O que fazer para preparar o sucessor da empresa

Um dos grandes desafios para a longevidade das empresas familiares brasileiras, a sucessão do comando do negócio ainda é pouco discutida no meio corporativo. Para Tiago Melo, consultor e assessor do mercado financeiro especializado em sucessão empresarial e proteção patrimonial, preparar os herdeiros não é algo simples de fazer, mas se bem avaliado entre os sócios, podem garantir a continuidade do negócio.

“Preparar herdeiros para a sucessão não é algo muito simples. Tem que ser avaliado entre os sócios, qual é a ligação direta com seus herdeiros naturais. Eles são maiores de idade? Se são, já é um caminho. Segundo: será que eles estão dispostos a participaram da forma efetiva como o dono do negócio começou tudo está? Será que eles vão ter a mesma vontade? Porque acontece muito hoje, em muitas famílias, é que os filhos não querem assumir os negócios dos pais. Então nós temos outro problema.”

Tiago explica que, se o herdeiro tem vontade e idade para participar do negócio da família, a grande questão passa a ser se ele tem preparo intelectual, técnico e conhecimento de mercado, porque isso demandará certo tempo para ser construído. “O fundador da empresa familiar tem que pensar esse seu herdeiro – na maioridade ou na casa dos 16 anos para cima – e ir preparando ele aos poucos, para que ele assuma o cargo de presidência de uma companhia, o posto daquela pessoa que fundou o negócio”.

Essa preparação é um processo que não ocorre rapidamente, mas demora anos para que o sucessor tenha expertise e o feeling necessário para a tomada de decisão no mundo dos negócios. Tiago Melo explica que é preciso que o herdeiro da empresa se inteire de todas as área do negócio como o dono faz, ou do contrário, deve-se buscar alternativas.

“Se isso não acontece, o fundador da empresa tem que pensar no seu planejamento sucessório em buscar pessoas fora desse mercado e estar preparando para que essa pessoa trabalhe em prol da família”, comenta o consultor, que fala de uma necessidade no planejamento sucessório: contar com uma apólice de seguro de vida sucessória, para que as partes envolvidas, a empresa e a família, não tenham a situação dificultada.

“A apólice garante que, na ausência do fundador do negócio, por qualquer motivo, os proventos da empresa tenham dois caminhos: a de liberar uma receita para a família do sócio que se ausentou e que a empresa tenha capital suficiente para buscar um talento no mercado a peso de ouro, para que possa trabalhar como o fundador trabalhou”, finaliza.

4 maiores erros que impedem o sucesso de um coworking

Busy office workers

O ambiente de trabalho compartilhado é uma realidade no Brasil, e ganha cada vez mais força. Segundo o Censo Coworking Brasil 2018, o país já conta com 1.194 espaços compartilhados, de 50 a 5 mil metros quadrados, totalizando 88 mil estações de trabalhos e gerando 7 mil empregos diretos.

O conceito de que esses espaços atendem apenas profissionais liberais, que alugam estações de trabalho por hora para realizar um projeto ou atender um cliente, também vem mudando. “Hoje empresas estão cada vez mais aderindo a esse tipo de espaço, através da locação mensal, que é uma opção mais barata para alocar equipes”, explica a especialista Bruna Lofego, que também é CEO da rede CWK Coworking.

Abrir um coworking vem sendo também uma alternativa para donos imóveis comerciais que estão com o espaço vazio, segundo Bruna. “Os escritórios compartilhados são tendência e continuarão em ascensão, por isso são uma oportunidade de ouro para quem tem um imóvel ocioso e quer lucrar, tanto agora quanto nos próximos anos”, diz.

No entanto, a especialista ressalta que, assim como qualquer outro negócio, a abertura de um coworking deve ser muito bem estruturada e planejada para o empreendimento atingir o sucesso. Confira os quatro maiores erros cometidos por empresários que podem impedir o sucesso de um coworking, de acordo com a especialista:

Falta de um plano de negócio

Antes de abrir uma empresa é preciso fazer um plano de negócio estruturado para mapear os possíveis clientes e fazer uma análise do mercado na cidade ou região em questão, verificando se essa tendência já chegou até aquele estado e se há uma grande quantidade de profissionais que frequentariam o espaço compartilhado.

“Feito esse levantamento, é preciso definir os objetivos e o foco da empresa, para identificar quais serão os diferenciais competitivos para atrair os clientes. Será o valor? A estrutura? A localização? Salas especiais para empresas? Estações de trabalho voltadas para profissionais liberais? Tudo isso deve estar bem mapeado no plano de negócio, para que o empreendedor saiba como divulgar o seu coworking e atrair a clientela”, explica a CEO da CWK Coworking.

Descontrole no fluxo de caixa

No início, o investimento poderá ser um pouco alto, e é bem provável que o empreendedor passe alguns meses operando sem atingir resultados interessantes.

“O principal ponto nesse momento é ter controle do fluxo de caixa até conquistar clientes para chegar ao ponto de equilíbrio. Por isso, é fundamental descrever a origem (fontes) e o destino (usos) dos recursos financeiros do empreendimento, para ter uma visão precisa do movimento do seu caixa. O descontrole pode fazer o negócio naufragar”, orienta Bruna.

Segundo ela, após se estabilizar no mercado e conseguir uma boa clientela, a expectativa é que o faturamento do negócio médio cresça mensalmente. “Afinal, os gastos com funcionários serão poucos, já que um coworking pode operar com equipe enxuta, com uma recepcionista, uma secretária, uma copeira e uma pessoa para cuidar da limpeza”, diz.

Falha na prestação do serviço

A prestação de serviço nos espaços compartilhados é uma das grandes propagandas do local, além do preço. “Se um profissional locar um espaço e contar com serviços de qualidade, certamente o alugará de novo e o recomendará para os seus conhecidos”.

Por isso, é fundamental ter internet dedicada e uma linha telefônica de qualidade, além de equipamentos como TV, sistema de videoconferência, tela de projeção, monitor, projetor, entre outros. “Cada detalhe é importante no coworking, desde salas de reunião modernas e bem equipadas, até banheiros sempre limpos, máquina de café, e outros mimos que deixem o cliente confortável”, ensina Bruna.

“Qualquer falha na prestação de serviço pode gerar propaganda negativa para o coworking e, consequentemente, diminuir o número de clientes Afinal, ninguém quer trabalhar em um local com equipamentos arcaicos, e que não é bem cuidado”, comenta.

Equipe operacional despreparada

A maioria dos profissionais e empresas que opta por trabalhar em espaços compartilhados busca um local estruturado e com bom custo-benefício para baratear a operação. “Por isso, é fundamental que a equipe à frente do coworking esteja capacitada para atender ao público diversificado que ocupará o local”, explica Bruna.

“A recepcionista e a copeira, por exemplo, devem executar o serviço com excelência já que serão o ‘cartão de visita’ do local. Elas precisam estar bem treinadas para atender bem o cliente. Se o prédio contar com um serviço de estacionamento, a empresa prestadora de serviço também deve ter um bom nível de qualidade operacional”, finaliza a especialista.

Empreendimento comercial da A.Yoshii se destaca na paisagem urbana de Londrina

O empreendimento Atsushi Yoshii Tower, lançado oficialmente pela A.Yoshii Engenharia no dia 18 de setembro, é moderno em toda a sua concepção. Aliada à localização estratégica na Gleba Palhano, em Londrina, está a torre linearmente paralela à avenida Madre Leonia Milito, esquina com a Rua Antônio Pisicchio. O posicionamento permitiu direcionar luz natural aos ambientes sem os efeitos da insolação direta, com visual único também a partir de seu interior por meio da utilização de painéis envidraçados na composição da fachada.

Esses e outros diferenciais fizeram com que 90% das salas comerciais e lojas fossem comercializadas ainda durante a pré-venda, iniciada em junho deste ano. “Isso evidencia a alta demanda do mercado por espaços na região, valorizada pela mobilidade do seu entorno e crescente taxa de consumo. A intensa procura mostra que empresários e profissionais liberais estão aliando localização com modernidade e tecnologia para posicionar e alavancar negócios”, afirmou Leonardo Yoshii, presidente do Grupo A.Yoshii.

Com uma arquitetura original e contemporânea o edifício se projeta na paisagem urbana integrando-se com todo seu entorno. A eficiência no uso de luz natural minimiza a necessidade de climatização a partir da própria orientação solar da torre que tem a face envidraçada voltada para o sul.

O projeto buscou eficientes circulações verticais e horizontais e um sistema construtivo com planta modulada a fim de dar flexibilidade de dimensões e usos. “Módulos isolados ou integrados atendem a uma gama muito grande de atividades profissionais que, além dos espaços internos, precisam de bom endereço em edifício moderno, com circulações amplas, fácil acessibilidade, vagas de garagem para usuários, além de outros itens de conforto”, ressalta José Carlos Spagnuolo, arquiteto responsável.

O edifício terá cisternas para acumulação de águas pluviais para uso de manutenção e será erguido a partir de um sistema construtivo que permite menores perdas e pouco impacto ao meio ambiente. O empreendimento será construído em um terreno de 4,5 mil m2 com 26 pavimentos e salas modulares de 38 m2 e 49 m2 que podem ser ampliadas, além de sala de reunião e auditório para atendimento dos condôminos, com todos os ambientes entregues equipados e decorados.

Em infraestrutura, o empreendimento foi pautado para oferecer o máximo de eficiência. São cinco pavimentos de garagem, sistema de segurança com circuito de monitoramento por câmeras e controle de acesso por catracas, sistema de energia com proteção completa contra incêndio, estrutura para ar-condicionado e laje técnica com acesso facilitado à manutenção.

“A Gleba Palhano mudou o eixo empresarial de Londrina e oferece hoje uma localização estratégica para os profissionais de diferentes segmentos da economia que buscam estrutura moderna e bem posicionada. Ao mesmo tempo, evidencia a força do segmento empresarial da região que está ampliando ou investindo em novos negócios. Estamos conectados com o desejo desse mercado em apostar em novos ambientes corporativos que unam qualidade e potencialidade de projeção profissional”, avalia Leonardo Yoshii, presidente do Grupo A.Yoshii.

O nome do empreendimento, uma homenagem ao fundador da construtora, Atsushi Yoshii, também tem forte relação com o seu posicionamento. “O Atsushi Yoshii Tower traz o legado de um líder na construção civil de Londrina que teve e tem forte influência no desenvolvimento econômico da cidade. A sua reputação e visão empreendedora se funde à imagem do empreendimento que se posiciona como referência para o desenvolvimento e projeção de mais negócios que estimulem a nossa economia”, destacou.

Salas decoradas

A iluminação natural proporcionada por amplas janelas que compõem o projeto arquitetônico do empreendimento é vista pela arquiteta Juliana Meda, responsável pelas duas salas decoradas no showroom da A.Yoshii, como um grande diferencial para quem irá utilizar os espaços do empreendimento. “O conforto visual trazido pela amplitude das janelas faz com que o trabalho flua melhor e garante chegarmos mais descansados ao final do dia”, afirmou.

Segundo ela, a tendência em decoração é utilizar mobiliários e acabamento leves, o que vai proporcionar amplitude de espaço físico e maior funcionalidade para o dia a dia. “Optamos por uma linha mais europeia, mais delicada e com acabamentos mais finos na decoração. Tudo muito contemporâneo e criativo. A arquitetura e a decoração transferem para o ambiente estímulos como segurança e valorização do profissional e dos negócios que acontecem nesses espaços. A decoração no Atsushi Yoshii Tower comunica confiança e modernidade”, destacou.

As salas decoradas podem ser visitadas no showroom da A.Yoshii em Londrina todos os dias, incluindo finais de semana e feriados, das 9 e 18 horas. O empreendimento será entregue em maio de 2022.

eSocial: confira as principais dúvidas das companhias no preenchimento das informações

Todas as empresas com operações no Brasil, independentemente do tamanho, deverão enviar seus dados e as relativas dos seus colaboradores ao governo por meio do eSocial. Desde o início desse ano, a obrigatoriedade tem sido implantada por fases, de acordo com o faturamento ou o tipo das organizações.

O novo sistema, contudo, tem provocado muitas dúvidas no empresariado, que ainda não se sente totalmente seguro e preparado para a adesão.

“Tanto o empresariado quanto os escritórios de contabilidade que farão as entregas têm responsabilidade na apresentação das informações ao governo. Sabemos, contudo, que isso faz parte de um processo e a Sage está aqui para oferecer todo apoio necessário para auxiliar nossos clientes”, afirma Elton Donato, VP da Unidade de Negócios de Contadores da Sage no Brasil.

A multinacional britânica líder em software de gestão para pequenas e médias empresas, identificou as principais dúvidas no que diz respeito ao preenchimento dos eventos de entrega. Confira quais são elas a seguir.

1. Qual é o prazo de implantação do eSocial?

O prazo de início de entrega dos eventos do eSocial para as empresas do 2º grupo, que compreendem as companhias cujo faturamento no ano de 2016 é igual ou inferior a 78 milhões, incluindo as microempresas e empresas de pequeno porte e também o MEI com empregados foi realizado em 16/07/2018.

Entretanto, o Comitê Gestor do eSocial concedeu à microempresa, à empresa de pequeno porte e ao microempreendedor individual (MEI), a opção de enviar os eventos relativos à 1ª e 2ª fase, juntamente com os eventos relativos à 3ª fase, portanto, de forma cumulativa em 01/11/2018.

2. Empresas sem movimento precisam entregar o eSocial?

Sim. Entretanto, a situação “Sem Movimento” só ocorrerá quando não houver informação a ser enviada para o grupo de eventos periódicos (S-1200 a S-1280 para a empresa toda).

Neste caso, a companhia enviará o evento S-1299- “Fechamento dos Eventos Periódicos” como sem movimento na primeira competência do ano em que esta situação ocorrer. Caso a situação sem movimento da empresa persista nos anos seguintes, este procedimento deverá ser repetido na competência janeiro de cada ano.

3. Qual modelo de certificado é aceito pelo eSocial?

Os certificados A1 e A3 são aceitos, contudo, o A1 apresenta mais estabilidade para os usuários, já que o A3 necessita de leitura do cartão e da senha em diversos momentos, tornando o processo moroso.

4. Qual é a multa por não entregar o eSocial?

Não há multa expressa pela não entrega do eSocial.

5. Por quais motivos posso ser multado no eSocial?

As multas a serem aplicadas serão as estabelecidas na Consolidação das Leis do Trabalho, na legislação esparsa e na legislação previdenciária. Por exemplo: admissão em atraso, não comunicação de CAT, etc.

6. Empresas do Simples Nacional são obrigadas a preencher o RAT mesmo não utilizando na SEFIP?

Sim. Estas informações são necessárias para cálculo de contribuições, quando devidas, e também para o cadastro dos órgãos de fiscalização. Assim, mesmo as empresas optantes do Simples Nacional com tributação substituída e as empresas imunes de contribuição previdenciária devem identificar o CNAE preponderante, informar a alíquota RAT conforme o CNAE e o FAP publicado pela Secretaria da Previdência Social. Neste caso, a correta informação da classificação tributária impedirá que seja calculada a contribuição previdenciária para acidente de trabalho.

7. É preciso cadastrar o horário contratual para os funcionários que não batem ponto?

Sim. Mesmo que o colaborador não registre ponto, o eSocial precisa saber qual é o seu horário contratual.

8. Qual evento representa o aviso de férias para o eSocial?

Não existe evento referente ao aviso de férias no eSocial. A empresa informa ao sistema o afastamento, justificando a ausência do funcionário na empresa durante esse período.

9. Com o eSocial não será necessário comprar e controlar o livro de registro?

O eSocial irá armazenar todos os dados do funcionário e será o banco de dados utilizado pelos fiscais do trabalho. Entretanto, o livro de registro continuará obrigatório até o Ministério do Trabalho determinar a data a partir da qual o eSocial substituirá tal obrigação.

10. Divergência de nomes podem prejudicar o envio de informações ao eSocial?

Sim, pois uma das premissas para o envio de informações e recolhimento das obrigações por meio do eSocial é a consistência dos dados cadastrais enviados pelo empregador relativo aos trabalhadores a seu serviço. Esses dados são confrontados com a base do eSocial, sendo validados na base do CPF (nome, data de nascimento e CPF) e do CNIS – Cadastro Nacional de Informações Sociais (data de nascimento, CPF e NIS). Ou seja, uma divergência significativa no nome existente impossibilitará o envio das informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias, bem como o recolhimento dos valores devidos.

A empresa Associação Mais Saúde Santa Casa, do interior de São Paulo, decidiu não esperar até novembro para entregar a primeira fase do eSocial. Com a ajuda da Sage Solução eSocial, plataforma criada pela Sage para auxiliar no preenchimento das informações, a organização de 55 funcionários optou por já começar agora, sendo a primeira entrega, referente a carga inicial de dados finalizada em agosto.

“A solução é prática e fácil de usar, conseguimos entender passo a passo o que é o eSocial, cada fase e como você deve fazer para enviar as informações através do sistema de folha de pagamento, sem erros”, afirma Ana Claudia Diogo, analista de recursos humanos da Associação Mais Saúde Santa Casa.

A Sage Solução eSocial foi lançada com o objetivo de ajudar as empresas no envio das informações – explicando passo a passo e solucionando dúvidas por meio de vídeos e sessões diárias de plantões tira dúvidas no formato de perguntas e respostas.

No link abaixo, você poderá acessar o conteúdo do webinar sobre eSocial realizado pela Sage, com o auditor-fiscal do Ministério do Trabalho, Dr. José Alberto Maia, no início de agosto.

https://www.eventials.com/SAGE/esocial-saiba-como-implementar-com-seguranca-2/

A Sage também disponibilizou uma playlist de vídeos no Youtube contendo pequenos vídeos com instruções sobre erros retornados pelo eSocial, dúvidas com relação ao preenchimento e informações trabalhistas.
https://www.youtube.com/watch?v=_YuvBOmFI0c&list=PLUY1YSKg-taFAVwzt6l6FmjTAbPrjgnGg

A importância do compliance e os reflexos no mercado brasileiro

Por Juliana Oliveira Nascimento

A instituição de um programa de compliance nunca foi tão discutida como nesses últimos anos no Brasil, vindo ao encontro das surpreendentes revelações advindas das investigações e dos casos de corrupção apresentados no panorama brasileiro. Diante desses fatos, pode-se evidenciar como as organizações envolvidas nos escândalos sofreram consequências diretas na reputação, além de perdas financeiras, de negócios e de valor no mercado. Sim, a reputação. Muito valiosa e, quando atingida, reflete diretamente a imagem e o nome da empresa. Logo, ocasionando uma repercussão que, dependendo do caso e do impacto, fazem com que algumas companhias cheguem a cogitar a alteração do seu nome, de tão marcada negativamente que ficou perante o mercado brasileiro e global.

Imediatamente, essas circunstâncias demonstram a realidade da corrupção que não se pode e não se deve mais ocultar. Os fatos divulgados na imprensa têm levado muitas empresas a compreender a seriedade de mais controle dos seus atos, o que engloba também os seus stakeholders. As instituições passaram a notar como imprescindível atuarem com proeminência da ética, comprometimento da alta direção e a consolidação da cultura corporativa em prol do compliance – sendo relevante, neste sentido, o fortalecimento da Governança Corporativa e a criação de programas de conformidade, fundados sob a perspectiva do planejamento estratégico da organização.

Além disso, cabe salientar que o compliance deve ser aplicado de forma efetiva e não somente um programa existente para outros verem – uma vez que compliance que não é real, não é compliance. Nessa conjuntura, o programa de integridade deve estar pautado em prevenção de riscos de fraude e corrupção, mas, também, na adequação das corporações às questões legais e regulatórias, específicas ao setor no qual atua. Muitos entendem que o investimento é elevado; todavia, não se pode deixar de lado que o comprometimento das empresas trazem muitos benefícios vindouros à própria companhia e ao país – que hoje se encontra, ainda, desacreditado pelos investidores.

A perda de confiabilidade do Brasil foi corroborada com o rebaixamento das notas de crédito pelas três agências de risco que possuem maior visibilidade no mundo. Primeiramente, pela agência Standard & Poor’s, em seguida pela agência Fitch Ratings, e depois pela Moody’s, um marco no retrocesso da economia brasileira. Diante disso, se evidencia que uma das causas desse decréscimo econômico deu-se pela instabilidade econômica e política brasileira decorrentes da corrupção confirmada na maior investigação em curso: a Operação Lava Jato.

O Brasil é um país com imensa possibilidade de crescimento, mas a corrupção é um anacronismo, visto que impacta diretamente no desenvolvimento econômico, afeta a justiça social, bem como o Estado de Direito; por conseguinte, convém ser combatida de forma contundente. Vislumbra-se que tanto o mercado, quanto a sociedade, não têm perdoado as companhias flagradas em atos ilícitos e fraudes, visto que apresentam uma posição de verdadeiro repúdio às empresas envolvidas com a corrupção.

Aliás, nessa perspectiva, não se pode esquecer que ações como esta remetem a uma via de mão dupla. Quando uma fraude é descoberta, com operação e denúncia deflagrada, automaticamente os mercados rebatem negativamente e conjecturam as suas consequências. Inevitavelmente, suscita reflexos na economia do país, além de perdas – de reputação, financeira e de credibilidade, que são inestimáveis para a sustentabilidade corporativa. A realidade atual não permite escolhas erradas, pois os resultados são calamitosos, principalmente em decorrência da crise econômica.

Desse modo, manter-se no mercado, nos dias de hoje, é um desafio que as companhias devem enfrentar, tendo como enfoque uma atuação íntegra em seus negócios. Sendo assim, não se admite a existência de “lacunas”, como a falta de lisura que venha a colocar em risco o progresso e futuro da empresa. Esse é o momento de concretizar profundas transformações desse cenário com ações de prevenção, inclusive com a instituição do compliance, sendo essencial que as organizações ponderem para a sua efetivação. Espera-se que façam isso para seu próprio aprimoramento e engajamento de mais transparência, de modo que a integridade e a ética sejam o eixo central da condução dos negócios, reverberando, consequentemente, no crescimento e no fortalecimento da boa reputação.

Sob esse prisma, essa mudança demanda o comprometimento de todos os envolvidos, mas no fim, valerá a pena. Afinal, quando se trata de negócios, a ética, a integridade, a transparência e a boa-fé são bases fundamentais para o desenvolvimento, bom êxito e a sustentabilidade da companhia no mercado, bem como, para a economia do país.

Juliana Oliveira Nascimento, advogada especialista em Compliance, mestre em Direito e coordenadora do MBA em Governança Corporativa, Riscos e Compliance da Universidade Positivo (UP), de Curitiba (PR).

Sucessão familiar é o grande desafio para o setor de agronegócios no Brasil, diz professor da FGV

No Brasil, as empresas familiares são uma realidade. De acordo com pesquisa do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) 52% das micro e pequenas empresas brasileiras podem ser consideradas familiares, ou seja, possuem sócio ou empregado parente do proprietário.

Por isso, é cada vez mais comum que essas empresas passem a procurar consultorias e cursos para fazer uma sucessão familiar estruturada, sem prejudicar os negócios. Para o coordenador do MBA Executivo em Economia e Gestão Agronegócio, Fabio Matuoka Mizumoto, para que o setor de agronegócios e as empresas familiares se desenvolvam é preciso ter uma boa combinação entre teoria e prática.

“Os institutos de pesquisa e as áreas de inovação das empresas desenvolvem soluções tecnológicas que serão colocados em prática pelas inúmeras famílias empreendedoras que sustentam a produção agrícola e negócios relacionados ao agronegócio. O conhecimento prático e vivenciado é fundamental para a boa adaptação de qualquer tecnologia de ponta, afinal, cada região tem um clima e solo em particular. É neste contexto que a sucessão no campo se torna ainda mais importante. Como transmitir estes conhecimentos e experiências para os sucessores? Como criar condições para que haja um bom equilíbrio entre as práticas tradicionais e a adoção de inovações?”, destaca Mizumoto.

Entre os problemas na sucessão familiar no campo o professor destaca a falta de conhecimento, planejamento e comunicação. “É fundamental que se conheça como organizar um processo de sucessão, sobre como preparar o sucessor e quem vai ser sucedido. Outro ponto é o planejamento que considere como os objetivos individuais, da empresa e da família poderão ser conciliados. O terceiro ponto é a comunicação que muitas vezes é negligenciada por assumir que em família todos sabem muito um do outro, é preciso muito cuidado em não assumir premissas equivocadas e muita atenção para se manter um ambiente confiável para trocas”.

Punir os culpados, salvar as empresas – Por José Pio Martins

O terremoto moral e jurídico que se abateu sobre o grupo de empresas da família de Joesley e Wesley Batista, com a Holding J&F e as unidades industriais da JBS à frente, levanta uma importante questão: qual tratamento deve ser dado pelas leis aos empresários e às empresas? Trata-se de empresários que cometeram crimes e de um grupo de empresas que operam em vários países e têm, em seus vários ramos de atividade, 235 mil empregados em toda a cadeia produtiva. A resposta à pergunta proposta depende de entender a distinção entre as pessoas físicas dos controladores e a pessoa jurídica das empresas.

Há algum tempo, virou moda falar em “ética empresarial”, como se a empresa em si fosse um ente humano com capacidade de pensamento e discernimento, quando é um sistema composto de bens de capital (terrenos, prédios, máquinas, equipamentos etc.), que contrata empregados, compra matérias primas e produz bens e serviços. Como organismo, a empresa é um ente moralmente neutro, pois é um sistema material, sem vontade própria, montado e dirigido por pessoas. A empresa adquire vida no mundo jurídico e econômico, obtém registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e executa atos econômicos e negócios jurídicos diversos, mas sempre sob o mando de alguém.

A empresa em si não toma decisões; ela executa as decisões tomadas por seus sócios e dirigentes. Como ente material, a empresa não é ética, aética ou antiética. As pessoas são. Ética é uma virtude essencialmente e exclusivamente humana. O animal homem é o único capaz de pensar, discernir, decidir e agir conforme um código de conduta baseado no certo ou errado, legal ou ilegal, bem ou mal. Os animais irracionais não agem assim, pois eles não têm capacidade de raciocinar, discernir e decidir entre uma ação e outra com base em aspectos éticos, morais, religiosos ou jurídicos.

A empresa tem importante função social pelo fato de produzir bens e serviços, empregar pessoas, pagar impostos e satisfazer necessidades de consumidores. A propriedade que é empregada para praticar tais atos torna-se empresa e é a mais importante instituição dentro do sistema econômico. A legislação deve, portanto, submeter a empresa a um conjunto de normas e obrigações consubstanciadas nas leis comerciais, tributárias, trabalhistas, ambientais e outras, cabendo aos responsáveis pela gestão e operação da empresa a obrigação de garantir a legalidade do que ela faz sob suas ordens e seus atos de gerência.

Nesse sentido, é do interesse da nação que, quando irregularidades e crimes ocorrem no interior de uma empresa, os autores sejam punidos por seus atos e a empresa seja preservada. Os culpados, após o devido processo legal, devem ser afastados, despojados de seu patrimônio e presos, e a gestão da empresa deve ser entregue a outros dirigentes e controladores a fim de seguir sua função sem os vícios dos antigos donos. A questão é saber se as leis brasileiras são eficientes para promover um processo justo e rápido de apuração e punição dos culpados e, ao mesmo tempo, salvar a empresa e colocá-la sob a direção de gestores qualificados.

Essa discussão não se restringe ao Brasil. Pelo contrário, vem figurando nos debates em vários países onde prevalece o capitalismo. Como sistema econômico, o capitalismo é baseado na propriedade privada do capital, organização empresarial da produção e trabalho assalariado. Repetindo: mesmo com seus defeitos, esse ainda é o melhor sistema para promover o progresso material e, por consequência, o desenvolvimento social.

José Pio Martins, economista e reitor da Universidade Positivo.

O que pode acontecer com quem recebe na conta jurídica, mas não emite nota fiscal?

Não é raro que empresários, principalmente quando estão iniciando seus negócios, comentam erros fatais na gestão. E quando estes erros envolvem a contabilidade, podem ficar sérios e comprometer de forma irreversível um negócio. E no começo, uma das falhas mais graves que o empreendedor pode cometer é receber valores da empresa na conta jurídica – e sem emitir nota fiscal.

“Os documentos fiscais são parte da ferramenta que o governo possui para realizar o controle e monitoramento dos tributos observando a legalidade das instituições”, explica Heber Dionizio, contador responsável da Contabilizei, escritório de contabilidade com mais de 5.000 clientes no Brasil. “Quando o empreendedor emite a nota de forma contrária ao recebimento dos valores ou não emite de forma alguma, ele pode ser acusado de sonegação fiscal”, alerta Heber.

Empresas que deixam de registrar entradas ou saídas do fluxo de caixa estão criando o chamado Caixa 2, que é como se caracteriza o dinheiro não declarado aos órgãos de fiscalização. “É recomendável que o empreendedor se mantenha em dia com suas obrigações e sempre emita todas as notas fiscais, caso contrário poderá ser julgado por um crime com graves consequências”, complementa Heber.

Para Heber é fundamental que o empreendedor abra uma conta-corrente em nome da empresa e passe a usá-la para as movimentações financeiras. “Caso contrário, o patrimônio pessoal do empresário pode ser colocado à disposição para saudar possíveis dividendos da da empresa na justiça”, adverte.

Comércio do Paraná acumula alta de 6,34%

O varejo paranaense acumula alta de 6,34% de janeiro a abril, o que indica a retomada da economia do Estado. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR). Apesar da queda de 6,13% na comparação com março, as vendas foram 8,48% em relação ao mês de abril de 2017.

No acumulado do ano, os setores de maior destaque foram as concessionárias de veículos (37,15%), as lojas de departamentos (10,16%) e de materiais de construção (9,89%). Por outro lado, observa-se redução nas vendas nos ramos de vestuário e tecidos (-8,54%), móveis, decorações e utilidades domésticas (-7,06%), óticas, cine-foto-som (-5,52%) e combustíveis (-5,2%).

Na comparação com o mesmo mês de 2017, as concessionárias também se sobressaíram, com elevação de 55,76% nas vendas, principalmente na região Oeste, onde o setor apresentou crescimento de 116,41%, bem como em Ponta Grossa (73,52%), Londrina (63,76%) e Curitiba e Região Metropolitana (43,76%). O setor de materiais de construção também mostrou recuperação expressiva ante o ano passado, com aumento de 29,89% no faturamento, especialmente nas regiões Oeste (49,58%) e em Maringá (43,66%).

Análise Regional
O varejo da região Oeste continua se destacando e apresentou crescimento de 20,08% no acumulado do ano. A região também teve o melhor desempenho na análise interanual, com aumento de 25,22% nas vendas de abril deste ano ante o mesmo mês de 2017. Os bons resultados derivam do movimento adicional nos setores de concessionárias de veículos, materiais de construção e calçados.

No acumulado do ano, Londrina registrou alta de 13,66% nas vendas, seguida pelo Sudoeste (4,27%), Maringá (3,62%) e Ponta Grossa (1,75%). O faturamento do varejo de Curitiba e região permaneceu estável, com 0,32%.

Funcionários e folha de pagamento
O número de funcionários do varejo paranaense teve pouca alteração no acumulado de janeiro a abril, com 0,13%. Na região Oeste, as contratações aumentaram 3,73%; em Ponta Grossa, 1,36%, e na Capital, 0,21%. Já no Sudoeste houve redução de 6,97% nos postos de trabalho do setor terciário, bem como em Maringá (-2,34%) e em Londrina (-0,99%).

A folha de pagamento dos trabalhadores do varejo teve alta de 4,73% entre os meses de janeiro e abril. Na comparação com abril do ano passado, os salários e comissões ficaram 4,23% maiores.

Formação de estoques
Diante do aumento no faturamento, os comerciantes estão ampliando seus estoques, que foram ampliados em 9,17% no acumulado do ano e 22,54% na comparação com abril de 2017.

Ampliar e agregar parceiros são desafios de toda startup

Por Marco Zolet

O nosso ecossistema não para de crescer. De acordo com o banco de dados da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), existem atualmente cerca de 5 mil startups cadastradas no país. Isso significa que são 5 mil empresas que, todos os dias, lutam para crescer e conseguir compreender as dores dos mercados que estão inseridas.

Os grandes players são parte importante para que essa cultura se fortaleça. Sempre atentos ao que acontece em seus meios, eles são investidores e contratantes das startups. Muitos até mesmo possuem seus próprios centros de inovação aonde são desenvolvidas novas plataformas. Isso faz com que o mercado seja aquecido e retroalimentado com soluções oriundas do trabalho de profissionais que compreendem os problemas em sua totalidade.

Assim como na vida real, crescer no universo do empreendedorismo não é fácil. Os desafios, são muitos. Inicia-se pela burocracia de criação de uma empresa e vai até a captação de investimentos e implementação da tecnologia. Segundo dados divulgados pela Fundação Dom Cabral, uma em cada quatro startups fecha com menos de um ano de funcionamento. Depois de quatro anos, calcula-se que outras 50% parem de funcionar.

No final de 2017, recebemos um aporte de cerca de R$3,2 milhões vindo de investidores que já haviam apostado em nós anteriormente. Isso significou que estamos no caminho certo e ainda temos muito espaço para conquistas e crescer. Um dos sintomas deste crescimento foi o aumento no número de redes de supermercado que se tornaram nossas parceiras ao longo destes quatro anos.

São empresas tradicionais, empreendimentos familiares que enxergaram no nosso negócio uma forma de se modernizarem sem perderem sua essência. Levamos a inovação para suas lojas e a humanização dos serviços de entrega para a casa dos consumidores. Conseguimos fazer com que a entrega de produtos frescos tal qual frutas, legumes e verduras (FLV) deixasse de ser um problema para estes parceiros. Isso é inovação, pautada em problemas reais.

Para os empreendedores que desejam, além de captarem recursos, conquistarem parceiros, o conselho mais importante é a compreensão do negócio em questão. Do ponto de vista do varejo – setor que falo com mais propriedade – entender o que acontece desde o abastecimento, logística, funcionalidades do chão de loja e dos processos de venda, é primordial. Desta forma, a startup naturalmente chamará a atenção dos grandes nomes da área de forma positiva. Com o entendimento da área é mais viável oferecer aos maiores players do setor uma solução que se encaixe perfeitamente às suas necessidades.

O importante é manter o objetivo de que sua solução se torne parte integrada do processo e, o mais importante, indispensável.

Marco Zolet é CEO e fundador da Supermercado Now, plataforma de supermercado online referência no setor que surgiu para facilitar a compra de bens básicos e recorrentes, com comodidade, rapidez e com melhor custo benefício.