PMEs do Paraná reforçam modelo presencial e reduzem vagas remotas e híbridas, aponta levantamento da Sólides

As pequenas e médias empresas (PMEs) do Paraná seguiram uma tendência de fortalecimento do modelo presencial em 2024, conforme aponta um levantamento exclusivo da Sólides, HR Tech líder em gestão de pessoas para PMEs no Brasil. No estado, 90,4% das vagas abertas foram presenciais, um aumento de 1 ponto percentual em relação a 2023. Enquanto isso, os modelos remoto e híbrido somados tiveram uma redução de 8,8% na participação, representando apenas 9,5% das oportunidades neste ano.

A análise detalhada dos dados mostra que as vagas para trabalho remoto caíram de 4% para 3,8%, enquanto as oportunidades híbridas tiveram uma redução mais expressiva, de 6,3% para 5,6%. Esse movimento evidencia a preferência das empresas pelo modelo tradicional de trabalho, que se mostra mais consolidado entre as PMEs do estado.

“O levantamento reflete um movimento de consolidação do modelo presencial entre as PMEs do Paraná, que representam a maior parte da geração de empregos no estado. Esse cenário pode estar atrelado a fatores como a necessidade de maior interação entre equipes, exigências operacionais e a própria cultura das empresas de menor porte, que tendem a valorizar mais o trabalho presencial”, comenta Ale Garcia, co-CEO e cofundador da Sólides.

As PMEs têm um papel fundamental no cenário econômico brasileiro. De acordo com o CAGED, mais de 70% dos novos empregos criados no país são em micro, pequenos e médios negócios nacionais. Os dados também apontam que, embora o trabalho remoto e híbrido sejam reconhecidos por sua eficiência em determinados setores, eles enfrentam desafios estruturais e culturais em muitas PMEs. “A adoção do trabalho remoto exige investimentos tecnológicos e adaptações que nem todas as empresas conseguem implementar rapidamente. Já o modelo híbrido, que poderia ser um meio-termo, parece estar perdendo força, talvez pela complexidade de gestão e coordenação que ele traz”, analisa Garcia.

Em todo o país, 89,7% das vagas abertas no ano passado pelas mais de 35 mil PMEs parceiras da HR Tech foram para o modelo presencial, um aumento em relação aos 87,8% de 2023. Já o modelo híbrido respondeu por 6% das oportunidades (queda de 7,6% em 2023), e o remoto, por 4,2% (ante 4,5% no ano anterior). Somando remoto e híbrido, a queda proporcional foi de 15,6%, evidenciando um movimento contrário à flexibilidade que marcou anos anteriores.

Mesmo com a retração das modalidades de trabalho remoto e híbrido, Ale acredita que os modelos flexíveis ainda têm espaço para crescer no futuro: “Com a contínua transformação digital e a modernização das PMEs, modelos híbrido e remoto podem voltar a ganhar força no futuro. É um movimento que tem potencial para acontecer de forma mais gradual e consistente.”

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Festival gratuito injeta mais de R$150 milhões no PIB do Paraná

Levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) aponta que as ações na temporada no Litoral e nas prainhas do Noroeste impulsionaram a economia local e fortaleceram diversos setores produtivos

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

A temporada de verão no Paraná não trouxe apenas lazer e entretenimento para turistas e moradores do Litoral, mas também um impacto econômico expressivo. De acordo com um estudo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), as ações do Verão Maior Paraná resultaram em um acréscimo de R$ 152,9 milhões no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, impulsionando a economia local e fortalecendo diversos setores produtivos.
 

Além do crescimento econômico, a temporada gerou 2.335 empregos diretos e indiretos, beneficiando trabalhadores de diferentes áreas, como comércio, turismo e serviços. O impacto positivo também refletiu na massa salarial, que teve um acréscimo de R$ 64,6 milhões, garantindo maior circulação de renda nas cidades litorâneas e do Noroeste do Estado, onde se concentraram as ações do Verão Maior Paraná.
 

Esta movimentação econômica também gerou um aumento de R$ 13 milhões na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Os resultados são fruto de um investimento de R$ 128 milhões do Governo do Estado na programação e infraestrutura nas cidades do Litoral e do Noroeste do Estado ao longo da temporada.

O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, destaca que os números refletem o planejamento eficaz do Governo do Estado, visando o aumento do turismo e o desenvolvimento econômico regional. “Estes números mostram de forma direta que as ações do Verão Maior Paraná, em parceria com o setor comercial e de serviços, promoveram uma injeção econômica no Estado que gera renda e emprego para os paranaenses”, afirmou.
 

Os números mostram um avanço significativo em relação à temporada de 2024, quando o impacto no PIB foi de R$ 107,6 milhões, a arrecadação de ICMS cresceu R$ 6 milhões e foram gerados 1.400 empregos. O atual resultado representa um aumento de 42% no impacto econômico e 66% na geração de empregos, reforçando a eficácia das políticas públicas implementadas pelo Governo do Estado.
 

ATIVIDADES – Ao todo, foram mais de dois meses de atividades do Verão Maior Paraná, com uma intensa programação musical, cultural e esportiva em várias cidades do Estado. Somente nos 33 grandes shows gratuitos realizados no Litoral, foram mais de 1,8 milhões de pessoas. Também foram registrados mais de 2,4 milhões de atendimentos nos postos fixos do Litoral.
 

A movimentação intensa de turistas, veranistas e moradores impulsionou o comércio e atraiu novos empreendimentos. De acordo com a Junta Comercial do Paraná (Jucepar), 1.461 novos negócios foram abertos nos sete municípios litorâneos apenas nos meses de janeiro e fevereiro de 2025.
 

O comércio local também celebrou os bons resultados da temporada. A Associação Comercial e Empresarial de Matinhos (Acima) apontou um crescimento de 20% no faturamento dos comerciantes, confirmando o impacto positivo do evento para os empreendedores da região.
 

APROVADO – A programação do Verão Maior Paraná foi amplamente aprovada pela população. Uma pesquisa da AtlasIntel revelou que 92% dos participantes avaliaram positivamente as atividades culturais, esportivas e de lazer oferecidas durante o período. Além disso, 92,2% da população paranaense tomou conhecimento do festival, evidenciando seu alcance e relevância.
 

A infraestrutura do evento também recebeu avaliação positiva. 92% dos entrevistados classificaram as atrações musicais como ótimas ou boas, enquanto a segurança, o conforto e a acessibilidade alcançaram 91%, 85% e 83% de aprovação, respectivamente.
 

A pesquisa ainda indicou que a percepção dos visitantes sobre o Litoral melhorou nos últimos seis meses, com destaque para o turismo (74%), as opções de lazer (72%), a infraestrutura (66%) e a segurança (62%).
 

Com uma estrutura consolidada, números expressivos e alto índice de aprovação, o Verão Maior Paraná reafirma seu papel como um dos principais motores da economia e do turismo no Estado, garantindo crescimento e desenvolvimento para as cidades litorâneas e para toda a população paranaense.

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Paraná vai sediar a primeira fábrica de nanofertilizantes do Brasil

Empreendimento será instalado em Campina Grande do Sul pela IFFCO, a maior cooperativa agrícola da Índia e uma das maiores do mundo. Após entrar em operação, em outubro, a fábrica vai produzir insumos agrícolas mais eficientes para todo o mercado brasileiro, reduzindo a dependência de importações

Foto: Jonathan Campos/AEN

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta sexta-feira (21), em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, do lançamento da pedra fundamental da primeira fábrica de nanofertilizantes do Brasil. A unidade receberá um investimento inicial de US$ 12 milhões (aproximadamente R$ 66 milhões), o que também contempla um centro avançado de pesquisa e desenvolvimento.
 

O empreendimento foi idealizada pela Nanoventions Brasil, empresa que integra o grupo econômico da Indian Farmers Fertiliser Cooperative (IFFCO), a maior cooperativa agrícola da Índia. Após tratativas com empresários locais, que se tornaram sócios da Nanoventions Brasil, a IFFCO escolheu o Paraná como o seu primeiro destino fora do país asiático em seu plano de expansão internacional.
 

A produção de nanofertilizantes em solo paranaense deverá reduzir a dependência de insumos que hoje são importados pelos produtores estaduais e do restante do Brasil. A tecnologia desenvolvida pelos indianos após 8 anos de pesquisas e investimentos de US$ 200 milhões também representa um avanço em relação aos fertilizantes tradicionais por serem mais eficientes, o que deverá reduzir custos aos agricultores, o desperdício de insumos e os impactos ambientais.

Em seu discurso, o governador exaltou as semelhanças entre a IFFCO e o Paraná, destacando as boas perspectivas do negócio para o Estado e a empresa. “A IFFCO é uma das maiores cooperativas agrícolas do mundo, enquanto o Paraná é o estado que mais tem cooperativas na América Latina, com 7 das 10 maiores presentes aqui, o que demonstra que o cooperativismo faz parte da nossa essência”, afirmou.

 

“Poder trazer para o Paraná a primeira fábrica de nanofertilizantes do Brasil é muito simbólico, porque isso está aliado à vocação do Paraná, que é o maior produtor de alimentos do Brasil e o Estado reconhecidamente mais sustentável do País”, acrescentou Ratinho Junior. “Além disso, essa produção atende uma necessidade dos nossos agricultores, que atualmente importam 85% dos fertilizantes usados no campo”, concluiu.
 

A infraestrutura da fábrica deve ficar pronta em outubro, em um rápido projeto de construção e instalação da linha de produção, cujos equipamentos serão enviados prontos para montagem diretamente da sede da IFFCO na Índia. A capacidade produtiva da fábrica é estimada em 5 milhões de litros de nanofertilizantes por ano, mas a Nanoventions Brasil prevê dobrar esse potencial em apenas cinco anos de operação.
 

Até 2029, cerca de 150 empregos diretos e 450 indiretos devem ser gerados com a operação, que tem uma receita bruta projetada em R$ 225 milhões anuais a partir do quinto ano de operação.
 

Presente no evento, o secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, participou das tratativas com os empresários indianos e enfatizou a relevância da conquista para os agricultores paranaenses.

“O Paraná é um jogador importante nesse mercado mundial de alimentos e os nanofertilizantes reduzem os custos de produção e aumentam a produtividade. Por isso, tratamos essa negociação com a IFFCO com atenção, oferecendo benefícios estaduais que em breve vão se reverter no avanço da nossa agricultura por meio da inovação”, comentou.

OPÇÃO PELO PARANÁ – Segundo o sócio-fundador da Nanoventions Brasil, Fausto José Caron, a empresa analisou seis estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste para instalar a sua primeira fábrica, mas acabou optando pelo Paraná por uma série de condições favoráveis ao crescimento do modelo de negócios.
 

“Nós fizemos tratativas com vários estados, mas o Paraná se destacou por ter um programa de benefícios fiscais muito bem estruturado, uma infraestrutura robusta, com destaque para a malha rodoviária e o Porto de Paranaguá, e uma equipe governamental que nos atendeu muito bem desde o início”, relatou Caron. “Além disso, o fato do Estado defender a sua vocação agrícola, investindo em inovação e no fortalecimento do cooperativismo, também pesou nessa decisão”, complementou o empresário.
 

O programa citado por Caron é o Paraná Competitivo, que é coordenado pela Invest Paraná, órgão vinculado à Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços. Para o presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, os investimentos recentes anunciados por empresas estrangeiras, como o da Nanoventions, são resultado das vantagens oferecidas pelo Governo do Estado, mas também da estratégia de divulgação do Paraná no mercado internacional.
 

“A Invest Paraná faz esse trabalho de internacionalização do Estado, com diversas missões comerciais lideradas pelo próprio governador, nas quais não apenas divulgamos os nossos produtos em novos mercados, mas também buscando atrair empresas para se instalarem aqui”, disse. “Nossa prioridade é justamente atrair empresas que aliem a inovação e o uso da tecnologia ao agronegócio, porque isso fortalece ainda mais este grande ativo da economia paranaense”, defendeu Bekin.

Além do enquadramento no Paraná Competitivo, por meio da Invest Paraná, a IFFCO também estuda a possibilidade de parcerias com o Tecpar e as universidades estaduais. Segundo Ritesh Sharma, outro sócio-fundador da Nanoventions Solution, objetivo é reforçar o potencial de inovação e pesquisa aplicada, com a transferência de conhecimento dos indianos para os paranaenses, garantindo que o Estado se torne um polo de referência em nanotecnologia aplicada ao agronegócio.
 

“Essa é uma tecnologia que mudou o modelo de agricultura na Índia. Depois de dois anos de estudos e testes científicos adaptados à realidade brasileira, o apoio do Governo do Paraná nos deixou tão animados que decidimos não apenas construir uma fábrica para o fornecimento dos insumos, mas criar também um centro de pesquisa para desenvolver esse conhecimento no Estado”, detalhou Sharma.

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Ação de Networking do IBEF-PR impulsiona economia do estado

Encontro reuniu mais de 80 líderes de grandes empresas do Paraná para trocas de experiências, networking, fechamento de novos negócios e celebração de conquistas para o mercado

Aconteceu ontem (19) o CFO Night em Curitiba, um evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Paraná (IBEF-PR). O encontro tem como objetivo celebrar as entregas feitas pelo instituto, promover o networking, incentivar a troca de experiências entre lideranças financeiras de grandes empresas que atuam no Paraná e impulsionar a economia do estado.

O evento é mais uma das ações promovidas pelo IBEF-PR, que, há 40 anos, contribui com a comunidade financeira do estado como uma fonte competente de informações, discussões e treinamentos voltados ao desenvolvimento de profissionais, gestores e empresas.

A celebração vai muito além de uma simples confraternização com boa gastronomia, pois busca fomentar negócios e contribuir para o desenvolvimento da economia do Paraná, como explica o presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Paraná, Carlos Peres.

“Além de cultivarmos boas amizades e desfrutarmos de um momento de celebração, também estamos promovendo a troca de conhecimentos e o estabelecimento de novas parcerias, que podem resultar em investimentos e projetos capazes de impulsionar a economia local. A disseminação de boas práticas e inovações eleva o nível de competência dos executivos financeiros, refletindo em uma gestão mais eficiente nas empresas paranaenses”, afirma o presidente.

Somente para 2025, estão previstos mais de 25 eventos a serem promovidos pelo IBEF-PR, entre celebrações, ações de networking, reconhecimento de projetos locais e de desempenho de profissionais da área, treinamentos e discussões que visam promover um ambiente empresarial mais dinâmico e conectado. Esse cenário impulsiona ainda mais o mercado, tornando-o mais atrativo para profissionais qualificados e investidores.

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BR Angels monta 7º batch para investir R$ 5 milhões em startups do agronegócio

Com ticket médio entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão, previsão do ecossistema de inovação e investimento-anjo é investir em AgTechs durante o período de 12 a 18 meses

Com o objetivo de reunir investidores-anjo interessados em apoiar startups com alto potencial de impacto e crescimento, o BR Angels, com foco no ecossistema de inovação e investimento-anjo, estruturou o seu 7º batch, estimado em R$ 5 milhões. Pela primeira vez desde a fundação do grupo, em 2019, os investidores-anjo terão foco em um segmento específico da indústria: o agronegócio.

A projeção do BR Angels é que o ticket médio dos novos aportes seja entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão por startup, investindo dentro de um período de 12 a 18 meses. A iniciativa reflete o foco e a seletividade do grupo em apoiar negócios de real valor para este mercado.

Segundo o fundador e CEO do BR Angels, Orlando Cintra, a relevância do agronegócio para o Brasil foi um dos principais motivos para o BR Angels definir esse último batch. Isso porque o grupo enxerga o setor como um dos mais relevantes pilares da economia brasileira e com enorme potencial de crescimento e inovação, especialmente em áreas como tecnologia agrícola, sustentabilidade e eficiência operacional.

“Observamos uma crescente demanda por soluções inovadoras no agro, que enfrenta desafios como mudanças climáticas, necessidade de maior produtividade e eficiência, além de práticas sustentáveis. O BR Angels possui um conjunto de participantes com vasta experiência no setor, que podem agregar valor não apenas com capital financeiro, mas também com conhecimento, rede de contatos e mentorias para as startups investidas”, explica Cintra.

O portfólio do BR Angels conta atualmente com duas investidas no segmento do agronegócio: o iRancho, empresa que traz ao mercado uma ferramenta intuitiva e completa de gestão pecuária, garantindo aos usuários a criação de manejos personalizados que refletem a realidade de cada fazenda, e a Inspectral, ESGTech criada para facilitar o monitoramento ambiental, florestal, de recursos hídricos e do agronegócio, aumentando a produtividade, a preservação e impulsionando o ESG dentro das companhias.

Procura por tecnologias disruptivas para o agro

Além de atuar no agronegócio, o BR Angels espera que as startups interessadas em passar pelas rodadas de investimento contem com tecnologias disruptivas, ou seja, com soluções tecnológicas que possam transformar o setor e trazer mais competitividade. Outro ponto importante está na escalabilidade e modelo de negócios sólido, claro e validado, com perspectivas de crescimento rápido e sustentável. Por fim, um time qualificado e resiliente, onde os fundadores e demais profissionais tenham experiência e capacidade de execução, bem como sejam capazes de superar desafios e adaptar-se rapidamente às mudanças do mercado, estão entre as prioridades do grupo.

“Procuramos por AgTechs que tenham uma visão alinhada com os objetivos e valores do BR Angels e que compartilhem um pensamento de impacto positivo no agronegócio, promovendo inovação e práticas sustentáveis. Além disso, que tenham uma demanda latente por SMART, que é como chamamos a contribuição intelectual dos nossos participantes na jornada de desenvolvimento do negócio”, completa o fundador do BR Angels.

Anualmente, o BR Angels recebe o cadastro de mais de 3 mil startups buscando investimentos. Aproximadamente 10% a 15% desses negócios são ligados ao agronegócio, embora esse número possa variar dependendo das tendências de mercado e das iniciativas específicas do BR Angels voltadas para empreendimentos com este perfil.

Após a conclusão do sétimo batch, o BR Angels espera o crescimento do segmento agro em seu portfólio, com a seleção de AgTechs inovadoras e escaláveis, além do objetivo que essas empresas se tornem referências no mercado. Também é aguardada a consolidação de sua posição como um dos grupos de investidores-anjo mais atuantes do país, atraindo novos membros e estabelecendo parcerias estratégicas, tanto com outras empresas do setor, quanto com instituições de pesquisa e desenvolvimento.

Liderança especializada

Para o sétimo batch, o BR Angels selecionou um grupo de 30 membros especializados em agronegócio, entre eles, Antônio Lacerda, Diretor Geral da CPMC Brasil; Celso Macedo, Diretor Geral LATAM na Farmers Edge; Lieven Cooreman, Sócio-fundador da Strategos e ex-CEO com 30 anos de experiência; e Zenaide Guerra, Diretora de Comunicação da dsm-firmenich para as Américas e Vice-presidente do Instituto Tortuga.

Ao longo do último ano, o grupo totalizou um aumento de 11% no número de participantes, refletindo o crescente interesse dos altos executivos do Brasil pelo mercado de investimentos-anjo.

“Por meio de nosso ecossistema, valorizamos a criação de um ambiente de colaboração entre startups, investidores e especialistas, visando impulsionar a inovação e a transformação digital nas indústrias brasileiras. Nossos membros estão comprometidos em fornecer não apenas capital, mas também mentoria e uma rede robusta de contatos para ajudar as startups a crescer e prosperar”, acrescenta Orlando Cintra.

Com seis anos de atividade, o BR Angels concentra mais de 400 CEOs e altos executivos de importantes empresas nacionais e multinacionais, dos mais variados segmentos. Em sua trajetória, o grupo já investiu em 35 startups de diferentes perfis. Atualmente, seu portfólio soma um valuation superior a R$ 2 bilhões.

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Válvulas inteligentes impulsionam a automação na Indústria 4.0

Empresas que adotam soluções de automação avançada apresentam redução de custos e aumento de produtividade

A transformação digital tem redefinido os processos industriais, impulsionando a automação, a eficiência e a tomada de decisões em tempo real. No contexto da Indústria 4.0, as válvulas borboleta — componentes essenciais para o controle de fluxo em tubulações industriais — são amplamente utilizadas em processos que envolvem líquidos, gases e vapores, atuando com rapidez na abertura e fechamento para gerenciar o fluxo de maneira eficiente. Integradas a componentes de controle inteligentes, essas válvulas têm se tornado peças-chave em processos automatizados de fábricas conectadas.

“As válvulas borboleta, quando integradas a sensores e atuadores inteligentes, oferecem um controle preciso e responsivo do fluxo de fluidos em tempo real. Essa conectividade permite que os sistemas identifiquem anomalias e realizem ajustes automáticos, prevenindo paradas não programadas”, destaca Alex Neubauer, engenheiro de produto da Gemü do Brasil, multinacional alemã reconhecida pela sua expertise na produção de válvulas.

Um exemplo prático dessa aplicação é observado na planta de tratamento de água de uma indústria siderúgica de Santa Catarina, que implementou sistema de desmineralização por osmose reversa em sua linha de produção. Essa tecnologia permitiu a remoção eficiente de sais, impurezas e contaminantes da água, resultando em um efluente com maior grau de pureza, essencial para os processos industriais que exigem água de alta qualidade. Com isso, a empresa não apenas otimizou o desempenho de seus equipamentos, reduzindo o risco de incrustações e corrosão, como também alcançou uma significativa economia no consumo de água potável.

As válvulas contribuem para a sustentabilidade ao otimizar o consumo de recursos, como água e energia, por meio de uma gestão inteligente baseada em dados. Em processos industriais conectados, as informações coletadas pelos sensores integrados são analisadas em tempo real, possibilitando manutenção preditiva e maior eficiência operacional.

“A integração de tecnologias digitais com equipamentos tradicionais é um caminho sem volta. A Indústria 4.0 não é sobre substituir, mas sobre transformar processos para torná-los mais inteligentes e eficientes”, afirma Alex.

Estudos realizados pela consultoria McKinsey & Company indicam que empresas que adotam soluções de automação avançada apresentam uma redução de até 30% nos custos operacionais e aumentam sua produtividade em mais de 20%. “Essas estatísticas ressaltam a importância de investir em tecnologias alinhadas à Indústria 4.0, a transformação digital não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para indústrias que buscam competitividade e eficiência. E as válvulas borboleta, com sua capacidade de integração e automação inteligente, são um exemplo claro de como a tecnologia está redesenhando o futuro da produção industrial”, finaliza o engenheiro de produto da Gemü.

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Gartner prevê que, até 2027, 40% das violações de dados de Inteligência Artificial serão decorrentes do uso indevido da GenAI além das fronteiras

A falta de padrões globais consistentes de IA força as empresas a desenvolver estratégias específicas para cada região, limitando a escalabilidade e os benefícios da Inteligência Artificial

Até 2027, mais de 40% das violações de dados relacionadas à Inteligência Artificial (IA) serão causadas pelo uso indevido da Inteligência Artificial Generativa (GenAI) além das fronteiras, de acordo com o Gartner, Inc.  

A rápida adoção das tecnologias de GenAI pelos usuários finais ultrapassou o desenvolvimento de medidas de segurança e governança de dados, levantando preocupações sobre a localização de dados devido ao poder de computação centralizado necessário para fornecer suporte a essas tecnologias. Temas como esse e outros que moldam as prioridades para líderes de dados, analytics e Inteligência Artificial (IA) e mostram como eles podem aproveitar os mais recentes desenvolvimentos e tendências para acelerar os negócios serão destaque na Conferência Gartner Data & Analytics 2025, que será realizada nos dias 28 e 29 de abril, no Sheraton São Paulo WTC Hotel. 

“As transferências de dados não intencionais além das fronteiras geralmente ocorrem devido à supervisão insuficiente, principalmente quando a GenAI é integrada a produtos existentes sem descrições ou anúncios claros”, diz Joerg Fritsch, Vice-Presidente e Analista do Gartner. “As empresas estão percebendo mudanças no conteúdo produzido pelos funcionários que usam as ferramentas de GenAI. Embora essas ferramentas possam ser usadas para aplicações de negócios aprovadas, elas apresentam riscos de segurança se prompts sensíveis forem enviados para ferramentas de IA e APIs hospedadas em locais desconhecidos.” 

Lacunas na padronização global de IA geram ineficiência operacional: 

A falta de práticas recomendadas e padrões globais consistentes para IA e governança de dados agrava os desafios ao causar fragmentação do mercado e forçar as empresas a desenvolver estratégias específicas para cada região. Isso pode limitar sua capacidade de dimensionar as operações globalmente e se beneficiar dos produtos e serviços de Inteligência Artificial. 

“A complexidade de gerenciar fluxos de dados e manter a qualidade devido a políticas de IA localizadas pode levar a ineficiências operacionais”, diz Fritsch. “As empresas devem investir em governança e segurança avançadas de Inteligência Artificial para proteger dados sensíveis e garantir a conformidade. Essa necessidade provavelmente impulsionará o crescimento dos mercados de serviços de segurança, governança e conformidade de IA, bem como de soluções tecnológicas que aumentam a transparência e o controle sobre os processos de Inteligência Artificial.” 

Empresas devem agir antes que a governança de IA se torne uma obrigação global:

O Gartner prevê que, até 2027, a governança de IA se tornará um requisito de todas as leis e regulamentações soberanas de Inteligência Artificial em todo o mundo. 

“As companhias que não conseguem integrar os modelos e controles de governança necessários podem se encontrar em desvantagem competitiva, especialmente aquelas que não têm recursos para ampliar rapidamente as estruturas de governança de dados existentes”, diz Fritsch. 

Para mitigar os riscos de violações de dados de IA, principalmente do uso indevido da GenAI além das fronteiras, e para garantir a conformidade, o Gartner recomenda diversas ações estratégicas para as empresas: 

  • Aprimorar a governança de dados: Garanta a conformidade com as regulamentações internacionais e monitore as transferências de dados transfronteiriças não intencionais ao ampliar as estruturas de governança de dados para incluir diretrizes para dados processados por IA. Isso envolve a incorporação de avaliações de impacto de linhagem de dados e transferência de dados em avaliações regulares de impacto de privacidade. 
  • Estabelecer comitês de governança: Forme comitês para aprimorar a supervisão da IA e garantir uma comunicação transparente sobre as implementações de Inteligência Artificial e o tratamento de dados. Esses comitês precisam ser responsáveis pela supervisão técnica, gerenciamento de risco e conformidade e relatórios de comunicação e decisão. 
  • Reforçar a segurança dos dados: Use tecnologias avançadas, criptografia e anonimização para proteger dados sensíveis. Por exemplo, verifique os Ambientes de Execução Confiáveis (Trusted Execution Environments) em regiões geográficas específicas e aplique tecnologias avançadas de anonimização, como a Privacidade Diferencial (Differential Privacy), quando os dados precisarem sair dessas regiões. 
  • Investir em produtos TRiSM: Planeje e aloque orçamentos para produtos e recursos de gerenciamento de confiança, risco e segurança (TRiSM) adaptados às tecnologias de IA. Isso inclui governança de Inteligência Artificial, governança de segurança de dados, filtragem e redação de prompt e geração sintética de dados não estruturados. O Gartner prevê que, até 2026, as empresas que aplicarem controles de TRiSM de IA consumirão pelo menos 50% menos informações imprecisas ou ilegítimas, reduzindo a tomada de decisões equivocadas. 

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SAP lança Desafio Net Zero e solução SAP Green Ledger no Brasil

Em um marco significativo de sua trajetória, a SAP comemora 30 anos de atuação no Brasil com o lançamento de iniciativas que reafirmam seu compromisso com a sustentabilidade e a transformação digital: Desafio Net Zero e a solução SAP Green Ledger. Como destaque, a companhia também apresentou a estratégia RENOVA durante o Green Carpet Experience, evento exclusivo realizado em colaboração com o Pacto Global-Rede Brasil no último dia 28 de janeiro, na sede da SAP, em São Paulo. O momento é especialmente relevante, já que o Brasil se prepara para sediar a COP30, consolidando sua liderança no debate climático global.


A estratégia RENOVA simboliza a visão da SAP de que a sustentabilidade e a inovação tecnológica são alavancas fundamentais para aumentar a competitividade do Brasil no cenário global. Complementando essa visão, a SAP lança o Desafio Net Zero, uma iniciativa voltada para todo o ecossistema de clientes e parceiros, com o objetivo de impulsionar o Movimento Ambição NetZero, liderado pela rede brasileira do Pacto Global. O projeto busca implementar ações concretas para reduzir emissões de gases de efeito estufa, promovendo um impacto positivo na sociedade brasileira, além de contribuir significativamente para a preservação do meio ambiente global.


O Desafio Net Zero da SAP combina expertise e conhecimento para apoiar as empresas em suas jornadas de sustentabilidade, oferecendo soluções inovadoras que alavancam os dados SAP por meio de tecnologias avançadas, como o Green Ledger e a Inteligência Artificial. Essas ferramentas habilitam as organizações a atingirem metas baseadas na ciência para reduzir emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para o objetivo coletivo do Pacto Global de reduzir 2 gigatoneladas de CO₂e em emissões acumuladas até 2030.


O SAP Green Ledger é a solução de contabilidade de carbono da multinacional alemã, que passa a ser oferecida no país, proporcionando às empresas maior transparência e ferramentas para evitar o greenwashing, enquanto alinham desempenho ambiental a resultados financeiros. Desenvolvida com parceiros como Accenture, Deloitte, EY e PwC, a solução já demonstrou seu impacto em clientes como a Covestro.


O Desafio Net Zero conta com a participação de membros fundadores de destaque, como a Ambipar, líder global em soluções ambientais, a Agrotools, maior ecossistema de soluções digitais para o agronegócio, e a FGV Projetos, referência em assessoria técnica especializada voltada para o desenvolvimento socioeconômico nacional. Além disso, a SAP abrirá a oportunidade para que clientes que estão adotando suas novas tecnologias na nuvem participem do Desafio Net Zero. Com uma ampla base já usufruindo dessas inovações, a SAP reforça seu poder de influência para mobilizar empresas a avançarem em suas metas sustentáveis e gerarem impacto positivo em larga escala.


“Completamos 30 anos no Brasil, uma trajetória marcada por inovação, relevância e contribuições claras aos objetivos nacionais de desenvolvimento sustentável. É com orgulho que lançamos a estratégia RENOVA, reafirmando nosso compromisso em acelerar a competitividade do país e posicioná-lo como líder global em ações climáticas,” afirma Pedro Pereira, CSO e líder de Sustentabilidade da SAP América Latina e Caribe.


Durante a COP30, os membros do Desafio Net Zero da SAP apresentarão casos de sucesso que demonstram o impacto das tecnologias SAP na redução de emissões. O evento promoverá o compartilhamento de boas práticas entre empresas, fortalecendo alianças estratégicas e inspirando ações climáticas no Brasil, na América Latina e no cenário global.


“Faltam apenas cinco anos para 2030 e os esforços da última década foram insuficientes! Estamos em uma corrida contra o tempo e é preciso acelerar para alcançarmos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Uma iniciativa como esta da SAP é crucial porque não só age dentro da própria empresa, mas dá as mãos aos parceiros, fornecedores e a outros players do setor. Só assim, juntos, conseguiremos alcançar a meta proposta pelo Movimento Ambição NetZero”, comenta Mônica Gregori, COO e diretora de Impacto do Pacto Global-Rede Brasil.


“A Ambipar é parceira da SAP no desenvolvimento de tecnologias que apoiam outras empresas no processo de descarbonização por meio do Net Zero as a Service, sistema integrado que simplifica e melhora o desempenho ambiental dos negócios. São inovações como essa que vão permitir um enfrentamento robusto aos desastres climáticos que estamos enfrentando globalmente”, afirma o vice-presidente de sustentabilidade da Ambipar, Rafael Tello.


“Somente com integração de tecnologia e inteligência de dados é possível traçar estratégias eficazes contra o desmatamento. Nosso histórico com rastreamento é de longa data e, atualmente, realizamos mais de 300 mil análises socioambientais por dia. Levar todo esse histórico de milhões de análises processadas anualmente, junto à credibilidade da SAP no mercado, irá com certeza contribuir nesta importante agenda no enfrentamento das mudanças climáticas”, comenta Sergio Rocha, CEO da Agrotools”.


“O alcance das metas ambiciosas de redução de emissões globais até 2030 só será possível por meio do alinhamento sistêmico de esforços e mobilização de recursos de naturezas complementares, embarcando as esferas pública e privada de cada país. Por estarmos apoiando diretamente o Governo do Estado do Pará no planejamento e coordenação da COP30, nós da FGV Projetos estamos muito entusiasmados em fazer parte desta coalizão e não mediremos esforços para contribuir ao alcance do Desafio NetZero”, afirma Aldo Labaki, Gerente Executivo da FGV Projetos.

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KPMG: fusões e aquisições no agronegócio têm o melhor desempenho dos últimos 5 anos

O setor de agronegócio apresentou o maior número de fusões e aquisições dos últimos cinco anos, segundo o relatório da KPMG. De janeiro a dezembro de 2024, foram efetuadas 12 operações. Esse número é 140% maior em comparação com o mesmo intervalo de 2023, quando foram realizadas 5 transações, considerado os segmentos de açúcar/etanol e fertilizantes. Ainda de acordo com o estudo, em 2022, a indústria do agronegócio fechou 11 negócios, em 2021 e 2020 foram 9, cada um.

“O segmento de fertilizantes foi o destaque em fusões e aquisições no agronegócio em 2024, com 9 transações realizadas no ano. Essa performance era esperada, dado que é uma atividade intensiva em capital e exposta a riscos de contrapartes, particularmente em um contexto de aumento de recuperações judiciais na agropecuária”, analisa a sócia-líder de agronegócio da KPMG, Giovana Araújo.

Fusões e aquisiçõesAgronegócio20242023202220212020
Açúcar e álcool30421
Fertilizantes95778
Total agronegócio1251199
Total15821505172819631117

Já com relação ao tipo de operação realizada no setor de agronegócio, do total das 12 concretizadas de janeiro a dezembro de 2024, cinco são domésticas, ou seja, realizadas entre empresas brasileiras; três envolveram estrangeiros adquirindo capital de companhia estabelecida no país (tipo CB1); três foram feitas por brasileiros comprando de estrangeiros outra estabelecida no Brasil (CB3); e uma concretiza por estrangeiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil (CB4).

Tipo de operação – 2024
SetorDomésticaCB1CB2CB3CB4CB5Total
Fertilizante4302009
Açúcar e álcool1001103
 53031012

F&A no Brasil: cenário promissor nos últimos 12 meses

A pesquisa da KPMG apontou que o Brasil registrou 1.582 fusões e aquisições de empresas em 2024, uma leve alta de 5% na comparação com 2023, quando foram realizadas 1.505 operações desse tipo. As operações domésticas entre organizações brasileiras (981) lideraram essas transações, seguidas de transações de empresas de capital majoritário estrangeiro (394) que adquiriram, de brasileiros, capital daquelas estabelecidas no Brasil.


“Os dados nacionais evidenciam uma retomada importante no mercado de fusões e aquisições. Após dois anos seguidos de queda nessas transações, os números revelam que as empresas estão mais ativas nessas operações. O número de 2024 superou 2023, e, apesar de ser inferior ao de 2022 e 2021, já é superior aos totais registrados em 2020 e demais anos anteriores de nossa série histórica”, complementa o sócio-líder de fusões e aquisições da KPMG no Brasil, Gustavo Vilela.

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Agronegócio brasileiro busca meios sustentáveis para aumentar produção

Estudo realizado anualmente pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil – Índice Agrotech GS1 Brasil – mapeia o avanço tecnológico da produção como análise e preparo do solo, plantio, manejo, irrigação, colheita, criação e alimentação animal.
 

Relatório gerado a partir dos resultados do Índice Agrotech GS1 Brasil em 2024 mostra como a digitalização do campo revoluciona o agronegócio no País. Se antes o agricultor dependia apenas da sua intuição e experiência para tomar decisões, hoje ele conta com sensores, drones e softwares de gestão que transformam dados em estratégias mais precisas.
 

Os dados do índice revelam um panorama preciso da evolução no campo e ajudam a entender como a automação está impulsionando a produtividade e a sustentabilidade no setor. A evolução pode se relacionar com o crescimento da população mundial, estimada para atingir 9,7 bilhões de pessoas até 2050, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Essa previsão impõe uma demanda crescente por alimentos. Para atender a essa necessidade sem expandir áreas cultiváveis, a automação se mostra uma aliada indispensável.


Principais destaques da pesquisa

Irrigação inteligente – A gestão eficiente dos recursos hídricos é um dos pilares da automação agrícola. A irrigação inteligente, que garante a quantidade exata de água necessária para cada cultura, reduz desperdícios e melhora a produtividade. Atualmente, apenas 37% das propriedades rurais utilizam sistemas eficientes de irrigação, o que demonstra um grande potencial de crescimento para essa tecnologia.

Conectividade no campo – A falta de internet de qualidade ainda é um obstáculo para a automação plena. Apenas 58% das fazendas têm cobertura total de internet, o que limita a transmissão de dados em tempo real e a implementação de sistemas automatizados. Sem uma conectividade eficiente, o uso de sensores, drones e softwares de gestão fica limitado.

Drones e agricultura de precisão – O uso de drones tem se expandido no setor agropecuário, devido à sua versatilidade, permitindo o monitoramento de lavouras, aplicação precisa de defensivos, análise detalhada do solo, entre outras atividades. Porém, apesar dos benefícios, a adoção dessa tecnologia ainda é baixa, variando entre 10% e 16%, dependendo da atividade. A Agricultura se destaca com a adoção de 16%, seguido pela suinocultura (14%), pecuária de leite (13%), pecuária de corte (10%) e a avicultura (9%).

Monitoramento sustentável de pragas – Praticamente 9 em cada 10 fazendas de grande porte realizam o monitoramento de pragas. A atividade também está presente em mais de 70% nas médias e pequenas fazendas, demonstrando o quanto é imprescindível o acompanhamento no dia a dia para a manutenção sustentável dos manejos.

Investimentos e perspectivas para o futuro

O interesse por novas tecnologias no agronegócio é crescente. Quatro em cada dez fazendas já planejam investir em automação nos próximos anos. Os principais focos são a integração de sistemas, softwares de gestão e aquisição de equipamentos modernos, que permitem maior controle e eficiência nas operações agrícolas.

A automação remodela o agronegócio brasileiro e oferece maior produtividade e sustentabilidade. No entanto, para que esses avanços sejam acessíveis a todas as propriedades rurais, ainda é necessário ampliar a conectividade e incentivar a adoção de novas tecnologias.


O futuro do agronegócio passa pela inovação e a digitalização do campo. É um passo essencial para garantir a segurança alimentar e a competitividade do Brasil no mercado global.

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Oito em cada dez profissionais do agro tiveram aumento salarial acima da inflação, revela pesquisa

Diretor industrial e gerente de manutenção registraram as maiores altas salariais do setor no Guia Salarial 2025 da Michael Page 

A pesquisa realizada pela Michael Page, parte do PageGroup, uma das maiores consultorias especializadas em recrutamento de média e alta gerência, revelou que 82% dos profissionais do setor agro experimentaram um aumento salarial superior à inflação em 2024. Enquanto 18% dos cargos analisados não apresentaram mudanças salariais, os dados demonstram uma valorização significativa na maioria das posições do segmento. As funções que mais se destacaram em termos de aumento salarial foram a de diretor industrial e gerente de manutenção, com um incremento de 19%.

“As empresas do agronegócio estão cada vez mais em busca de líderes que não apenas dominem a gestão e a conformidade, mas que compreendam profundamente as especificidades e a cultura organizacional, especialmente em empresas familiares. Em um cenário de reestruturação constante, a capacidade de visão de gestão financeira e a experiência financeira de forma profissionalizada serão diferenciais essenciais para a continuidade do sucesso no setor”, afirma Stephano Dedini, diretor-executivo na Michael Page.
 

Confira abaixo as principais variações percentuais nos salários do setor agro:

Cargo  Salário fixo  Variação  
Diretor industrial  De R$ 35 mil a R$ 60 mil  19%  
Gerente de manutenção  De R$ 14 mil a R$ 24 mil  19%  
Gerente de fazenda  De R$ 15 mil a R$ 24 mil  18%

Para elaborar o estudo, a Michael Page consultou, no ano passado, cerca de 6,8 mil profissionais e empresas de todo o Brasil para entender quais são suas reais impressões sobre o mercado atual. Os profissionais consultados ocupam cargos que vão desde posições de analista até diretoria. A empresa procurou entender como os profissionais enxergam suas carreiras, a posição do empregador no seu desenvolvimento profissional e outros fatores que completam a remuneração.

A partir dessa consulta, a organização traçou a remuneração mensal de 2282 cargos em 12 setores (Agronegócio, Bancos e Serviços Financeiros, Engenharia, Finanças, Logística, Marketing e Digital, Saúde e Ciências, Recursos Humanos, Seguros, Tecnologia, Varejo e Vendas). Os cargos foram listados em faixas salariais mensais que variam de acordo com a experiência do profissional (analistas júnior, pleno, sênior, especialista, coordenador, gerência e diretor) e porte da empresa (pequeno, médio ou grande).

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SAP inaugura Business Data Cloud com Databricks para turbinar uso de IA nos negócios

Colaboração entre as empresas redefine o gerenciamento de dados empresariais e libera todo o potencial da IA agêntica

A SAP SE (NYSE: SAP) anuncia hoje o SAP Business Data Cloud, uma solução inovadora que unifica todos os dados da SAP e de terceiros, fornecendo uma base de dados confiável para tomar decisões mais impactantes, ampliando a confiabilidade da IA. A solução congrega os dados dos aplicativos mais essenciais das organizações com recursos de engenharia de dados e funções analíticas de negócios, abrindo o caminho para um novo nível de inovações e insights.


Essa parceria histórica entre a SAP e Databricks marca uma nova era no gerenciamento de dados empresariais, à medida em que as duas empresas, líderes de seus segmentos, se unem para redefinir como aplicativos e plataformas de dados funcionam juntos. A nova solução incorpora nativamente a tecnologia Databricks para cargas de trabalho de engenharia de dados, machine learning e IA.


“O SAP Business Data Cloud libera todo o valor dos dados empresariais para IA de negócios”, afirma Christian Klein, CEO da SAP. “A solução combina a expertise exclusiva da SAP em processos de missão crítica de ponta a ponta, e dados valiosos com os recursos de engenharia da Databricks para criar uma solução inovadora que ajuda as organizações a fazerem mais com seus dados do que nunca antes”.


“Todas as empresas do mundo querem obter mais valor de seus dados e ampliar o retorno sobre seus investimentos em IA”, pontua Ali Ghodsi, cofundador e CEO da Databricks. “Ao unir forças com a SAP, estamos ajudando as organizações a reunir todos os seus dados – independentemente do formato ou onde residem – para analisar e criar aplicativos de IA específicos na Plataforma de Inteligência de Dados da Databricks”.


Introduzindo data product economy


O SAP Business Data Cloud também ajuda a SAP a promover o crescimento de data product economy. A tecnologia fornece produtos de dados da SAP totalmente gerenciados em todos os processos de negócios – desde informações de finanças, despesas e cadeia de suprimentos no SAP S/4HANA e SAP Ariba, até a atração e retenção de talentos no SAP SuccessFactors. Essas soluções de mantêm seu contexto empresarial e premissas originais, fornecendo acesso imediato a informações de alta qualidade sem processos de extração dispendiosos. Por exemplo, se um CFO quiser avaliar o impacto do aumento da inflação na rentabilidade, o SAP Business Data Cloud integra dados externos em tempo real, como o índice de preços ao consumidor, com dados financeiros, como a visão de todas as contas ou centros de custo da organização, para criar um fluxo financeiro abrangente.


O SAP Business Data Cloud também oferecerá novos recursos chamados “aplicativos de insight”, que usarão dados e modelos de IA conectados às informações em tempo real para fornecer funções analíticas e planejamento avançados em todas as linhas de negócios, incluindo funções analíticas empresariais, finanças e recursos humanos.


“O SAP Business Data Cloud nos ajudará a desvendar o valor de nossos dados e impulsionar a inovação em todos os negócios”, explica Markus Hartmann, vice-presidente corporativo e diretor de tecnologia de negócios para a Europa, APAC e IMEA, da Henkel, uma empresa multinacional de produtos químicos e bens de consumo. “As soluções da SAP integradas com os recursos da Databricks aprimorarão nossos produtos existentes e nos capacitarão a modelar cenários e aproveitar insights de IA criando um futuro sustentável para nossos ecossistemas de dados.”


Uso total dos agentes de IA


O SAP Business Data Cloud melhorará o modo como a Joule, IA generativa da SAP, acelera workflows multifuncionais e impulsiona a tomada de decisões de negócios com agentes de Inteligência Artificial. Com base no conjunto de dados empresariais de mais alta qualidade do setor – e na solução SAP Knowledge Graph, que fornece um modelo de dados amigável aos negócios – a inteligência da Joule entende profundamente os processos de ponta a ponta e pode colaborar em todas as funções para resolver desafios empresariais complexos, algo que nenhuma outra assistente pode fazer atualmente.


Reforçando o anúncio de hoje e sua importância para a inovação em IA, a SAP também revelou uma série de agentes da Joule prontos para uso em áreas de finanças, serviços e vendas, entre outras, para se integrar com o SAP Business Suite. Em finanças, por exemplo, os assistentes digitais trabalharão juntos em várias tarefas para processar protocolos mais rapidamente e melhorar o fluxo de caixa. Enquanto isso, os agentes de vendas da Joule acelerarão os processos de negócios em várias etapas para resolver disputas e processar consultas de clientes com mais rapidez.


A SAP também anuncia hoje um novo e poderoso recurso para que os clientes possam criar e implementar seus próprios assistentes digitais de Inteligência Artificial ao lado da biblioteca da Joule, incorporando décadas de especialização em processos de negócios da SAP ao fluxo de trabalho guiado para que os usuários possam fundamentar seus assistentes digitais personalizados no contexto de dados e negócios mais relevante.

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