Varejo calçadista recua 8,11% em 2018, aponta estudo da SetaDigital

Os dados de uma amostragem com cerca de 700 lojas de calçados que utilizam o SetaIMC (Indicadores do Mercado Calçadista) registraram juntas um faturamento de R$ 1.723 bilhão em 2018, queda de 8,11% em relação ao ano anterior, que fechou em R$ 1.875 bilhão. O SetaIMC é uma ferramenta de inteligência da SetaDigital que visa apoiar a evolução do varejo calçadista brasileiro, coletando e fornecendo informações consolidadas sobre o mercado.

O ticket médio do ano apresentou ligeira retração de 0,27%, fechando em R$ 160,33 contra os R$ 160,76 do ano anterior. Como consequência, o mark-up do período também sofreu uma variação negativa, chegando a 115,79%, enquanto no ano anterior o índice alcançou 116,42%, ou seja, queda de 0,63%.

Diferente do cenário anual, o mês que antecedeu o Natal resultou numa melhora na curva de desempenho das vendas. O período registrou alta de 3,35% no faturamento, atingindo a marca de R$ 98 milhões, enquanto em 2017 o índice atingiu R$ 94,847 milhões. “Mesmo havendo um aquecimento natural das vendas por conta do Natal, há o reflexo das novas perspectivas econômicas em função do anúncio do novo governo”, explica Vanderlei Kichel, CEO da SetaDigital, companhia de Tecnologia da Informação especializada no setor calçadista.

Ainda segundo Kichel, a retração do setor em 2018 foi reflexo das instabilidades socioeconômicas, dos escândalos de corrupção e do aumento no índice de desemprego que marcaram o ano. “Somado a esses fatores, ainda houve o tardamento das baixas temperaturas e a greve dos caminhoneiros, cujas consequências impactaram no mercado como um todo. Todos esses acontecimentos culminaram numa diminuição no consumo”, reflete o executivo.

Apresentando números gerais do setor calçadista em 2018, foram realizadas 10.745.867 vendas e 20.161.388 pares de calçados foram vendidos, considerando a amostragem de lojistas que utilizam a ferramenta. O preço médio das vendas obteve alta de 0,55%, fechando em R$ 85,45, enquanto em 2017 a marca foi de R$ 84,99 milhões.

“Para 2019, consideramos que as mudanças promovidas pelo governo somadas à demanda reprimida e às novas perspectivas do mercado serão fatores que endossarão a retomada dos negócios e, consequentemente, do consumo, que é um dos principais termômetros econômicos”, finaliza Kichel.

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