O estado do Paraná registrou 44 fusões e aquisições no primeiro semestre deste ano, uma alta de 42% na comparação com o mesmo período do ano de 2024, quando foram registradas 31 transações. Os dados constam na pesquisa da KPMG sobre o assunto, realizada com empresas de 43 setores da economia brasileira.
Os setores que tiveram negociações no primeiro semestre no estado do Paraná foram os seguintes: tecnologia da informação (17); companhias de energia (5); serviços portuários e aeroviários (4); alimentos, bebidas e fumo (4); supermercados (3); serviços para empresas (2); instituições financeiras (2); hospitais e laboratórios de análises clínicas (1), telecomunicações e mídia (1); hotéis e restaurantes (1); educação (1); design e projetos gráficos (1) e outros (2).
Das 44 operações realizadas no Paraná no primeiro trimestre, 31 são domésticas, ou seja, realizada entre empresas brasileiras; 9 envolveram estrangeiras adquirindo capital de companhia estabelecida no país (tipo CB1); 2 foram de organização brasileira comprando, de estrangeiros, outra estabelecida no exterior (tipo CB2); 1 brasileira adquirindo, de estrangeiros, empresa estabelecida no Brasil (tipo CB3) e 1 de estrangeiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa no país (tipo CB4).
“A pesquisa evidenciou que a maior parte de fusões e aquisições no Paraná foi de operações domésticas, o que evidencia o fortalecimento dessa atividade em território próprio”, afirma o sócio de mercados regionais da KPMG no Brasil, João Panceri.
Brasil: queda de 4,8% e maior participação estrangeira
As empresas brasileiras realizaram 739 operações de fusões e aquisições no primeiro semestre deste ano, segundo pesquisa realizada trimestralmente pela KPMG. Esse número representa uma queda de quase 4,8% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram concretizados 776 negócios.
O estudo apontou ainda que houve um aumento na quantidade de transações em que investidores estrangeiros compram empresas brasileiras. No primeiro semestre deste ano, foram 199 operações contra 178, no intervalo equivalente de 2024, um acréscimo de quase 12%. O mesmo movimento aconteceu nas operações em que organizações brasileiras adquiriram outra estabelecida no exterior, passando de 47, nos primeiros meses do ano passado, para 58 este ano (23%).
“De forma geral, o cenário de fusões e aquisições permaneceu estável, apesar de questões globais geopolíticas e fiscais no mercado interno. E esses dois tipos de negociações sustentaram o número de transações realizadas este semestre. Por outro lado, as operações domésticas, envolvendo apenas investidores brasileiros, tiveram uma queda, apontando que o mercado interno sofreu uma pequena retração no período, ocasionado pelas altas de juros e discussões fiscais” analisa o coordenador da pesquisa e sócio da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra.