Plataforma de telemedicina chega ao Paraná

A partir desta semana, a Teldoctor, startup de telemedicina, inicia operações no estado do Paraná. Atualmente, a plataforma possui capacidade para realizar até 150 mil triagens médicas à distância por mês, com foco no chamado “primeiro atendimento”, que pode ser uma simples renovação de prescrição médica ou até mesmo um pedido de encaminhamento ao especialista.

A startup pretende intensificar novas parcerias com profissionais de diversas áreas da saúde na região. Segundo informações da empresa, na plataforma, os pacientes podem buscar atendimento médico para especialidades como Cardiologia, Fisioterapia, Psicologia, entre outros.

“O objetivo da Telemedicina é promover o acesso à saúde no país, tanto para quem quer agilizar a ida ao médico, quanto para moradores de regiões mais afastadas, onde não há corpo clínico suficiente para receber pacientes”, explica médico Dr. Luís Henrique Pereira, fundador e Diretor Técnico da Teldoctor.

O empreendimento utiliza um modelo de plataforma tecnológica, no ar há oito anos no Brasil, e que já atendeu mais de 375 mil pacientes nas áreas de cardiologia, medicina preventiva e saúde sexual. Recentemente, a plataforma foi aprimorada com uma Inteligência Artificial vinda dos EUA, o que permite a ampliação do corpo clínico e o atendimento a diversas especialidades médicas.

Para alçar este patamar, em 2018, a Teldoctor firmou parceria com a empresa americana M.A.I.A.S. Partners, responsável por investimentos em plataformas de tecnologia de diferentes países.

Marcelo Callegari, investidor da M.A.I.A.S. e CEO da Teldoctor, acredita que o setor tem muito a crescer e colaborar com o país. “A Telemedicina proporciona dinamismo ao atendimento médico, resolve os problemas de filas em hospitais, clínicas e principalmente no SUS, ou seja, além de um mercado em expansão é, também, um apoio indireto ao sistema público de saúde”, conclui Callegari.

Setor da Saúde

Segundo dados da Agência Nacional de Saúde (ANS), os planos de saúde perderam mais de 212 mil clientes somente nos primeiros quatro meses de 2019. Ao todo, estima-se que cerca de 138 milhões de brasileiros estejam carentes de planos de saúde e assistência médica no país.

Outros estudos, como a Demografia Médica no Brasil, elaborado pela Universidade de São Paulo (USP) com apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM), apontam que nas localidades com até 20 mil moradores, ou seja, cerca de 68,3% das cidades brasileiras, há menos de 0,40 médico por mil habitantes.

“A disseminação de dispositivos móveis e o acesso à internet permitem que muitas pessoas sejam atendidas em suas próprias casas e evitem o tratamento tardio de doenças que podem ser mais perigosas. Esse primeiro atendimento pode fazer toda a diferença em um diagnóstico mais rápido, além de favorecer o acesso das pessoas a um serviço de saúde”, conta Dr. Luís Henrique.

O profissional afirma que muitos pacientes deixam de ir ao médico devido à distância ou até mesmo à correria do dia a dia nas grandes cidades. Outro problema relatado pelo médico é o fato de existirem casos em que o paciente precisa apenas de uma prescrição ou uma renovação de receita, mas perde horas em filas de atendimento para obter o laudo. “Nestes casos, pacientes que realmente necessitam do atendimento presencial acabam sendo prejudicados, em decorrência do contingente atendido pelo médico”, sinaliza.

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