A Era do Profissional 4.0

Por Márcio Viana

Produtos inovadores, que são desenvolvidos de forma automatizada, com processos otimizados que aumentam a produtividade. Essa já é a realidade de muitas indústrias de todo o mundo: a indústria 4.0, ou quarta revolução industrial, que engloba tecnologia de ponta e noções de Internet das Coisas, da computação em nuvem e da robótica, chegou para ficar e já coleciona adeptos.

No Brasil, apesar da grande repercussão do tema, a implantação ainda é tímida, mas desafiadora. Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em 2018 menos de 2% das empresas estavam inseridas nesse conceito. A expectativa é que, em dez anos, pelo menos 15% já estejam seguindo essa tendência.

As mudanças que acompanham todo esse processo têm impacto não só na forma de produção, mas no perfil dos profissionais inseridos (ou não) nesse mercado. A tendência é que, ao longo dos anos, pessoas com maior qualificação e diferentes habilidades ocupem mais espaço e tenham mais oportunidades de negócios. O profissional não ficará limitado a uma única função. Será preciso entender e fazer parte de todo o processo. Um líder, por exemplo, será responsável por todo o alinhamento das atividades e da produtividade da equipe, e não só pela quantidade de horas trabalhadas, como é feito (ou era) tradicionalmente.

Nos próximos 20 anos, de acordo com uma pesquisa realizada pela Roland Berger, mais de 200 milhões de profissionais estarão em falta para atender a essas novas demandas. Mas isso não quer dizer que eles não terão oportunidades. Para estar alinhado às necessidades do mercado, será preciso não só desenvolver novas competências, mas aprimorar as já existentes.

Isso faz parte do processo de inovação: estar capacitado para perceber novas oportunidades e estruturar novas situações, tornando os processos mais eficazes e simplificados, com bons resultados; criar novas ideias e incorporar esse conhecimento no dia-dia da empresa.

Visão multidisciplinar e contínua, flexibilidade e facilidade para se adaptar às mudanças, além do foco no resultado e na produtividade, é o que se espera desse profissional 4.0. Esse desenvolvimento pode começar na vida escolar e acadêmica, focando em ensinar aos jovens assuntos relevantes para o mercado, como inteligência artificial, Machine Learning, Big Data, programação, entre outros. Temas que geram impacto, também, na economia do País.

Enquanto não houver essa mudança comportamental, continuaremos com profissionais que só se preocupam com o salário e com o cargo, deixando de lado o foco no resultado, a real produtividade e a capacidade de assumir riscos.

* Márcio Viana é diretor executivo da TOTVS Curitiba

Empresas de cobrança investem em tecnologia para ampliar taxa de recuperação de dívidas

Mais de 63 milhões de pessoas passaram o ano endividadas no Brasil, com pagamentos atrasados, utilização de créditos bancários e outras dívidas que negativaram seus CPFs, dificultando a obtenção de crédito. O cenário ainda deve se agravar no começo do ano, época na qual tributos como IPTU e IPVA devem ser pagos. Conforme levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), apenas 9% dos brasileiros dizem ter condições de quitar com essas obrigações financeiras.

Para facilitar a negociação e quitação de dívidas, empresas do mercado de cobrança começam a oferecer aos clientes tecnologias já consolidadas no varejo. O objetivo é aumentar os índices de recuperação, reduzindo o prejuízo das empresas e devolvendo aos consumidores o acesso ao crédito e o “nome limpo”. As apostas da PGMais, empresa de soluções tecnológicas para o mercado de cobrança, são a oferta de navegação gratuita (sem consumo do pacote de dados), gateway de pagamento (amplamente utilizado por e-commerces) e vídeo-mensagens, tecnologias utilizadas com sucesso e bons resultados pelo varejo. “Essas novas tecnologias são importantes porque facilitam o acesso aos dados e também oferecem novos canais de relacionamento e formas diferenciadas de pagamento”, explica Paulo Gastão, CEO da PGMais.

Com esse intuito, a PGMais desenvolveu uma plataforma modular de soluções e serviços para o mercado de cobrança. Uma delas é o portal de negociação, que disponibiliza um completo sistema de auto-negociação no mesmo ambiente, tendo como desfecho a possibilidade de o cliente pagar o débito por meio de um sistema de pagamento eletrônico, o PGPay. “A proposta é similar ao que é ofertado por marcas como PayPal e PagSeguro, com a disponibilização parametrizada de meios de pagamento e parcelas. E tudo isso ofertado em um ambiente seguro”, adiciona o CEO.

Outra novidade desenvolvida pela empresa é a navegação gratuita pelos portais de negociação, chats e páginas da web, o que deve facilitar a quitação de boletos e faturas. Como a maior parte das linhas telefônicas móveis são pré-pagas (58,42%, conforme dados da Anatel), Gastão comenta que o acesso gratuito às ofertas de crédito pode impactar positivamente na taxa de conversão de uma marca. “Quem conseguir levar essas informações ao consumidor sai na frente. Um estudo realizado pela Deloitte mostrou que em torno de 80% dos brasileiros estouram seus pacotes de dados. Quando são oferecidas maneiras alternativas para evitar essa situação, as chances do usuário entrar em contato e, consequentemente, realizar uma negociação aumentam”, afirma o executivo.

Área de cobrança também aposta na atratividade dos vídeos

Segundo a Global Mobile Consumer Survey, realizada pela Deloitte em 2018, a visualização semanal de vídeos por smartphones aumentou. Os vídeos compartilhados pelas mídias sociais ainda são os mais acessados, mas o consumo de formatos mais longos registrou crescimento no último ano. De olho nessa tendência, foi criado o Play, serviço que oferece vídeos com dados variáveis e personalizados, que podem ser enviados por multicanais. A proposta é levar as informações de cobrança de maneira leve, rápida e interativa para o usuário.

“É preciso, cada vez mais, entender qual a melhor forma de se relacionar e interagir com o cliente. Oferecer soluções que facilitem a negociação certamente trará impactos positivos nas taxas de recuperação de crédito porque são tecnologias que devem ter boa receptividade junto aos consumidores. E as empresas que conseguirem chegar antes nesses clientes, devem ser as primeiras a recuperar os valores atrasados, melhorando assim seus resultados”, analisa Gastão.

SetaDigital completa 13 anos e registra crescimento de 33% em 2018

A SetaDigital, companhia de Tecnologia da Informação especializada no varejo calçadista com sede em Cascavel, no Paraná, completa 13 anos de operação e comemora com um crescimento de 33% nos resultados consolidados do terceiro trimestre de 2018.

Para 2019, a empresa espera crescer acima de 20%, além de consolidar projetos de inovação omnichannel e no mercado de franquias. “Queremos ser reconhecidos como referência para franquias de moda e estamos empenhados em trazer ao mercado soluções que se adequem ao novo perfil de consumo, que se conecta ao varejo por meio de diferentes canais”, comenta o CEO e fundador da companhia, Vanderlei Kichel.

A empresa, que nasceu em 2005 com o intuito de sempre se colocar no lugar do cliente para entender o que ele precisa, hoje atende a 1,5 mil lojas e conta com um laboratório, a Sapati Sapataria Inteligente, que é uma loja de calçados onde são testadas as tecnologias da SetaDigital antes de serem comercializadas. “A ideia sempre foi pegar um problema complexo e desenvolver uma solução simples”, explica Kichel.

Com este propósito, a companhia desenvolveu seu primeiro sistema de gestão empresarial em 2005, que cresceu dentro de uma loja olhando para as necessidades do seu primeiro cliente. “Depois de muita dedicação, as portas foram se abrindo e isso era um ótimo sinal, pois demonstrava que os lojistas acreditavam no time SetaDigital e nos nossos produtos e serviços começaram a crescer”, comemora Kichel.

A partir daí, a empresa quadriplicou de tamanho. Além de ter se tornado uma referência em sistemas de gestão para o varejo calçadista, a Seta também conquistou o título como uma das Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil no segmento de Tecnologia da Informação, segundo o ranking elaborado pelo Instituto Great Place to Work® (GPTW) em 2016 e 2017.

De acordo com Kichel, cada conquista da SetaDigital foi acompanhada por um presente: um novo colaborador. E cada novo colaborador ajudou a empresa crescer mais e a transformou em uma empresa melhor. “Na SetaDigital, a melhoria contínua é trabalhada diariamente e acreditamos que temos melhores resultados porque criamos e conquistamos as melhores equipes. Nosso muito obrigado a todos que fizeram e fazem parte dessa história: clientes, parceiros e colaboradores. Eu e a Rosi Kichel somos muito realizados. Com o apoio de todos fomos muito mais longe do que sonhávamos, estamos firmes e fortes na luta pelos próximos 13 anos”, finaliza o fundador da SetaDigital.

Bayer apresenta sua visão sobre o futuro da agricultura


Com a participação de públicos estratégicos da agricultura e especialistas do setor do mundo todo, a Bayer apresentou sua visão para o futuro da agricultura atual, reafirmando o compromisso da empresa com a sustentabilidade, a colaboração e o diálogo aberto, fomentando as inovações necessárias para alimentar uma população cada vez maior no mundo.

“Agricultores estão ávidos por inovações que os ajudem a vencer os desafios que enfrentam, assegurando que todos tenham acesso a alimentos seguros e nutritivos hoje e no futuro”, afirmou Liam Condon, membro do Conselho Administrativo da Bayer e presidente da divisão Crop Science, durante sua apresentação no Future of Farming Dialogue 2018.

Sendo o primeiro grande evento da empresa desde que concluiu a aquisição da Monsanto, em junho passado, o fórum anual reúne líderes de opinião e públicos estratégicos de toda a comunidade agrícola, para discutir maneiras de tornar a cadeia produtiva de alimentos mundial mais sustentável em benefício dos agricultores, consumidores e do planeta.

“Nosso mundo enfrenta desafios enormes, entre eles as mudanças climáticas, os recursos naturais limitados e uma população em crescimento”, disse Condon. “Acreditamos que a agricultura é parte fundamental da solução desses desafios e contamos com uma equipe global de grande talento, trabalhando em conjunto para responder, com responsabilidade, às demandas da sociedade por meio de inovações sustentáveis”.

Transformação digital

Condon observou que a transformação digital é uma das grandes forças da inovação, oferecendo aos agricultores formas totalmente novas de enxergarem seus campos e disponibilizando a eles dados e informações para que tomem decisões mais assertivas. “As ferramentas digitais transformaram muitos setores e estamos apenas na superfície da importância delas para a agricultura. Por meio da força de novas ferramentas digitais e análises de dados, podemos aumentar a produtividade e a sustentabilidade dos agricultores”.

Este mês, The Climate Corporation, subsidiária da Bayer, lançou comercialmente na Europa a Climate FieldView™, sua plataforma de agricultura digital* líder do setor. A novidade, que também está disponível nos Estados Unidos, no Canadá e no Brasil, permite que os agricultores coletem e vejam dados de campo com facilidade, analisem e avaliem o desempenho da cultura e gerenciem a variação de suas terras, por meio de planos personalizados de semeadura e fertilidade, para otimizar a produtividade da cultura.

Como parte do compromisso da empresa em ajudar a todos os agricultores a melhorarem a produtividade por meio de ferramentas digitais, a Climate está disponibilizando para os agricultores de pequeno porte na Índia informações agronômicas e orientações pertinentes, por meio do lançamento do piloto do FarmRise™Mobile Farm Care. A empresa tem a intenção de fazer o lançamento completo do FarmRise™ na Índia em 2019, com planos de expansão no futuro para a Ásia, a África e a América do Sul.

Inovação

A plataforma digital da Climate é apenas um exemplo do tipo de inovação que a Bayer busca proporcionar aos agricultores. “Atualmente, temos milhares de colaboradores dedicados à pesquisa e ao desenvolvimento no mundo todo, detentores de grande experiência no mercado em melhoramento, biologia, química e em ciência de dados,” disse Bob Reiter, novo diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da divisão Crop Science. “Sei que a criatividade deles, junto com seu espírito colaborativo e com sua paixão pela descoberta, ajudará a levar soluções sob medida para os agricultores, além de impulsionar o nosso negócio. As grandes inovações sempre acontecem na convergência de várias disciplinas científicas”.

O lançamento do vayego™ em 2019, um inseticida foliar aplicado no solo para uso nas culturas de arroz, milho e horticultura, é uma inovação na proteção de cultivos que oferece aos agricultores uma gama ampla e multifacetada de benefícios para controle de lagartas, bem como alguns besouros e pragas sugadoras.

Os próximos lançamentos trarão variedades de sementes desenvolvidas para afastar as pragas e diminuir trabalho com ferramentas de proteção de cultivo, tornando cada hectare de terra perfeitamente produtivo. Essas inovações incluem grãos de soja de segunda geração e protegidos contra insetos (uma próxima geração da Intacta RR2 PROTM) e um algodão protegido contra percevejo Lygus e tripes. A equipe de P&D de sementes de vegetais também introduzirá mais de 200 novas variedades em 20 culturas, melhorando as opções de produtos para os agricultores globais e os consumidores exigentes de todo o mundo.

Sustentabilidade

No entanto, a inovação sozinha não será suficiente para ajudar o mundo a vencer os desafios do futuro na agricultura. “Para contribuir significativamente para os objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, precisamos garantir que o nosso foco na inovação não diga respeito somente à tecnologia, mas também à inovação social inclusiva e que promova o crescimento verdadeiramente sustentável e holístico para as comunidades no mundo todo”, disse Jesus Madrazo, novo diretor de Assuntos Agrícolas e Sustentabilidade da divisão Crop Science. “Assim, quando penso em sustentabilidade, vejo que se trata de como podemos ajudar os agricultores de pequeno porte na África, assim como os grandes produtores de soja nos EUA ou no Brasil, a protegerem a sanidade e a vitalidade de suas terras e também fazê-las prosperarem para que eles possam passá-las para a próxima geração”, salientou Madrazo.

A empresa destaca também o seu forte compromisso com a transparência. Ao permitir acesso a estudos pertinentes relativos à proteção de cultivos, a Bayer busca explicar o que está por trás do registro de um produto de proteção de cultivos e como a segurança desse produto é testada.

A confiança social no trabalho que realizamos nos permite continuar inovando e acreditamos muito que a transparência é a base na construção dessa confiança, explicou Madrazo.
Para mais informações sobre a visão da Bayer sobre a agricultura moderna, acesse:
www.bayer.com/en/advancing-together.aspx

*Disponível na App Store na França, Alemanha, Ucrânia, Romênia, Itália e Espanha, com mais países em breve.

Com crescimento de mais de 300% de acessos por meio de provedores de internet, Cascavel (PR) recebe 11º ABRINT na Estrada

A 11ª edição do “ABRINT na Estrada”, sediada na cidade de Cascavel (PR), acontece entre 17 e 18 de setembro – com um minicurso do Nic.Br sobre IPv6 e segurança de rede no último dia. O evento, realizado pela Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (ABRINT), tem como objetivo abordar temas relevantes para o mercado de ISPs, além de levar a tecnologia mais perto do pequeno provedor.

A cidade de Cascavel é um exemplo de destaque sobre o papel crucial desempenhado pelos provedores regionais na expansão do acesso à Internet. Segundo dados da Anatel, em 2 anos e meio, houve um aumento de mais de 300% no total de acessos realizados por provedores de internet na cidade: de 2.656 acessos em janeiro de 2015 (o equivalente a 4,6% do market share local em banda larga, enquanto o resto era dividido entre as grandes operadoras) para 11.510 em julho de 2018 (hoje 14,7% do mercado local).

O crescimento dos provedores é ainda mais notável quando o assunto são instalações de fibra óptica: em janeiro de 2017, dos 463 pontos de acesso de fibra declarados na cidade, pouco mais de 10% eram provenientes de provedores. Em julho de 2018, de 8242 pontos, 7312 são responsabilidade dos provedores (ou seja, quase 89%) – também seguindo dados divulgados pela Anatel.

“A importância do evento cresceu tanto que já estamos na 11ª edição. Trazer discussões fundamentais do setor para os pequenos provedores é essencial para melhorar ainda mais a qualidade do serviço prestado por eles. A programação do evento ainda contará com palestras sobre temas como a diferença entre SCM e SVA, a eficiência operacional para provedores FTTH (Fiber to the Home) e as mudanças que a reforma trabalhista traz”, comenta Carlos Ariel Guarisco Ferreira, conselheiro da ABRINT.

Além de temas como SCM e SVA, FTTH e reforma trabalhista, o primeiro dia do evento também contará com palestras sobre segurança e infraestrutura da internet, inteligência de dados na estratégia de crescimento do provedor, regras para o uso de equipamentos homologados e alternativas para uma operação saudável em tempos de escassez de IPv4.

No segundo dia do evento, 18 de setembro, os provedores poderão acompanhar um curso introdutório sobre o IPv6, a versão mais atual do protocolo de internet, que substitui o IPv4, e outro sobre boas práticas de roteamento e segurança para provedores. Os dois temas serão apresentados por Antônio Moreiras, gerente de projetos e desenvolvimento do NIC.br, entidade civil, sem fins lucrativos, que implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

“O iminente esgotamento de endereços devido ao avanço do IPv4, a utilização do IPv6 e as formas de aperfeiçoar a segurança e a resiliência do sistema de roteamento na internet são alguns dos temas que se destacam na programação. Queremos informar os participantes sobre os assuntos mais importantes do setor e esses tópicos não podem ficar de fora”, esclarece Ferreira.

O evento é destinado a todos os provedores regionais associados da ABRINT e não associados. A inscrição pode ser feita através deste link e basta levar 1Kg de alimento não perecível para participar. Toda a arrecadação será doada para uma instituição de caridade local.

“ABRINT na Estrada” – Cascavel (PR)
Datas: 17 e 18 de setembro de 2018
Horário: a partir de 08h (Horário local)
Local: Churrascaria Portal – Espaço Portal, Rodovia BR-277, Km 586, s/n, Cascavel Velho, Cascavel – Paraná
Inscrições: http://credencial.imasters.com.br/abrint-na-estrada-cascavel/inscricao

Ponta Grossa se prepara para receber Centro de Inovação

Governo e empresários de Ponta Grossa foram apresentados ao projeto do futuro Centro de Inovação-CI da cidade paranaense, com instalação prevista para dezembro deste ano. A construção e instalação do Centro de Inovação é desdobramento de um projeto anterior, elaborado pela Fundação CERTI, de Santa Catarina, no qual foi elaborado um estudo do grau de maturidade do ecossistema de inovação regional e elencados projetos estruturantes necessários para consolidá-lo.

Em 2017, a CERTI, em parceria com o Sebrae/PR e Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, realizou encontros com lideranças municipais para discutir, de forma participativa, os rumos a serem tomados para o desenvolvimento da cidade. Empresários, representantes do governo, da academia e da sociedade civil organizada participaram de workshops de planejamento e rodas de discussões. Como resultado, foram priorizados três projetos estruturantes para a consolidação de um ecossistema de inovação local. O CI de Ponta Grossa é um dos projetos propostos no desenvolvimento planejado.

Ambiente de integração

A apresentação foi realizada final de agosto por representantes do Centro de Empreendedorismo Inovador da CERTI — a gerente de projetos, Eliza Coral, o especialista em inovação, Renan Hubert e a especialista em modelagem jurídica, Greice Cunha. A equipe da CERTI levou ao público a primeira etapa do projeto, que compreende o conceito do Centro de Inovação, serviços que serão oferecidos, modelo de negócios e de operação. A segunda parte do projeto ainda contemplará a análise de sustentabilidade e projeto arquitetônico.

O empreendimento será construído no espaço do antigo Mercado Público Municipal, ocupando uma área de 800 m2 e abrigará novos empreendedores, grandes empresas que querem inovar, investidores e demais transformadores da inovação local. O CI irá atuar em quatro pilares: a inovação, o desenvolvimento empresarial, o acesso a capital e a inovação corporativa. Na apresentação aos gestores, Coral falou sobre a importância da integração entre os atores de um ecossistema de inovação — empresas de grande, médio e pequeno porte, universidades, instituições de apoio, poder público, incubadoras e institutos de pesquisa.

Envolvimento necessário

“Empresários estão convencidos de que o caminho do crescimento é a inovação, e não é possível para uma empresa realizar tudo sozinha”, afirmou a gerente de projetos, destacando quão oportuna é a elaboração do CI para o município de Ponta Grossa. “O Centro será um espaço para que o empresário leve seus problemas e, de forma integrada, encontre uma solução com a colaboração dos demais atores do ecossistema”. Para o secretário municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional de Ponta Grossa, Paulo Henrique Carbonare, o poder público tem claro os benefícios que o empreendimento pode agregar ao município, mas para o sucesso do projeto, deve haver envolvimento total da inciativa privada.

Para o gerente regional Sebrae/PR, Joel Franzim Junior, a construção do Centro de Inovação de Ponta Grossa não vem apenas como uma evolução local, mas como empreendimento que beneficiará empresas de toda a região. Franzim acredita que muitos negócios inovadores agora terão um ambiente propício para se desenvolver e destaca que o CI “possibilitará a integração entre empresários, professores e desenvolvedores, com a instalação de incubadoras e programas de aceleração”.

7 Mitos da Segurança Cibernética

O computador fica mais lento quando tem vírus? Malwares afetam um sistema operacional mais do que o outro? Para responder à essas e outras perguntas que circulam por aí, a ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, preparou uma lista desmistificando algumas das principais lendas da segurança digital.

Atualizações automáticas prejudicam o desempenho do meu aparelho

Antigamente, realmente era possível que um sistema ficasse lento ao ser atualizado, ou mesmo que o computador travasse. No entanto, este inconveniente foi ficando no passado e hoje os updates ajudam o usuário a manter seu computador seguro e funcionando normalmente. Estas atualizações geralmente corrigem possíveis falhas do sistema, que deixariam o dispositivo vulnerável, isso vale para celulares, PCs e outros.

Os vírus deixam meu dispositivo lento ou danificado

Mais uma lenda fundamentada em informações do passado, quando as infecções causavam lentidão nos sistemas. Atualmente, os malwares buscam mostrar propagandas ou conseguir dados sigilosos dos usuários. Para conseguir isso, muitas vezes, o invasor não deseja que seu vírus seja notado, portanto, as ameaças são desenvolvidas para passarem despercebidas, provocando o mínimo de mudanças possível. Já nos dispositivos móveis, ter um vírus instalado pode fazer com que a bateria acabe mais rápido, mas dificilmente o aparelho será danificado, já que ninguém ganha nada com isso.

Não tenho nada que interesse a um cibercriminoso

É bastante comum as pessoas acharem que somente famosos sofrem vazamentos de informações ou roubo de dados sigilosos, pois são pessoas que despertam a curiosidade da população e, geralmente, possuem boa condição financeira. No entanto, o mais comum são pessoas desconhecidas sofrerem com malwares, roubo ou vazamento de dados, já que o acesso a dados simples como nome e número de CPF são suficientes para que um criminoso faça um empréstimo em nome da vítima, por exemplo. Um dado que comprova isso é que o Brasil é um dos países mais atingidos por golpes no Whatsapp na América Latina.

Se recebi a mensagem de um amigo, não é golpe

Mesmo ao receber uma informação de alguém conhecido, o link pode ser uma ameaça. Muitas vezes, as pessoas compartilham informações sem verificar a fonte e, com isso, podem propagar notícias falsas, que o manterão desinformado, ou mesmo algo mais perigoso. Em um ataque de phishing, por exemplo, as pessoas são levadas a uma página falsa, na qual serão incentivadas a compartilhar dados pessoais, como nome completo, e-mail, telefone e até dados bancários em troca de prêmios, brindes ou resgate de dinheiro.

Malwares atacam somente Windows

Este é mais um mito das antigas. Ele existe pelo fato de que até alguns anos atrás, o Windows era o sistema operacional mais utilizado, portanto, os atacantes virtuais desenvolviam muitas ameaças para essa plataforma. No entanto, atualmente, outros sistemas muito utilizados possuem diversas ameaças detectadas. De acordo com pesquisa da ESET, no primeiro semestre de 2018, o Android teve um total de 322 falhas de segurança, sendo que 23% delas foram críticas. Enquanto isso, o iOS, foi teve 122 vulnerabilidades detectadas, sendo 12% delas críticas.

Posso instalar um vírus assistindo vídeos?

Muitas mensagens circulam por aí alertando sobre um vídeo que estaria espalhando vírus. Porém, hoje em dia, a maioria dos vídeos são hospedados em plataformas como YouTube e Vimeo e não representam riscos se assistidos diretamente de lá. Porém, se o vídeo tiver que ser baixado no computador ou celular, aí sim a ameaça pode existir. Vale ficar de olho no formato do arquivo para saber se de fato é um vídeo, já que o arquivo pode ser um trojan ou possuir extensão dupla, contendo código malicioso, deve-se ter em mente que isso não ocorre somente com vídeo, pode ocorrer com uma foto ou mesmo com aplicativos relacionados. Extensões como .mp4, .mov, .avi e .wmv são as mais comuns para vídeos.

Posso ter meu celular clonado apenas por atender uma ligação?

Outra mensagem comum é o alerta para não atender à ligações de um determinado número, pois seu celular será clonado. Trata-se de mais um boato, talvez um dos mais antigos que circulam desde a popularização dos aparelhos móveis. A ESET esclarece que a clonagem de um número é sim possível por meio de outras formas mais complexas, mas não ao simplesmente atender uma ligação.

“Para aproveitar a internet com segurança, é necessário que o usuário se livre de antigas crenças e se conscientize da melhor maneira de proteger seus dispositivos contra malwares, phishings e outras ameaças. O melhor caminho é sempre o bom senso na hora de navegar, evitando o preenchimento de informações em sites desconhecidos, e possuir um antivírus robusto instalado, para melhorar a proteção contra as principais ameaças que qualquer dispositivo pode enfrentar”, aconselha Camillo Di Jorge, country manager da ESET no Brasil.

Para mais informações, acesse: http://www.welivesecurity.com/br/

Plataforma promete dificultar fraudes em Laboratórios Agropecuários

Os Auditores Fiscais Federais Agropecuários comemoram essa semana a aprovação de uma plataforma com dispositivos conectados em uma rede local, o Hub Laboratorial. O termo Hub é utilizado em tecnologia para descrever o recurso que facilita o gerenciamento em um sistema centralizado. A ação é uma resposta a Operação Trapaça, deflagrada em março, relacionada à fraude na emissão de resultados de análises laboratoriais.

A Secretaria de defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (SDA/ Mapa) vinha desenvolvendo sistemas em blocos para modernização e reorganização nas fiscalizações. “Com o Hub Laboratorial as informações geradas nas coletas e os respectivos resultados possibilitam ações mais integradas, sem desvio de finalidade. A ferramenta e a automação servirão de base para planejamento de ações, o controle e a auditoria à longo prazo. Além de uma radiografia da produção das empresas”, diz o auditor fiscal federal agropecuário e coordenador geral de Laboratórios Agropecuários, Rodrigo Nazareno.

As análises, hoje, são realizadas com a coleta de amostras pelos fiscais em campo, preenchimento de dados à mão, enviadas para os Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagros) e redigitados. Esse caminho possibilita distorções, perdas de informações e agilidade dos relatórios. “Em suas atividades, o auditor se depara com mais de 60 sistemas instalados no Mapa. Muitos não conversam entre si, dificultando a análise de informações. O Hub vem justamente no sentido de reduzir essa dificuldade e começa em uma área que relaciona com todas as demais da SDA, a área laboratorial”, conta o presidente do Anffa Sindical, Maurício Porto.

A plataforma irá rastrear as amostras desde a coleta na propriedade até o resultado final da análise para garantir a qualidade dos produtos e a segurança alimentar. “No passado tivemos casos em que um mesmo universo de amostragem deu uma diferença grande entre os Laboratórios Credenciados e os Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagros), isso tende a acabar”, reitera Nazareno.

As crises geradas no setor de proteína animal após a denúncia de auditores fiscais do MAPA na Operação Carne Fraca, tanto como em seu desdobramento, a Operação Trapaça, determinaram a urgência de modernização na gestão e controle desses dados, principalmente depois que vários países reforçaram as exigências para a importação do produto brasileiro.

O sistema estará funcionando até o fim do ano e implantado inicialmente no setor de avicultura, posteriormente nas análises de outros produtores de carne. Parte da motivação na agilidade passa também por um processo de mudanças significativas na SDA para o cumprimento de metas e avanços na implantação de programas financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

eSocial: confira as principais dúvidas das companhias no preenchimento das informações

Todas as empresas com operações no Brasil, independentemente do tamanho, deverão enviar seus dados e as relativas dos seus colaboradores ao governo por meio do eSocial. Desde o início desse ano, a obrigatoriedade tem sido implantada por fases, de acordo com o faturamento ou o tipo das organizações.

O novo sistema, contudo, tem provocado muitas dúvidas no empresariado, que ainda não se sente totalmente seguro e preparado para a adesão.

“Tanto o empresariado quanto os escritórios de contabilidade que farão as entregas têm responsabilidade na apresentação das informações ao governo. Sabemos, contudo, que isso faz parte de um processo e a Sage está aqui para oferecer todo apoio necessário para auxiliar nossos clientes”, afirma Elton Donato, VP da Unidade de Negócios de Contadores da Sage no Brasil.

A multinacional britânica líder em software de gestão para pequenas e médias empresas, identificou as principais dúvidas no que diz respeito ao preenchimento dos eventos de entrega. Confira quais são elas a seguir.

1. Qual é o prazo de implantação do eSocial?

O prazo de início de entrega dos eventos do eSocial para as empresas do 2º grupo, que compreendem as companhias cujo faturamento no ano de 2016 é igual ou inferior a 78 milhões, incluindo as microempresas e empresas de pequeno porte e também o MEI com empregados foi realizado em 16/07/2018.

Entretanto, o Comitê Gestor do eSocial concedeu à microempresa, à empresa de pequeno porte e ao microempreendedor individual (MEI), a opção de enviar os eventos relativos à 1ª e 2ª fase, juntamente com os eventos relativos à 3ª fase, portanto, de forma cumulativa em 01/11/2018.

2. Empresas sem movimento precisam entregar o eSocial?

Sim. Entretanto, a situação “Sem Movimento” só ocorrerá quando não houver informação a ser enviada para o grupo de eventos periódicos (S-1200 a S-1280 para a empresa toda).

Neste caso, a companhia enviará o evento S-1299- “Fechamento dos Eventos Periódicos” como sem movimento na primeira competência do ano em que esta situação ocorrer. Caso a situação sem movimento da empresa persista nos anos seguintes, este procedimento deverá ser repetido na competência janeiro de cada ano.

3. Qual modelo de certificado é aceito pelo eSocial?

Os certificados A1 e A3 são aceitos, contudo, o A1 apresenta mais estabilidade para os usuários, já que o A3 necessita de leitura do cartão e da senha em diversos momentos, tornando o processo moroso.

4. Qual é a multa por não entregar o eSocial?

Não há multa expressa pela não entrega do eSocial.

5. Por quais motivos posso ser multado no eSocial?

As multas a serem aplicadas serão as estabelecidas na Consolidação das Leis do Trabalho, na legislação esparsa e na legislação previdenciária. Por exemplo: admissão em atraso, não comunicação de CAT, etc.

6. Empresas do Simples Nacional são obrigadas a preencher o RAT mesmo não utilizando na SEFIP?

Sim. Estas informações são necessárias para cálculo de contribuições, quando devidas, e também para o cadastro dos órgãos de fiscalização. Assim, mesmo as empresas optantes do Simples Nacional com tributação substituída e as empresas imunes de contribuição previdenciária devem identificar o CNAE preponderante, informar a alíquota RAT conforme o CNAE e o FAP publicado pela Secretaria da Previdência Social. Neste caso, a correta informação da classificação tributária impedirá que seja calculada a contribuição previdenciária para acidente de trabalho.

7. É preciso cadastrar o horário contratual para os funcionários que não batem ponto?

Sim. Mesmo que o colaborador não registre ponto, o eSocial precisa saber qual é o seu horário contratual.

8. Qual evento representa o aviso de férias para o eSocial?

Não existe evento referente ao aviso de férias no eSocial. A empresa informa ao sistema o afastamento, justificando a ausência do funcionário na empresa durante esse período.

9. Com o eSocial não será necessário comprar e controlar o livro de registro?

O eSocial irá armazenar todos os dados do funcionário e será o banco de dados utilizado pelos fiscais do trabalho. Entretanto, o livro de registro continuará obrigatório até o Ministério do Trabalho determinar a data a partir da qual o eSocial substituirá tal obrigação.

10. Divergência de nomes podem prejudicar o envio de informações ao eSocial?

Sim, pois uma das premissas para o envio de informações e recolhimento das obrigações por meio do eSocial é a consistência dos dados cadastrais enviados pelo empregador relativo aos trabalhadores a seu serviço. Esses dados são confrontados com a base do eSocial, sendo validados na base do CPF (nome, data de nascimento e CPF) e do CNIS – Cadastro Nacional de Informações Sociais (data de nascimento, CPF e NIS). Ou seja, uma divergência significativa no nome existente impossibilitará o envio das informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias, bem como o recolhimento dos valores devidos.

A empresa Associação Mais Saúde Santa Casa, do interior de São Paulo, decidiu não esperar até novembro para entregar a primeira fase do eSocial. Com a ajuda da Sage Solução eSocial, plataforma criada pela Sage para auxiliar no preenchimento das informações, a organização de 55 funcionários optou por já começar agora, sendo a primeira entrega, referente a carga inicial de dados finalizada em agosto.

“A solução é prática e fácil de usar, conseguimos entender passo a passo o que é o eSocial, cada fase e como você deve fazer para enviar as informações através do sistema de folha de pagamento, sem erros”, afirma Ana Claudia Diogo, analista de recursos humanos da Associação Mais Saúde Santa Casa.

A Sage Solução eSocial foi lançada com o objetivo de ajudar as empresas no envio das informações – explicando passo a passo e solucionando dúvidas por meio de vídeos e sessões diárias de plantões tira dúvidas no formato de perguntas e respostas.

No link abaixo, você poderá acessar o conteúdo do webinar sobre eSocial realizado pela Sage, com o auditor-fiscal do Ministério do Trabalho, Dr. José Alberto Maia, no início de agosto.

https://www.eventials.com/SAGE/esocial-saiba-como-implementar-com-seguranca-2/

A Sage também disponibilizou uma playlist de vídeos no Youtube contendo pequenos vídeos com instruções sobre erros retornados pelo eSocial, dúvidas com relação ao preenchimento e informações trabalhistas.
https://www.youtube.com/watch?v=_YuvBOmFI0c&list=PLUY1YSKg-taFAVwzt6l6FmjTAbPrjgnGg

Startup apresenta plataforma de transparência no 6º Congresso Paranaense de Cidades Digitais

A 1Doc, startup de Florianópolis, por meio do seu fundador, Jéferson de Castilhos, apresentará no 6º Congresso Paranaense de Cidades Digitais a sua solução que oferece transparência para a população nas demandas municipais, além de reduzir custo com a papelada gerada pelas gestões municipais. O evento acontece nos dias 13 e 14 de setembro na cidade de Ponta Grossa (PR).

Na oportunidade, o sócio-fundador da 1Doc apresentará ao público a importância da tecnologia que visa ao aumento da transparência e à redução de custo público. Castilhos mostrará como o cidadão pode ter comunicação direta via internet com a prefeitura do seu município para a resolução de problemas da cidade a partir do uso da tecnologia. A iniciativa é promovida pela Rede Cidade Digital (RCD) e visa auxiliar o planejamento municipal e aproximação com o mercado fornecedor de tecnologias capazes de impulsionar o desenvolvimento socioeconômico A 1Doc é uma das patrocinadoras do evento.

As inscrições no evento são gratuitas, limitadas e devem ser feitas pelos gestores municipais no site http://congresso.redecidadedigital.com.br/. A programação é aberta ao público.