PIB da construção civil deve crescer cerca de 2,7% em 2026

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A construtora paranaense Thá Engenharia prevê um crescimento de 33% em contratos para este ano

O Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil, indicador da expansão do setor, deve crescer cerca de 2,7% neste ano no Brasil, segundo projeção do Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), em conjunto com o Instituto Brasileiro de Economia, unidade de pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre).

Após uma leve desaceleração em 2025, quando o setor registrou crescimento de 1,8%, a construção civil deve ganhar novo fôlego em 2026. De acordo com o SindusCon-SP, fatores como a queda gradual da taxa básica de juros (Selic), a criação de uma nova faixa de isenção do Imposto de Renda e o aumento dos investimentos públicos em obras e habitação devem contribuir para esse avanço.

Com uma perspectiva de redução das taxas de juros e a maior disponibilidade de crédito, a tendência é o fortalecimento da procura por imóveis residenciais, o que deve impulsionar novos lançamentos e a retomada do ritmo de vendas.

Entre os fatores de risco que permanecem no radar do setor estão os desafios do cenário fiscal doméstico, as incertezas geopolíticas, que impactam diretamente a economia, a manutenção de taxas de juros sujeitas a oscilações ao longo do ano e a escassez de mão de obra.

A empresa paranaense Thá Engenharia, com uma trajetória de 130 anos de atuação, registra um crescimento acima do mercado, com uma variação positiva de 75% em contratos assinados entre 2024 e 2025, em segmentos estratégicos como saúde, indústria, área educacional e empreendimentos residenciais e corporativos.

“Apesar das adversidades que ainda desafiam o setor, 2026 tende a ser um ano positivo. Encerramos 2025 com um faturamento de R$ 500 milhões em obras executadas. Para 2026, teremos um volume ainda maior de obras em andamento”, afirma o CEO da Thá Engenharia, Roberto Thá.

Sobra demanda, mas falta mão-de-obra

Apesar do progresso do PIB, o panorama de 2026 também revelou a continuidade de um dos entraves para as construtoras e incorporadoras que permanece no cenário da construção civil: escassez de mão-de-obra qualificada. No entanto, conhecendo esse gargalo, empresas como a empresa centenária Thá Engenharia apostam em estratégias para manter a equipe de funcionários.

“Para suprir a escassez de mão-de-obra estamos realizando treinamentos de equipes, seja operacional ou interna, inclusive programa trainee, para engenheiros em início de carreira, investindo na qualificação desses trabalhadores dentro dos canteiros de obra e também oferecendo incentivos para que as pessoas tragam novos entrantes e novos trabalhadores engajados”, explica o diretor de PCP da Thá Engenharia, Gilberto Kaminski.

Embora os obstáculos persistam, o novo balanço também demonstra que as perspectivas econômicas abrem espaços para oportunidades, sobretudo para empresas que estiverem preparadas para inovação e competitividade.