Indústria de bebidas aposta em válvulas de alta performance para garantir eficiência em períodos de pico produtivo

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Soluções com máxima precisão, rapidez de manutenção e certificações internacionais ajudam fabricantes na redução de paradas e manutenção dos padrões sanitários rigorosos

Sob forte pressão por produtividade, rastreabilidade e segurança sanitária, a indústria de bebidas exige componentes capazes de sustentar altos volumes sem comprometer a qualidade. Em períodos de pico produtivo, impulsionados por sazonalidade, eventos ou aumento do consumo, a confiabilidade das linhas de envase torna-se fator-chave para evitar perdas e interrupções.

E, por isso, as válvulas sanitárias desempenham papel estratégico. Especialista global em tecnologia de válvulas, a GEMÜ desenvolve soluções específicas para processos de envase que combinam precisão de controle, rapidez de atuação e conformidade com os principais padrões internacionais de higiene.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), o setor de alimentos e bebidas responde por uma parcela significativa do PIB brasileiro, chegando a aproximadamente 10% em anos recentes. A manutenção da eficiência operacional é determinante para sustentar esse desempenho.

De acordo com Michelle de Lima Branco, gerente de vendas da GEMÜ na Alemanha, a escolha da válvula correta impacta diretamente a estabilidade e a produtividade das linhas. “Em processos de envase, precisão e repetibilidade são fundamentais. As válvulas com tecnologia Plug Diaphragm (PD), como os modelos AF40, F40 e F60, oferecem vedação hermética e alta performance de atuação, sendo ideais para linhas rápidas e ambientes com alto nível de automação”, afirma a especialista.

No portfólio da empresa, destacam-se as válvulas com tecnologia Plug Diaphragm (PD), que combinam a vedação característica das válvulas diafragma com a robustez das válvulas globo convencionais. Entre os modelos utilizados em aplicações de envase estão, por exemplo, as séries 657, F40/AF40 e F60, projetadas para atender diferentes demandas de processo.

O modelo 657 é indicado para aplicações de dosagem em que a precisão de volume é determinante para o controle do processo, contribuindo para estabilidade e segurança operacional em aplicações sensíveis. Já as válvulas F40 e AF40, equipadas com atuadores pneumáticos, oferecem elevada velocidade de atuação e durabilidade, características importantes em linhas de produção com maior nível de automação.

A linha F60, por sua vez, integra um autuador motorizado de alto desempenho, permitindo maior precisão de controle e configuração de diferentes perfis de envase, conforme a aplicação e a configuração selecionada.

Além dessas soluções, as válvulas diafragma higiênicas da família 650, amplamente estabelecidas no mercado, permanecem muito utilizadas em aplicações de envase versáteis, especialmente quando há variação de viscosidade ou presença de partículas no fluido, como em determinados produtos lácteos e molhos.

Independentemente da tecnologia aplicada, os modelos voltados ao setor são projetados para atender rigorosos padrões sanitários internacionais. “As válvulas são desenvolvidas com foco em minimizar volumes mortos e garantir compatibilidade com processos CIP e SIP automatizados, conforme configuração selecionada”, reforça Michelle.

As soluções podem ser fornecidas em versões que atendem certificações como FDA (EUA), CE 1935/2004 (União Europeia), USP Classe VI, 3-A Sanitary Standards, EHEDG e ATEX (opcional), bem como às regulamentações como UE 10/2011 e 2023/2006. “A segurança do produto começa no controle do fluxo. O projeto sanitário, aliado à rastreabilidade documental, assegura não apenas qualidade, mas também competitividade global aos fabricantes”, afirma Michelle.

Embora amplamente aplicadas na indústria de bebidas, soluções com esse padrão sanitário também atendem processos exigentes nos setores alimentício, farmacêutico e biotecnológico, onde requisitos de higiene, rastreabilidade e confiabilidade operacional são igualmente críticos.

Flexibilidade para diferentes tipos de bebidas

Um dos principais desafios em períodos de alta demanda é minimizar intervenções corretivas e reduzir tempo de parada. Nesse aspecto, o projeto e a engenharia das válvulas tornam-se um diferencial importante.

As válvulas Plug Diaphragm da GEMÜ permitem manutenção rápida e segura, com fácil acesso aos componentes internos relevantes, sem necessidade de desmontagem extensa do atuador ou do corpo da válvula. A nova geração de válvulas GEMÜ, por sua vez, oferece troca rápida de módulos, destacando-se pela agilidade na manutenção dentro da categoria.

Além disso, soluções em bloco possibilitam a integração sanitária de múltiplos canais em um único conjunto, reduzindo conexões, volumes mortos e potenciais pontos de contaminação.

As soluções da GEMÜ atendem uma ampla gama de aplicações, incluindo água mineral, sucos, refrigerantes, cervejas, destilados, bebidas funcionais e lácteos. As válvulas podem ser configuradas para produtos líquidos, viscosos, de alta densidade, abrasivos ou com partículas. “Cada bebida possui requisitos específicos de viscosidade, densidade e exigência sanitária. A escolha correta da válvula considera não apenas o fluido, mas também o regime de operação e as metas de produtividade da planta”, explica Michelle.

A tendência de automação e integração com sistemas MES e ERP já está contemplada nas linhas PD e na nova geração de válvulas GEMÜ, que podem ser integradas a arquiteturas de automação para monitoramento e gestão dos processos, conforme as interfaces e protocolos adotados na planta.

A empresa também disponibiliza o sistema CONEXO, solução em nuvem para gestão documental e suporte a auditorias, que pode contribuir para estratégias de manutenção planejada e maior controle dos ativos. “O futuro da indústria de bebidas passa por processos cada vez mais automatizados e rastreáveis. Nossas soluções já estão preparadas para essa realidade, conectando eficiência mecânica à inteligência digital”, finaliza a gerente de vendas.