Hilab anuncia 100 vagas de emprego

A Hilab , healthtech especialista em exames laboratoriais remotos, anuncia a abertura de 100 vagas de emprego para as cidades de Curitiba, Porto Alegre e Manaus. A Hilab está crescendo exponencialmente desde 2020 e já conta com mais de 400 funcionários.

Grande parte das vagas são direcionadas para o departamento de sucesso do cliente da empresa, mas a startup também conta com posições nos setores de marketing e no time de tecnologia. Todas as oportunidades anunciadas são para trabalho presencial.

Para a visualização das vagas e inscrição, os interessados devem acessar o site da https://hilab.gupy.io/ para envio de currículo. A empresa oferece benefícios como vale alimentação de R﹩22,00 por dia sem desconto em folha, vale transporte ou combustível de R﹩9,00 por dia sem desconto em folha, plano odontológico, plano de saúde Unimed sem mensalidade e coparticipação para funcionários, incentivo a estudos, convênio com o jornal Gazeta do Povo, day off de aniversário e 30% de descontos na Universidade Positivo (tecnólogo, graduação, pós-graduação e especializações).

“Aqui na Hilab temos um time multidisciplinar para levar saúde de qualidade e democratizar o seu acesso ao maior número de pessoas possíveis. Estamos crescendo desde 2020 e estamos prontos para receber novas pessoas que acreditam em nosso propósito de tornar a saúde igual para todos”, explica Raquelen dos Santos, head of people da Hilab.

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Sebrae/PR realiza Prêmio Habitats de Inovação em agosto

O Sebrae/PR realizará o Prêmio Habitats PR de Inovação, que vai reconhecer as startups e ambientes de inovação de destaque em todas as regiões do Estado. A premiação, que acontecerá durante os dias 25 e 26 de agosto durante o Conecta 2021, maior evento de inovação do Paraná, contará com duas seletivas e será feita em parceria com a Reinova (Rede Paranaense de Incubadoras e Aceleradoras). 

Segundo o coordenador estadual de inovação do Sebrae/PR, Weliton Perdomo, o prêmio visa reconhecer os ambientes promotores de inovação do Estado e as startups que se desenvolvem nesses locais. “Queremos valorizar as startups e os habitats de inovação que têm se desenvolvido em grande número ao longo dos últimos anos. Queremos tornar esses habitats mais atrativos para as empresas, uma vez que proporcionam novas possibilidades de conexões e de negócios com possíveis clientes, parceiros e investidores. Os habitats oferecem a possibilidade de redes que promovem um incentivo real aos ecossistemas de inovação e beneficiam toda a sociedade”, ressalta. 

Poderão participar startups que estejam localizadas nos ambientes de inovação em todo o Paraná, incluindo pré-incubadoras, incubadoras, pré-aceleradoras, aceleradoras, hubs de inovação, parques tecnológicos. Serão duas categorias: empreendimentos em desenvolvimento, empresas e startups que participam dos programas oferecidos pelos habitats de inovação e que podem ou não estar instalados nesses ambientes; e empreendimentos consolidados, aqueles que já passaram pelos programas e atuam no mercado de maneira mais consistente, sem o apoio direto desses ambientes, mas que ainda mantenham algum tipo de vínculo. 

As inscrições acontecem até o dia 25 de julho. Cada ambiente de inovação fará uma seleção interna e elegerá as duas melhores empresas que representarão os habitats, até o dia 10 de agosto. As empresas selecionadas e seus respectivos habitats participarão da seletiva regional e os vencedores das regionais serão anunciados no dia 25 de agosto durante o Conecta 2021.

Além de ampla divulgação, os empreendedores selecionados serão premiados com horas de mentoria e consultoria do Sebrae/PR e com troféu e certificado de “Empreendimento ou Ambiente de Inovação Destaque 2021”. 

Ao todo, o Paraná conta com mais de 100 habitats, um crescimento de 300% em relação aos últimos três anos. O Sebrae/PR foi um dos principais fomentadores desses habitats no Estado, especialmente por conta do Programa Habitats PR de Inovação, que ajuda a organizar os ecossistemas, envolvendo iniciativas que favorecem o intercâmbio de conhecimento e práticas produtivas entre empresas, universidades, instituições, incubadoras e governos. O trabalho tem foco na geração de negócios e na promoção do desenvolvimento regional, a partir dos ativos de inovação e setor produtivo.  

Confira mais informações no edital do prêmio aqui.

Fonte: Sebrae/PR

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Empreendedor londrinense é destaque em prêmio global para líderes disruptivos

O empreendedor londrinense, CEO da Web Bula, Antonio Eduardo Ribeiro, foi um dos cinco finalistas da categoria “Estrategista de Negócios Sustentáveis”, do Globant Awards Digital Disruptors, premiação internacional que reconhece líderes da revolução digital. A cerimônia de premiação foi realizada em 30 de junho, na cidade que é a sede da empresa organizadora, a Globant, em Buenos Aires, na Argentina, e transmitida aos participantes de forma virtual. 

A Globant é uma empresa unicórnio de tecnologia, presente em 16 países, que atua na transformação de organizações para um futuro digital e cognitivo. O Globant Awards se consolidou como um dos prêmios mais relevantes do segmento e revela ao mercado as iniciativas mais inovadoras no ambiente digital. Em 2021, foram mais de 2 mil inscritos do mundo todo. Vinte e dois líderes disruptivos foram reconhecidos nos Estados Unidos e Canadá, Ásia e Europa, América Latina e Brasil. 

Antonio Eduardo Ribeiro foi finalista na categoria “Estrategista de Negócios Sustentáveis”, que caracteriza os líderes que prosperam em áreas novas e inexploradas, assumindo o jogo da inovação com a tecnologia para alcançar um futuro sustentável, de acordo com a descrição do prêmio. O vencedor da categoria foi Joseph Lee Kulmann, CEO da Pessoalize, empresa com sede em Florianópolis, Santa Catarina. “Fui convidado a me inscrever e, com mais dez empresários, selecionado. Passei para a final desse que é um prêmio muito importante”, comemora Ribeiro. 

O reconhecimento não foi pelo trabalho atual como CEO da Web Bula. Ribeiro foi considerado um líder disruptivo por empreender digitalmente em um momento em que a conexão de internet ainda era discada. Em 2002, o empresário, que é cirurgião dentista, foi pioneiro na criação de uma plataforma de Ensino a Distância (EAD) para oferecer cursos de atualização para dentistas, médicos e profissionais da saúde. Com o patrocínio de laboratórios de medicamentos, ele conseguiu dar escala para o negócio. 

“Os cursos ensinavam médicos e dentistas a utilizarem de forma correta os medicamentos da indústria farmacêutica. Quando eles concluíam as aulas, os laboratórios se aproximavam com a força de vendas. Era diferente de entregar amostras grátis e os profissionais nem saber como usá-las”, explica. O objetivo principal era evitar o erro médico, causa de milhares de mortes. 

Mas, para acompanhar o desempenho dos alunos, não dava só para entregar um CD nas mãos deles. A solução encontrada foi gravar as imagens e vídeos no CD e, quando a mídia era inserida no drive, o computador armazenava a imagem e o texto ficava na web. “Com um plugin, eu monitorava o que era acessado”, conta. O certificado era emitido aos profissionais que cumpriam todas as etapas do curso. O negócio deu tão certo que, em 2012, a plataforma atingiu a marca de 60 mil alunos. “Foi um modelo de educação democrático, que não tinha custo para o profissional”, ressalta.

Hoje, Ribeiro atua como CEO da Web Bula, uma startup que desenvolveu um aplicativo gratuito que liga o paciente ao médico, com histórico de saúde, exames e receitas médicas. A plataforma possui cerca de 4 milhões de usuários e é uma das participantes do programa Capital Empreendedor, do Sebrae/PR. “O programa tem sido um divisor de águas para nós. Abriu a minha mente para avaliar o lado do investidor, corrigir aspectos técnicos de gestão, gostei demais”, afirma. 

O consultor do Sebrae/PR, Eduardo Ribeiro Bueno Netto, comemora a participação do empresário no Globant Awards e destaca que Londrina tem um ecossistema forte para a criação e desenvolvimento de negócios tecnológicos e inovadores. “Conseguimos comprovar que não é necessário estar em grandes centros, como São Paulo, para se destacar. Empresários e startups da nossa região são reconhecidos em eventos globais de grande relevância”, aponta.

Fonte: Sebrae/PR

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Nova rodada do Pronampe deve movimentar R$ 1,6 bilhão no Sicoob

Instituição é uma das 20 habilitadas a operar a linha subsidiada pelo Governo

Assim como ocorreu no ano passado, o Sicoob está apto a operar a nova rodada do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Desta vez, o limite para a oferta de crédito na instituição financeira cooperativa é de R$ 1,6 bilhão. A linha já está disponível desde a última sexta-feira (09/07).

De acordo com Francisco Reposse Junior, diretor comercial e de canais do Sicoob, nas duas primeiras rodadas de Pronampe, o Sicoob liberou mais de R$ 2,6 bilhões em crédito para aproximadamente 51,3 mil empresas interessadas nos montantes disponibilizados. “Cerca de 11% dos cooperados que estavam elegíveis ao Pronampe foram atendidos. A expectativa, agora, é liberar integralmente o valor alocado nesta nova fase e estar presente nas demais rodadas que o Governo vier a liberar”, explica.

A ideia do Sicoob é ampliar a oferta aos cooperados que ainda não foram atendidos. “Há de se levar em consideração que os cooperados do Sicoob, em sua maioria, são pessoas que estão nos interiores do Brasil, em locais remotos, e que foram bastante afetadas pela pandemia do coronavírus”, diz o executivo.

Condições gerais de contratação

O público-alvo do Pronampe é formado por empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões em 2020, com base na Receita Federal. Para este público, são 48 meses para pagar – incluindo-se a carência de 11 meses.

Os encargos são compostos por Taxa Selic + até 6% a.a. O valor máximo de contratação é de até 30% do faturamento anual informado pela Receita Federal, limitado a R$ 150 mil por CNPJ. Vale lembrar que, para este limite, é considerado o valor contratado em 2020, em qualquer instituição participante.

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Importação de milho no Brasil deverá continuar para atender a demanda interna

O Porto de Paranaguá deverá receber nos próximos dias mais um navio de milho vindo da Argentina. A importação – nada habitual, tendo em vista que o Brasil é um grande exportador do produto – se deve ao aumento na demanda para o consumo interno e baixa produção nesta safra, o que fez os preços da commodity dispararem.

O Brasil é o 3º maior produtor de milho, atrás dos EUA e China, mas a seca prejudicou a colheita nacional. Com o baixo volume de chuvas entre abril e maio deste ano, a safra brasileira de milho está sendo menor do que o esperado nesta temporada.

No porto paranaense a importação do milho – destinada para ração animal – está sendo operada pela Fortesolo. A taxa para importação de milho segue suspensa pelo Ministério da Agricultura até o fim do ano, com o objetivo de conter preços do mercado interno.

A carga dos três primeiros navios que chegaram ao litoral paranaense nos últimos meses totalizou 102.799 toneladas de milho.

Segundo o presidente da Fortesolo, Marco Ghidini, a expectativa é receber mais 35 a 40 mil toneladas de milho à granel, que deve atender produtores rurais do Estado na destinação do grão para alimentação animal.

“O Brasil vem exportando grandes quantidades desta commodity e, nos tempos atuais, vem tendo uma demanda maior que a oferta, o que favoreceu algumas medidas governamentais para a importação. Nesta seara, a Fortesolo está atenta às movimentações econômicas e alerta às necessidades logísticas junto ao Porto de Paranaguá”, declara Ghidni.

Suspensão de impostos – No fim de abril, o Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou a suspensão da alíquota do imposto de importação para o milho. A decisão partiu do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

A retirada dos impostos foi baseada na alta de preços, já que “as cotações internacionais tiveram comportamento de alta, pressionando ainda mais os preços internos”, como explica a nota divulgada pelo Ministério.

O Porto de Paranaguá já recebeu importação de milho em outros anos, mas a descarga é inédita para o operador portuário. A Fortesolo, que é especialista em movimentação e armazenamento de fertilizantes, possui uma estrutura adequada para garantir a segurança na operação.

“A importação de milho exige cuidados, assim como as demais cargas que recebemos na importação de fertilizantes. A equipe atua 24 horas para retirar os grãos do porão do navio, garantindo que o escoamento seja ágil para chegar o quanto antes até o produtor rural”, explica Ghidini.

Safra – dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a safra de milho estimada no Brasil é de 93,38 milhões de toneladas. A Conab fez uma recente revisão e cortou 3 milhões de toneladas do que já era esperado para 2021. Segundo a Companhia, a seca impacta na colheita de inverno e deve fechar o ano com 66,97 milhões de toneladas do cereal.

A estimativa para a segunda safra de milho do Centro-Sul também acompanha a queda: serão 5,4 milhões de toneladas a menos, esperando a colheita de 54,6 milhões de toneladas até o fim do ano nessa região do país.

Na Argentina é esperado um recorde na produção de milho em 2020/2021. De acordo com dados divulgados pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), 59 milhões de toneladas estão previstas para esta safra.

A produção recorde no país vizinho está contribuindo com abastecimento do mercado brasileiro e gerando oportunidade de operações portuárias poucos comuns, como é a importação de milho pelo Brasil.

“Para a Fortesolo, é extremamente importante a diversificação de cargas, o que faz aumentar a expertise em operação portuária e alçar novos voos dentro do segmento logístico”, finaliza Ghidini.

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Beetools é uma das finalistas do programa Amcham Arena 2021

Competição de startups nacionais selecionou 5 mil empresas que concentram 33% do PIB nacional

Em uma época em que tanto se fala em transformação digital, a Beetools, startup de idiomas, acaba de se tornar uma das finalistas da segunda fase no programa Amcham Arena 2021, o segundo maior ecossistema de inovação do país, segundo o Ranking 100 Open Startups 2020.

A Amcham Arena é uma competição de startups de escala nacional, com visibilidade multisetorial. A competição serve de ponte para uma das maiores vitrines empresariais do país e gera inúmeras conexões e oportunidades de negócios com grandes players presentes. Além dos jurados, a competição também conta com companhias associadas que são referência em diversos setores.

Nesta fase, foram 5 mil empresas selecionadas em 15 cidades brasileiras e que, juntas, concentram 33% do PIB nacional. A grande final será no dia 28 de outubro, com a avaliação de mais de 50 líderes das maiores empresas do Brasil.

O prêmio da startup campeã será um ano de acesso digital à Amcham Brasil, um ano de assinatura de Amcham Class, um ano de participação no programa de desenvolvimento de startups GO Lab (a ser operacionalizado durante 2022) e crédito de R﹩10.000,00 para patrocínio em produtos digitais da Amcham Brasil.

“Essa é uma ótima oportunidade para a Beetools se conectar cada vez mais com outras empresas, devida a visibilidade que a Amcham Brasil permite. Creio que não só as startups podem se beneficiar com a competição, mas grandes empresas do mercado que estão atrás de inovação e competência”, afirma o CEO da Beetools, Rawlinson Terrabuio.

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Desenvolvimentos ágeis: ingresso de entrada e estada das fintechs no Brasil

Por Ricardo Recchi e Denis Nascimento


Se há alguns anos nossas únicas opções para guardar o dinheiro eram os bancões ou os colchões, atualmente, temos outras 876 fintechs para optarmos. Tendo captado 1,9 bilhão de dólares em 2020, vimos o crescimento do nicho de startups brasileiras de finanças ser acelerado pela pandemia da Covid-19, segundo análises do Distrito Dataminer, que monitora mais de 12 mil startups no País.

Concorrendo com essas fintechs, estão as tradicionais e renomadas instituições financeiras, os bancões, que se resumem a poucas instituições e que por anos foram as únicas alternativas no mercado. Para suportar o crescimento deste mercado e transformar este cenário, o Banco Central vem fomentando as pequenas e médias instituições financeiras, que trazem em suas essências modernidade e baixa de juros ao setor. Nessa linha, para 2021, podemos esperar grandes movimentações acerca do Open Baking e do PIX. Nesta linha, dos grandes aos pequenos bancos, há um vasto e fértil campo para promover a inovação.

Diante das tendências, uma competição saudável deve ascender entre fintechs versus bancões e o alvo que determinará a captação e a manutenção de clientes será a experiência proporcionada. Enquanto as instituições financeiras tradicionais correm para transformar suas operações em modelos digitais para protegerem seu negócio e seus clientes, as fintechs avançam com o diferencial competitivo de atuarem num mercado já estabelecido.

Neste sentido, a vantagem das startups de finanças é que elas não precisam despender de tempo e dinheiro de seus investidores para a criação de linguagens de códigos, basta integrar com outras plataformas e até com seus designs gráficos para acelerar processos determinantes, como atendimento personalizado, experiência de navegação otimizada, interface intuitiva, tempo de resposta quase instantâneo, entre outros atributos inovadores. Tal oportunidade os bancões não tiveram anos atrás.

Atualmente, por meio do low-code, que otimiza linguagens de programação, é possível “construir” uma instituição financeira em dois meses. Ou seja, é preciso uma ideia, um investimento, uma tecnologia com pouco código e de, no máximo, 60 dias para obter um banco com diferencial competitivo.

Vale dizer que esses diferenciais se tornaram ainda mais necessários para se sobressair como instituição financeira em 2021, tendo em vista que o Open Baking – modelo que possibilitará a troca de informações e serviços bancários dos clientes entre todas as instituições financeiras por meio da integração de plataformas e infraestruturas tecnológicas, será responsável por aumentar a competitividade, além da eficiência e transparência dos bancos.

Esse novo ecossistema bancário exigirá mudanças e movimentações pelas instituições financeiras que, agora, mais que nunca, devem priorizar agilidade e redução de custos. Aqui, o low-code é a saída para as startups de finanças conquistarem tal inovação aberta sem sobrecarregar os desenvolvedores com criações de linguagens de códigos. Com essa agilidade, a equipe pode se concentrar nas oportunidades acerca do Open Baking.

Os desenvolvimentos ágeis são o ingresso de entrada e estada das fintechs no mercado financeiro brasileiro e, por meio de tecnologias facilitadoras e iniciativas governamentais, estamos atingindo o cenário ideal: competição acirrada para os bancões servindo como estímulo às instituições financeiras entregarem seus melhores produtos aos menores preços possíveis porque, caso contrário, sempre haverá concorrentes.

Ricardo Recchi, country manager da Genexus Brasil

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BRDE Labs convida startups a se conectarem com grandes empresas do Paraná

Em sua segunda edição, o programa de Inovação Aberta é realizado com a parceria da HOTMILK, ecossistema de inovação da PUCPR

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul está realizando a segunda edição do programa BRDE Labs, criado em 2020 para promover a aceleração de startups por meio de parcerias de Inovação Aberta com grandes empresas da região sul do país.  O projeto foi criado com o objetivo de capacitar e acelerar o desenvolvimento do Paraná, aproximando as startups brasileiras do Governo, Universidade e Indústrias do Estado para a geração de inovação.

O programa surgiu em uma parceria entre o BRDE, a HOTMILK, ecossistema de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), e a Amcham Brasil. Nesta edição, são nove empresas participantes e 36 desafios de Inovação Aberta mapeados, que buscam soluções para questões que envolvem os processos produtivos dessas corporações. 

Para possibilitar ainda mais inscrições e acompanhamento das startups, a HOTMILK, responsável pela gestão do BRDE Labs, fechou, neste ano, uma parceria com a AEVO, empresa de tecnologia com foco em gestão da inovação. Com o auxílio da plataforma fornecida, foi possível criar processos de avaliação e validação, mensurar resultados, contando, ainda, com uma base de 15 mil startups já mapeadas. Mais informações em www.aevo.com.br/connect

As inscrições estão abertas até o dia 01 de agosto e, após esse período, as startups passarão por um processo de aceleração que envolve mentoria com especialistas, workshops de desenvolvimento e realização de Provas de Conceito (POC’s) junto às indústrias participantes. São elas: Agraria, Agrocete, Angelus, DoceDocê, Enaex, Furukawa Eletric, Ibema, Leclair e Vetore.

“Sentimos que faltava preencher uma lacuna, que era apoiar o ecossistema do Paraná em tudo relacionado à inovação aberta. Por isso, em 2020, surgiu o programa com o objetivo de construir estratégias para aproximar e inserir as startups, fazendo essa conexão com as empresas”, afirmou Wilson Bley Lipski, vice-presidente e diretor de operações do BRDE.

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SAP Business One intensifica atuação no agronegócio

Com 30 anos de expertise, Agrotis reforça parceria estratégica com a marca no segmento

O agronegócio vem passando por uma verdadeira revolução digital. O setor, que representa um quarto do PIB brasileiro, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, está cada vez mais ávido por soluções tecnológicas. Por isso, a Agrotis, parceira da SAP Business One, divisão voltada a empresas em crescimento da líder mundial em ERPs, vem reforçando cada vez mais seu posicionamento estratégico no setor.

Com 30 anos de expertise em agronegócio, a empresa atua em várias vertentes, oferecendo soluções tecnológicas específicas para a produção rural, revendas e distribuição de insumos agrícolas, indústrias de ração e fertilizantes, cooperativas agropecuárias, armazéns e cerealistas, produção de sementes, entre outras. “O nosso diferencial está em entender as demandas de cada cliente agrícola a fim de propor as soluções ideais para cada um, de forma bastante verticalizada”, enfatiza Evaldo Hansaul, diretor comercial na Agrotis.

Segundo dados da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), 84% dos produtores e prestadores de serviços rurais brasileiros fazem uso de, pelo menos, uma tecnologia digital em prol do aperfeiçoamento de sua produção agrícola. Mas, nem sempre foi assim. Até bem pouco tempo atrás, os produtores rurais mantinham a gestão de seus negócios de forma manual e descentralizada.

Hoje, por meio do SAP Business One, o produtor garante muito mais governança ao seu negócio, administrando sua propriedade com compliance. “Além de ganho na produtividade, o campo vem ganhando também na profissionalização de sua gestão. Com a tecnologia, nada se perde. Cada atividade é cuidadosamente acompanhada e o resultado é uma gestão muito mais inteligente”, acrescenta. Com a digitalização das obrigações fiscais, a adoção da tecnologia do campo se tornou ainda mais indispensável.

Contudo, a gestão do agronegócio demanda um conhecimento bastante específico.  Até a análise do resultado é diferente, já que normalmente a cultura é plantada em um ano e colhida em outro. Mas, os benefícios não param por aí. “A tecnologia vem permitindo uma agricultura preditiva, onde o produtor consegue estimar sua produção com antecedência, prever alterações climáticas e fazer um assertivo controle de pragas. A informação em tempo real facilita a tomada de decisão, melhora a produtividade e a rentabilidade, tornando o agronegócio brasileiro muito mais competitivo perante o mundo”. 

Para Daniel Cabrera, diretor da SAP Business One Brasil, a parceria com a Agrotis é extremamente importante para a disseminação de soluções tecnológicas no campo. “Além das ofertas tradicionais de um ERP, o Business One é capaz de ir além. A plataforma HANA vem difundindo o uso de recursos como Inteligência Artificial, Robótica, Big Data, Machine Learning e Internet das Coisas para melhorar os resultados na agricultura e agropecuária. O processamento de dados junto aos serviços de integração, permitem a análise preditiva dos negócios, tornando as produções agrícolas mais inteligentes por meio da tecnologia e inovação constante”.

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Lançado Edital do Parque Tecnológico Itaipu para startups e empresas de tecnologia

Foto: Kiko Sierich/PTI

Empresas nacionais e internacionais poderão testar e validar suas tecnologias em um ambiente real de experimentação em Foz do Iguaçu, no Programa Vila A Inteligente. O edital, que dá início ao processo de seleção das empresas – o Smart Vitrine -, foi lançado nesta quarta-feira (07).

A Vila A é o primeiro bairro do País que permite a testagem em um ambiente real de tecnologias de cidades inteligentes, que têm a finalidade de promover melhorias na rotina dos moradores e visitantes. Isso foi possível devido a um decreto publicado em junho de 2020, que instituiu no bairro um Sandbox, ou ambiente de experimentação.

O edital para a seleção das empresas é dividido em quatro ciclos e ficará aberto durante dois anos. A cada semestre, seis empresas serão escolhidas para início dos testes e criação de tecnologias que resolvam demandas reais da população. As primeiras propostas serão recebidas até o dia 1º de agosto e as vencedoras serão anunciadas no dia 24 de agosto.

Entre os eixos que poderão ser explorados estão o meio ambiente, segurança pública, economia, finanças, urbanismo, saúde, educação, esporte, habitação, entre outros setores. As propostas devem ser realizadas por meio do formulário on-line, disponível em: webforms.pti.org.br/node/767. Para conferir o edital, acesse: www.hubiguassu.com/smart-vitrine.

A iniciativa é realizada por meio de uma parceria entre Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, Itaipu Binacional, Parque Tecnológico Itaipu – Brasil (PTI-BR), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), e Companhia Paranaense de Energia (Copel), além da participação de instituições de ensino, entidades e associações.

Tecnologias em benefício das pessoas

O prefeito Chico Brasileiro participou da cerimônia de lançamento do edital Smart Vitrine e destacou o entusiasmo de fazer parte de um projeto importante e catalisador.

“Iremos construir ambientes melhores e mudar a vida das pessoas. Estamos participando ativamente em campanhas de cooperação com todos os parceiros, como Itaipu, PTI, ABDI e Inmetro. Já enxergamos resultados agora, ainda no início do projeto, e por isso acreditamos que o que vem por aí será ainda melhor”, ressaltou.

“Na Vila A já percebemos melhorias na sinalização, na segurança pública, trânsito e inclusão, como a sonorização dos semáforos para dar segurança aos deficientes visuais. É um ambiente onde as tecnologias atuam em favor das pessoas”, continuou Chico Brasileiro.

Para finalizar o encontro de lançamento, General Francisco Ferreira, Diretor Geral de Itaipu Binacional, compartilhou que a “Vila A Inteligente é um verdadeiro laboratório, do qual se espera inúmeros benefícios para o desenvolvimento econômico de Foz do Iguaçu, e de toda a região de influência da Itaipu Binacional. O Smart Vitrine, certamente, vai impulsionar, apoiar e incentivar o empreendedorismo e inovação, tão necessários para o êxito no competitivo ambiente atual”, afirmou.

Hub Iguassu

As tecnologias do Vila A Inteligente representam o primeiro passo na criação do Hub Iguassu, que vai contemplar toda a cidade. A criação de uma cidade inteligente, onde a tecnologia auxilia na ampliação da qualidade de vida da população com novos modelos de negócios.

O diretor superintendente do Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR), general Eduardo Garrido, comentou sobre a vantagem de Foz do Iguaçu por conta da visibilidade que possui entre os municípios brasileiros.

“Estamos nessa estrada para potencializar Foz com o Hub Iguassu. O objetivo é transformá-la em uma referência nacional ao citar cidades inteligentes e diversificar sua economia. Começamos hoje uma nova etapa deste desafio e precisamos de soluções que se enquadrem no que os moradores precisam”, avaliou.

Todas as tecnologias testadas e validadas receberão o selo de validação do Inmetro. Segundo o presidente do instituto, coronel Marcos Heleno Guerson, é realizado um trabalho minucioso de análise para o sucesso do projeto. “Nós entendemos que quem adiciona a qualidade são as empresas, as organizações. O Instituto fornece a infraestrutura necessária para que essa qualidade seja adicionada, com produtos e serviços excelentes”. É desta forma que o Inmetro atuará neste projeto que é um grande ponto para o desenvolvimento econômico do nosso país. A afirmação é do coronel Heleno.

“Esse é o próximo passo da evolução do mundo. Todos os setores de negócios serão, cedo ou tarde, afetados pela expansão da conectividade. Temos desenvolvido essa cooperação durante muito tempo e estamos colocando cada vez mais os projetos em prática. Todos serão beneficiados”, disse Igor Calvet, presidente da ABDI.

Incentivo à inovação

Em 2017, o prefeito Chico Brasileiro regulamentou a “Lei de Inovação”, que criou um ambiente favorável e desburocratizado para atrair negócios para a cidade, além de conceder benefícios fiscais para a instalação desses empreendimentos.

Por meio da Lei Complementar nº 283/2017, o município reduz alíquotas do ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) de 5% para 2% a empresas credenciadas. Também está prevista na legislação a isenção de 50% das taxas municipais relativas ao Alvará de Construção e Licença de Localização e Funcionamento.

Para complementar a lei e possibilitar um incentivo ainda maior para a instalação de novas empresas em Foz do Iguaçu, foi publicado também o decreto nº 28.244/2020, que permite a seleção de empresas com o foco em Smart Cities.

Mais informações sobre o edital devem ser solucionadas pelo e-mail: vila.a.inteligente@pti.org.br.

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IBM anuncia código aberto que reduz substancialmente o tempo para configurar, executar e escalar testes de aprendizado de máquina

Por Carlos Costa e Priya Nagpurkar da IBM

Quando aplicado a estrutura para analisar e otimizar aproximadamente 100.000 pipelines para treinar modelos de aprendizado de máquina, o CodeFlare reduziu o tempo de execução de cada pipeline de 4 horas para 15 minutos.

Junto com a proliferação de análises de aprendizado de máquina e tecnologias de dados em quase todos os setores, há uma complexidade crescente de tarefas. Ter conjuntos de dados maiores e uma quantidade maior de sistemas para pesquisas baseadas em IA é ótimo, mas enquanto esses fluxos de trabalho se tornam cada vez mais elaborados, mais tempo eles requerem dos pesquisadores para sua configuração e, com isso, menos tempo para conduzirem ciência de dados.

IBM anunciou o CodeFlare , uma estrutura de código aberto destinada a simplificar a integração e o dimensionamento eficiente de big data e fluxos de trabalho de IA na nuvem híbrida. O CodeFlare é construído em Ray, uma estrutura emergente de computação distribuída de código aberto para aplicativos de aprendizado de máquina. O CodeFlare estende os recursos do Ray e adiciona elementos específicos para facilitar o dimensionamento do fluxo de trabalho.

Atualmente, para criar um modelo de aprendizado de máquina, pesquisadores e desenvolvedores devem primeiro treinar e otimizar este modelo. Essas tarefas podem envolver limpeza de dados, extração de recursos e otimização de modelo. O CodeFlare simplifica esse processo usando uma interface baseada em Python, para o que é chamado de pipeline, que simplifica as etapas de integração, paralelização e compartilhamento de dados. O objetivo da nova estrutura é unificar fluxos de pipeline em várias plataformas sem que os cientistas de dados tenham que aprender uma nova linguagem de fluxo de trabalho.

Os pipelines CodeFlare são executados facilmente na nova plataforma serverless da IBM, IBM Cloud Code Engine e Red Hat OpenShift. Os usuários podem implementá-lo em quase qualquer lugar, estendendo os benefícios da plataforma serverless para cientistas de dados e pesquisadores de IA. Também é mais fácil integrar e fazer a ponte com outros ecossistemas nativos na nuvem, fornecendo adaptadores para acionadores de eventos (como a chegada de um novo arquivo), carregando e particionando dados de uma ampla gama de fontes, como armazenamentos de objetos em nuvem, data lakes e sistemas de arquivos distribuídos.

Com o CodeFlare, espera-se que os desenvolvedores não tenham que duplicar seus esforços ou enfrentar a dificuldade de determinar o que os colegas fizeram no passado para colocar um determinado pipeline em execução. Com o CodeFlare, a IBM visa fornecer aos cientistas de dados ferramentas e APIs mais avançadas que possam ser utilizadas de forma mais integrada, permitindo que se concentrem mais em suas pesquisas em andamento e se desliguem da complexidade de configuração e implementação.

E já estamos vendo isso. Por exemplo, quando um usuário aplicou a estrutura para analisar e otimizar aproximadamente 100.000 pipelines para treinar modelos de aprendizado de máquina, o CodeFlare reduziu o tempo de execução de cada pipeline de 4 horas para 15 minutos. Com outros usuários, o CodeFlare diminuir meses de desenvolvimento e permitir que os desenvolvedores lidem com problemas de dados cada vez maiores.

A IBM oferece o open-sourcing CodeFlare junto com uma série de postagens de blog sobre como ele funciona e sobre o que você precisa saber para começar. E este é apenas o começo da jornada que a IBM planeja fazer com o CodeFlare. Começou a aplicar essa tecnologia em temas que estão construindo na IBM, em sua própria pesquisa de inteligência artificial. Continuarão a trabalhar na evolução do CodeFlare para suportar pipelines cada vez mais complexos. Estão planejando fornecer níveis aprimorados de tolerância a falhas e consistência, bem como melhorar a integração e gerenciamento de dados para fontes externas e adicionar suporte para visualização de pipelines.

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Investigação corporativa: o cliente pode interferir no resultado?

Por Adriel Santana


Uma investigação corporativa conduzida por uma empresa especializada inevitavelmente esbarrará, cedo ou tarde, com uma situação que tende a gerar certo incômodo, mas que é natural em qualquer trabalho que seja de meio, não de fim: o resultado entregue não agradou o cliente.

No caso de investigações que simplesmente não foram encontrados indícios ou provas ligadas à denúncia ou à suspeita que lhe deu origem, uma das opções mais comuns é ampliar o escopo inicial, utilizando até outras ferramentas de apuração que estejam à disposição.

Porém, há um cenário muito mais delicado: quando a investigação encontra muito mais evidências do que o esperado, não necessariamente sobre o seu escopo inicial e investigados, mas envolvendo outras pessoas e ilícitos cometidos. Em alguns casos, essas provas podem envolver pessoas em cargos maiores que os investigados inicialmente. Esta situação pode provocar um caso no qual os pesquisadores se encontrem em posse de evidências potencialmente prejudiciais ou embaraçosas, direta ou indiretamente, ao seu cliente ou pessoas próximas vinculadas a ele.

Antes de estudar potenciais soluções para esses casos específicos, é importante revisitar a natureza do trabalho realizado por uma consultoria que conduz investigações empresariais. Afinal, ela trabalha pelo cliente ou para o cliente? Em outras palavras, ou a consultoria deve agir e entregar resultados alinhados com os interesses e objetivos do cliente ou o seu serviço não implica num compromisso de atuar em prol de um resultado que seja favorável a quem a contrata.

Se examinarmos o exemplo de um advogado, é evidente que se trata de um profissional contratado para atuar em defesa dos interesses do seu cliente. Nessa condição, seu objetivo primordial influencia diretamente na sua forma de atuar. Ou seja, ele deve selecionar, desta maneira, quais provas e recursos são interessantes ou não de utilizar num julgamento, visando sempre o melhor resultado para o seu cliente.

Por outro lado, os peritos e técnicos não possuem esse compromisso de resultado com interesses particulares previamente definidos. Pelo contrário, seus trabalhos e ferramentas utilizadas são orientadas principalmente para encontrar a verdade, independente dela ser agradável ou desagradável para aqueles que os financiam ou contratam seus serviços. Isso implica dizer, portanto, que seus compromissos profissionais se restringem a atuar para descobrir, na medida do possível, a verdade sobre algum evento ou fato.

Diante dessa diferenciação, se compreendermos que o trabalho de um investigador está mais próximo de um advogado, então a resposta sobre a interferência nos resultados envolve, por exemplo, requisitar que uma evidência do relatório da investigação seja excluída da investigação. Como é o interesse do cliente que determina o agir do serviço visando um fim, então a conduta do investigador e tudo que ele produz deve estar alinhando com essa finalidade.

Contudo, se entendermos que a investigação corporativa é um serviço similar ao de peritos como quaisquer outros, sendo estritamente técnica, então o pedido de um cliente para expurgar informações de um relatório final se torna altamente problemático.

Há, claro, uma exceção nessa situação conflituosa. Por exemplo, o pedido de exclusão de um dado do relatório que está fora do escopo previamente definido para o serviço. Nessa situação, parece haver sentido contratual para uma exigência do tipo. Mesmo sendo um técnico, o investigador atua dentro de um escopo alinhado diretamente com seu cliente. Uma prova encontrada no curso do trabalho, por mais crítica que seja, se não estiver alinhada diretamente com o escopo definido no começo do serviço, está fora do que o investigador foi previamente contratado para apurar.

O ponto realmente complicado é quando a evidência encontrada está ligada ao escopo definido. Nessa situação, a atitude profissional mais correta é não ceder ao pedido do cliente. Ao permitir que o seu trabalho possa ser modificado para agradar ou atingir certos interesses, prejudicando ou de qualquer forma escondendo dados ligados ao caso concreto, a credibilidade do investigador como prestador de um serviço técnico pode ser totalmente minada e, consequentemente, quaisquer outros serviços futuros estarão sob suspeita.

Sob um olhar externo, o material elaborado por uma consultoria de investigação é julgado em torno de uma pergunta: o relatório apresentado reflete o que realmente foi encontrado e concluído pelos especialistas ou apenas contém o que está alinhado com os interesses daquele que contratou o serviço? Se a resposta se inclinar para a segunda opção, então qualquer investigação, por mais técnica que pareça nos métodos empregados, perde sua força como meio de convencimento para provar o que se pretendia inicialmente.

Adriel Santana, advogado e coordenador de Forense e Investigações Empresariais na ICTS Protiviti

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