levantamento da pesquisa “Antes da TI, a Estratégia”, de 2024, realizada pelo IT Forum Inteligência, parte do principal ecossistema de tecnologia do País. 

No estudo, foram entrevistados 308 profissionais de TI. Dentre eles, 16% consideram a Inteligência Artificial muito importante para as suas empresas. Porcentagem que salta para 49% quando avaliamos em uma perspectiva de médio prazo, levando em conta os próximos dois ou três anos.

Para Bruna Bomfim, gerente de estudos do IT Forum Inteligência, a chegada da IA levou as companhias a uma nova estratégia. “Com a gestão de dados e a cibersegurança se tornando prioridades de investimento, essa tecnologia passou a ser vista como um diferencial competitivo e uma nova fonte de receita para as empresas. No entanto, 78% dos executivos de TI afirmam que ainda precisam de mais conhecimento sobre o assunto antes de fazerem investimentos significativos, indicando uma imaturidade no mercado”, afirma. 

Investimentos

Ainda segundo a pesquisa, 43% das empresas preveem investimentos nessa área nos próximos 12 meses, ao passo que 36% já iniciaram os aportes, que devem continuar pelo próximo ano. Enquanto isso, 17% ainda não implementaram qualquer solução com IA e sequer têm previsão de investimento.

Nesse cenário, no entanto, as empresas enfrentam um entrave para alavancar o uso da Inteligência Artificial: a falta de mão de obra qualificada “O recrutamento e a retenção de talentos, aliados à escassez de equipe com habilidades necessárias para desenvolver iniciativas, são apontados como os principais fatores riscos para o sucesso de iniciativas e estratégias em 47% dos casos. Isso destaca a urgência de investimento das empresas em educação profissional e formação de mão de obra especializada para atender às necessidades do mercado brasileiro”, completa Bruna.

A formação desses profissionais não consegue acompanhar a velocidade da demanda, resultando em um déficit significativo de talentos. Segundo o levantamento, mais da metade (52%) dos respondentes ainda enfrentam dificuldades na hora de desenvolver soluções utilizando ferramentas de Inteligência Artificial, comprometendo, assim, o potencial de inovação e competitividade do mercado brasileiro. 

IT Forum

O IT Forum é o principal ecossistema de tecnologia do Brasil e tem como missão conectar todo o setor de TI do País por meio de conteúdo, relacionamento e negócios.  

Hoje, a comunidade de tecnologia do IT Forum engloba a maior plataforma de notícias com foco em tecnologia para o público B2B, com mais de 6 milhões de leitores. Fazem parte também do hub eventos líderes no mercado: o “IT Forum Trancoso” e o “IT Forum Itaqui”, que reúnem os principais CIOs das mil maiores empresas do País e CEOs da indústria de tecnologia.  

Líder em pesquisas no segmento de TI, o IT Forum ainda é responsável pelo mais importante estudo do setor, o “Antes da TI, a Estratégia”, e pelas premiações “As 100+ Inovadoras no Uso de TI” e “Executivo de TI do Ano”.

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32% das empresas do setor de Tecnologia da Informação esperam contratar novos profissionais no 3° trimestre de 2024

A Pesquisa de Expectativa de Emprego – Q3 2024, estudo exclusivo e preditivo desenvolvido trimestralmente pelo ManpowerGroup, líder global em soluções de força de trabalho, revelou que44% das empresas no Brasil pretendem contratar no 3º trimestre de 2024.

O levantamento mostra que a expectativa de emprego no País para o período – calculada subtraindo-se empregadores que planejam fazer reduções na equipe daqueles que planejam contratar – é de +27%, um crescimento de nove pontos percentuais no comparativo com o trimestre anterior, que foi +18%.

Entre os setores com maior expectativa de demanda de posições no país, estão os de Finanças & Imobiliário (36%), Tecnologia da Informação (32%), Energia & Serviços de Utilidade Pública (27%) e Bens de Consumo e Serviços (26%).

Já no cenário global, o setor de TI lidera o ranking de expectativa de contratações pelo sétimo trimestre consecutivo, seguido pelo setor de Finanças & Imobiliário (27%), Saúde & Ciências da Vida (27%), Indústria & Materiais (24%) e Bens de Consumo e Serviços (21%).

Rio de Janeiro e São Paulo têm as maiores intenções de contratação
O levantamento traz ainda a intenção de contratação por regiões do Brasil. O destaque ficou para o estado do Rio de Janeiro, com o melhor índice (27%), à frente de São Paulo (25%), Paraná (22%) e Minas Gerais (21%).

Brasil ocupa 10ª posição no ranking global

Na análise global do estudo, os empregadores continuam prevendo a contratação de mais trabalhadores no terceiro trimestre de 2024, relatando uma expectativa líquida de emprego ajustada sazonalmente em +22%.

Entre os países analisados, as intenções de contratação mais fortes estão na Costa Rica (35%), Suíça (34%), Guatemala (32%), México (32%), África do Sul (31%), Índia (30%), EUA (30%), China (28%), Países Baixos (28%) e Brasil (27%). O cenário mais fraco aparece na Romênia e Argentina, ambas com +3%.

Impactos da Inteligência Artificial

O uso da Inteligência Artificial (IA) tem ganhado espaço no mercado de trabalho. Quase metade (48%) das empresas afirmaram que já estão adotando a IA, inclusive generativa e conversacional. Um aumento de 13% em comparação ao último ano, que era de 35%.

“Globalmente, 55% dos empregadores projetam um aumento no número de colaboradores devido ao uso da Inteligência Artificial e do Machine Learning nos próximos dois anos. Para impulsionar a eficácia, a inovação e os resultados proporcionados pelas novas tecnologias, é importante que as lideranças apoiem o aprendizado e desenvolvimento das equipes, com um olhar atento à cultura organizacional, à gestão da mudança e às necessidades de upskilling e reskilling dos colaboradores”, comenta Nilson Pereira, Country Manager do ManpowerGroup Brasil.

Para visualizar os resultados completos da Pesquisa de Expectativa de Emprego do ManpowerGroup do terceiro trimestre, incluindo dados regionais e nacionais, visite: link para pesquisa. A próxima pesquisa será divulgada em setembro e reportará as expectativas de contratação para o quarto trimestre de 2024.

A Pesquisa de Expectativa de Emprego do ManpowerGroup é a mais abrangente e prospectiva desse tipo, usada globalmente como um indicador econômico chave. A Expectativa Líquida de Emprego é obtida tomando-se o percentual de empregadores que preveem aumento na atividade de contratação e subtraindo-se dele o percentual de empregadores que esperam uma diminuição na atividade de contratação.

Ao todo, foram 40.374 empregadores, públicos e privados, entrevistados em 42 países e territórios, para medir as tendências de emprego previstas a cada trimestre. No Brasil foram entrevistados 1.050 empregadores.

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